CRÔNICAS


Sou Bozo, o palhaço verdadeiro

por Carlos Castelo

Olha, minha gente, eu posso ser palhaço. Mas sou formado.

Sou o Bozo. Sim, o palhaço Bozo verdadeiro. O do nariz vermelho, da peruca colorida. E venho por meio desta rádio fazer um apelo: parem de me usar como dublê daquele capitão.

Outro dia acordei, tomei meu café e lá estava eu nas manchetes: “Bozo arrasou na avenida”. Olha, minha gente, eu posso ser palhaço. Mas sou formado, sindicalizado e com muitos anos de picadeiro! Tenho doutorado em torta na cara e pós-graduação em cambalhota. O que eu faço é arte. É técnica. Não é enganação em Brasília.

Eu, símbolo daquele ex-presidente? Pelo amor de Deus! Vocês sabem quanto custa manter uma peruca dessas aqui? Pois é. E toda vez que misturam meu nome com o daquele sujeito, é um patrocinador que foge do meu circo!

Ser palhaço é coisa séria. Precisa ter humildade pra cair, coragem pra levantar e noção de ridículo. Principalmente, noção de ridículo. Assim, com todo respeito ao debate nacional, me incluam fora disso.

Respeitem meus cabelos vermelhos!


Publicado em 24/02/2026




Entrevista (quase real) com Allan dos Santos

por Carlos Castelo

Jornalismo fake news de verdade

Pergunta: Allan, recentemente o senhor foi até a porta da ONU desafiar o governo brasileiro a prendê-lo. O que passou pela sua cabeça naquele momento?

Allan: Principalmente a câmera. Eu precisava de um enquadramento digno da minha importância. Não ia me entregar em fila de cartório em Miami, cercado de gente querendo autenticar firma. Achei mais cinematográfico: ou me prendem com diplomatas de fundo ou não me prendem nunca.

P: O senhor não teme ser extraditado?

Allan: Eu? Temo p(*) nenhuma. Já li que até a Interpol fica confusa quando meu nome aparece. É tanto processo, tanta denúncia, que eles pensam que sou uma ONG especializada em fake news e em importação de açaí e pão de queijo.

P: Mas o governo brasileiro insiste que o senhor deve responder à Justiça.

Allan: Justiça? PQP! Olha, eu moro nos Estados Unidos, onde até a águia careca tem mais liberdade que brasileiro com CPF limpo. Se vierem me prender, eu grito “First Amendment” e pronto: ninguém encosta em mim. A não ser o fiscal do imposto de renda americano, que encosta até em bolso de cadáver.

P: Como definiria sua atual condição? Exilado, foragido, turista prolongado?

Allan: Eu me considero um imigrante por questões profissionais. É como médico que vai fazer especialização no exterior, só que minha especialidade é não ser preso. É uma área em crescimento aqui, na Itália, Hungria.

P: O senhor sente falta do Brasil?

Allan: Sinto falta das intimações do STF. Eram minha principal fonte de correspondência. Agora só recebo conta de cartão e propaganda de pizza.

P: Acredita que voltará um dia ao Brasil?

Allan: Claro, p(*)! Volto assim que inventarem um aeroporto com saída direta para um bunker em Copacabana. Até lá, sigo nos EUA, livre como um hambúrguer duplo.

P: Uma última reflexão?

Allan: O Brasil sempre foi bom em exportar commodities: soja, minério, jogadores de futebol. Agora também exporta fake news. Era natural que mais cedo ou mais tarde exportassem o fake newsman. É diversificação econômica. Estou contribuindo para a balança comercial brasileira, só que aqui de Manhattan.


Publicado em 25/09/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

FINADOS, MAS NEM TANTO


Dois de novembro, dia dos que já foram.

Mas há coisas que não vão.

Há mortos-vivos, há vivos-mortos,

há vivos que a gente desejaria que tivessem só um bom repouso eterno.



Não morreu o boleto.

A fatura venceu ontem, sorriu,

e hoje renasceu com multa e juros.

Não morreu o aluguel,

o senhorio do 301 continua vivo,

e sua cara é a própria inflação.



Não morreu a malha fina

que, de fina, não tem nada,

é mais uma lixa grossa que rasga o lombo do CPF.



Não morreu a elite burra,

com seu inglês aprendido no Stories

e seu francês do Leblon que acha que croissant se escreve com K.



Não morreu o farialimer,

de suéter nos ombros e frases prontas sobre meritocracia,

que toma whey no café da manhã e cloroquina como digestivo.



Não morreu o coach quântico,

nem o terraplanista que acha que Austrália é de mentira.

Não morreu o CEO de si mesmo,

que te chama de fracassado porque não acorda às quatro da manhã

para vender pirâmide de cápsula detox.



Não morreu a ex que visualiza e não responde.

Não morreu o inbox cheio de "oi sumida".

Não morreu a notificação do Serasa.

Não morreu a inveja com perfil fake.



Não morreu o Nikolas,

que saiu de um experimento genético entre Olavo de Carvalho

e uma versão loira do Aécio Neves.

Não morreu o Malafaia,

gritando em caps lock celestial,

dizendo que Jesus tem CNPJ e preferências partidárias.



Não morreu o Bananinha,

que segura fuzil e fala em Deus com a mesma mão,

sem notar o curto-circuito teológico.



Não morreu o Figueiredo,

nem seu bafo de porão da ditadura.

Não morreu o Mourão,

Não morreu o Dallagnol,

nem seu PowerPoint das vaquinhas.



Não morreu a Jovem Pan,

o WhatsApp da tia Zuleide,

a deep web das correntes de oração com fake news embutida.



Não morreu a promessa de golpe que vem aí desde 2018.

Não morreu a motociata,

o capacete e a cabeça oca,

a marcha de tanquinhos e testosterona vencida.



Não morreu a pobreza - essa, então,

renasce a cada decisão do Copom.

Não morreu a fila do SUS,

nem o tédio do transporte público

com cheiro de suor e renúncia.



Não morreu o nepotismo,

nem o nome duplo e pomposo nas placas de bronze

dos que nunca bateram ponto.



Não morreu a piada do pavê,

o RH que te chama de colaborador,

o happy hour com gerente,

o call que poderia ser um e-mail,


Não morreu o Brasil.

Mas também não nasceu.



Enquanto isso,

seguimos vivos entre os mortos,

ou mortos entre os vivos,

tomando café com leite condensado

e fingindo que esperança

é um verbo no presente do indicativo.


Publicado em 02/11/2025




Caro presidente Trump

por Carlos Castelo

Um e-mail



Eu sei que o senhor anda muito ocupado com a Venezuela, o Irã, a Groelândia. Mas venho por meio deste e-mail lhe pedir um favor: invadir meu apartamento e sequestrar a minha sogra. Não é uma questão pessoal, senhor presidente. Trata-se de uma ameaça à paz do condomínio. A mulher acorda às cinco da manhã e já liga o liquidificador. Vive andando pela casa com a sutileza de uma tropa de choque. Critica meu café, entra no banheiro e não sai mais. O senhor, com certeza, saberia o que fazer. Uma entrada estratégica dos marines pela sacada, já daria conta do recado. Depois, um abafador de som nos ouvidos, venda nos olhos e a passagem dela de navio para Nova Iorque. Ou, se quiser levantar um muro entre a sala e o quarto da minha sogra, fique à vontade. Pode até batizar de Trump Tower. Em troca, ofereço apoio irrestrito nas redes sociais e uma almofada bordada com a frase “Make Minha Sogra Educada Again”.

Atenciosamente,

Um genro desesperado.


Publicado em 29/01/2026




O pudim

por Vasqs

As estradas não eram assim tão lisinhas...

Até 1980 ainda era possível dar bom dia a cavalo em São Paulo, presencialmente. Ainda podíamos encontrá-los puxando carroças pelas ruas da cidade. Lembro de ter visto uma dessas carroças caminhando no elevado General Costa e Silva (aquele mesmo que usava, segundo o povo, ferradura nos sapatos), misturada a carros, ônibus, caminhões e poluição, tumultuando o trânsito.

No Nordeste também, os jegues ainda tinham serventia, hoje foram alforriados e substituídos por motos.

Mas nossa história é do interior. De um tempo em que tudo era mais rural e o cavalo e a carroça eram o único uber de que dispunham os cidadãos.

Era aniversário da vó ou um Dia das Mães. A família se reuniria pra um almoço, e cada um que levasse alguma coisa. Cada um quer dizer: os filhos casados, que moravam noutro lugar. Tia Santinha morava no sítio, então preparou um pudim, receita que só ela sabia fazer. Um pudim que, fosse hoje, seria tombado pelo Iphan, pelo Condephaat e pelo Conpresp, tão extraordinariamente delicioso que era.

E foram, ela carregando o pudim na forma e o tio Joaquim, o marido, dirigindo a carroça. As estradas não eram assim tão lisinhas, tão sinalizadinhas, tão asfaltadinhas, como são agora. Tinham buracos, pedras, saliências, valetas, formigueiros. E tinham surpresas. O bom carroceiro tinha que ter experiencia, conhecer os acidentes geográficos da estrada na palma da mão. Ora acelerar com reio na bunda do cavalo, ora puxar a rédea engatada na boca do animal, pra ele parar ou diminuir o ritmo.

E iam, pocotó, pocotó, levantando poeira. O tio controlando o cavalo, a tia equilibrando o pudim. De súbito, uma dessas surpresas atravessou a estrada. Um ratão do mato, que ia apressado em alta velocidade não se sabe pra onde. O que se sabe é que o cavalo assustou. Brecou, empinou, e foi um trabalhão pra domar o bicho, na rédea e na força. Tia Santinha por sua vez tentava aos gritos domar o pudim. O pudim chacoalhava feito doido querendo se desgrudar e saltar da forma. Vai ver também estava assustado.

Tio Joaquim, que tinha a força de um bom caboclo, sossegou o cavalo. Após uns 20 gritos de ôôôôaaa!, pôs tudo em ordem.

Ufa!, suspirou e olhou pra trás e viu a tia Santinha. A tia Santinha e o pudim, grudado na cara da tia Santinha.

Roncando de ódio ela limpava a cara. Cuspindo tudo, ela que sempre fora muito discreta, também cuspiu essa:

- Puta merda, Joaquim, como ocê dirigi mar uma carroça!

Tio Joaquim, calmo e espirituoso, respondeu:

- Puta merda, Santinha, como ocê dirigi mar um pudim!

E soltou uma gargalhada.

E.T.: não foi como gostaríamos, mas o pudim da tia Santinha no fim acabou tombado.


Publicado em 25/02/2026




Uma fábula do cotidiano

por Vasqs

Dois banqueiros viram um pacote de moedas no chão

Dois banqueiros, caminhando um na direção do outro, viram um pacote de moedas no chão. Abaixaram pra pegar, bateram a cabeça um no outro e desmaiaram.

Nesse momento apareceu um homem de rua com seu cachorro também de rua. Viu os banqueiros caídos e viu o pacote de moedas. Enquanto o cachorro urinava nos banqueiros, o homem pegou as moedas e saiu feliz da vida.

No caminho foi abordado por um policial, que quis saber que alegria era aquela sendo ele um homem de rua, e antes de o homem explicar, encheu ele de porrada e lhe tomou o pacote.

No distrito, o delegado, observando a expressão de alegria do policial, também quis saber que porra de alegria era aquela. Demitiu o policial por suposto roubo, pegou as moedas pra ele e levou pra por no cofre do filhinho - pra quando ele crescesse pudesse comprar um Porsche e sair pelas avenidas a 150 km por hora e dane-se quem estiver na frente.

O delegado entrou em casa com um sorrisão indisfarçável e então foi a esposa que quis saber que diabo de sorrisão era aquele. Tomou as moedas do delegado e dane-se o filhinho e dane-se o Porsche do filhinho, nem ela tinha um. Ligou pro "avião" e pediu 30 g de farinha, que a vida não tá fácil, mesmo pra mulher de um delegado.

O "avião" chegou num minuto, entregou a farinha e levou a grana pro traficante chefe. O chefe, que não cheira farinha mas cheira grana de qualquer distância, pegou as moedas e aplicou tudo nos bancos dos banqueiros lá na Faria Lima.

Fim.

Nota: a primeira parte dessa história é fake. Banqueiros não se abaixam pra pegar moedas. Banqueiros têm capachos que fazem isso por eles. Seja um empregado puxa-saco ou um presidente idem do Banco Central.

Então, quem trombou e desmaiou não foram os banqueiros, infelizmente. Foram os capachos, que depois foram mijados pelo cachorro e bem feito pra eles.

Moral: banqueiros nunca perdem, se perdessem não seriam banqueiros. Seriam, talvez, homens de rua com seus cachorros também de rua.


Publicado em 16/01/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




Lázaro!

por Nelson Moraes

A rocha que vedava o túmulo foi retirada...

A pedido do Mestre, a rocha que vedava o túmulo foi retirada. E o Mestre:
- Vem pra fora, Lázaro!
A multidão aguardando, tensa. E nada.
- Lázaro - insistiu o Mestre. - Vem pra fora!
Lá de dentro pareceu brotar um grunhido. E o Mestre:
- Oi?
Agora veio a fala abafada:
- Aqui não tem nenhum Lázaro.
- Como assim? - falou o Mestre, já perto da porta.
- Não tem, ué.
- Lázaro... Eu tô te vendo!
- Pois é. Tá tendo uma visão.
- Lázaro! - e o mestre estendeu a mão, puxando o sujeito lá de dentro.
- Caramba, Mestre - disse o sujeito, tapando com a mão o sol que incidia sobre seu rosto, e falando com voz bem baixa, de modo que só o Mestre ouvisse. - Assim o senhor me prejudica!
- Como assim, Lázaro? Você estava morto! E agora...
- Não, não, Mestre - cochichou o sujeito.
- Como não?
- Ahn. Era isso. Eu estava, er, me fazendo de morto, Mestre.
O mestre cruzou os braços, inquisidor:
- Lázaro.
- Calma, Mestre. Seguinte. O senhor já ficou com três anos de impostos pra Roma atrasados? O senhor já ficou devendo o dobro do seu patrimônio em tributo pro Templo? O senhor já penou com essa inflação que dispara a cada trimestre e tá arrasando a Judeia? O senhor já tentou sobreviver com...
- Lázaro! Você então...
- Pois é! - e aqui o sujeito moderou o tom, voltando ao cochicho. - Me fiz de morto, pra não me complicar ainda mais. Já basta morrer em tanta dívida. E agora o senhor vem me expor?
- Não é possível - o Mestre murmurou, incrédulo. - Suas irmãs disseram que você já cheirava mal, depois desses quatro dias, e então...
- Aí que tá, Mestre. O senhor não deve ter entendido direito. Elas provavelmente disseram que não tava cheirando bem isso de eu ter morrido logo agora, até porque, ahn, é, tô devendo pra elas, também, e o...
O Mestre suspirou fundo, e foi pontuando sílaba por sílaba, compassadamente:
- Lázaro. Vem comigo agora, pra fora. Você vai explicar pra essa multidão aí que estava mentindo. E vai assumir o que fez.
- Mas, Mestre - tentou o sujeito, que já estava sendo puxado pelo braço. - O senhor quer que eu assuma minhas dívidas? O que eu ganho com isso?
E o Mestre, resoluto:
- Até noventa por cento de desconto, pagando à vista. Agora vambora e não discute.

(Algumas versões desse antigo pergaminho trazem um acréscimo ao final, no qual um centurião romano, que a tudo acompanhava à distância - e já quase convertido ao Mestre, graças aos frequentes discursos e recorrentes milagres deste - resolveu, maravilhado com a cena, vir saudar Lázaro. Que, ao vê-lo aproximar-se, pulou para trás do Mestre, gritando: "Calma aí, calma aí! Vou me inscrever hoje mesmo no 'Desenrola Roma' e parcelar tudo em sessenta e quatro vezes! Hoje mesmo!")


Publicado em 02/11/2025




AGENDA

Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.