CRÔNICAS


A hora do gol

por Carlos Castelo

Vendo a Copa em capítulos

O momento em que o Brasil faz gol: é quando o apartamento de cima explode em gritaria e a minha TV, atrasada, ainda mostra o lateral cobrando o escanteio.

A culpa é do delay. Inventaram a transmissão pela internet, que tem todas as vantagens, menos a de chegar na hora. O sinal sai do estádio, dá uma volta pelo espaço sideral, passa por um servidor da Islândia, toma um chá, e só aí decide visitar a minha sala.

O resultado é que acompanho a Copa em capítulos. Primeiro a corneta do vizinho. Depois os berros do apartamento de baixo. Em seguida, o zap. Com quinze áudios, de doze segundos, só de berros. Aí, por fim, magnânima, a televisão se digna a confirmar: foi gol.

Essa Copa me trouxe uma situação inédita: vivo comemorando antes de ver a bola entrar, fiado na euforia alheia. Eis a única modalidade em que o espectador conhece o futuro e, mesmo assim, ainda se surpreende com o passado.

Proponho então uma solução patriótica: que o vizinho narre os jogos. Pelo menos o gol chega na hora.


Publicado em 23/06/2026




Natal sob nova administração

por Carlos Castelo

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade.

Na remota vastidão branca da Lapônia, onde as renas pastam em silêncio, algo mudou. Ninguém sabe ao certo quando ocorreu. Talvez tenha sido durante uma reunião sindical dos duendes que durou 19 minutos e terminou com três demissões, um grito de “You’re all fired!” e a substituição de Santa Claus por outro Papai Noel de extrema-direita.

O novo chefe movia-se não por trenó, mas em um jato dourado com a frase “Make Christmas Great Again” estampada nas laterais. Era um homem corpulento, com uma cabeleira suspeita que desafiava as leis do bom gosto. Falava alto, dizia muitos palavrões, prometia brinquedos (só para quem merecesse) e garantia que só ele poderia proteger o Natal dos inimigos: os pinguins, os elfos veganos e as crianças choronas.

A primeira medida executiva foi a construção de um muro de gelo ao redor da sua oficina. “Eles estão nos roubando brinquedos!”, proclamava, sem especificar quem era “eles”. Os duendes, sempre muito silenciosos e acostumados com jornadas de 16 horas em troca de chocolate quente, foram obrigados a usar gravatas vermelhas e a jurar fidelidade ao novo mandatário da Lapônia toda manhã, ao som de uma versão rearranjada do Jingle Bells com batidas de tambor militar.

Crianças do mundo inteiro começaram a receber presentes incomuns: tacos de golfe, filtros fator cenoura, latinhas de Coca zero. As listas de bonzinhos e malcriados foram abolidas. Agora existia apenas uma lista: “Quem me aplaudiu mais alto”.

A caridade natalina foi rebatizada de Ajuda Patriótica de Dezembro e passou a incluir cláusulas de fidelidade perpétua. Quem recusasse recebia uma visita do chefe, em pessoa, com direito a sermão sobre porque as chaminés podem ser portas de entrada ao comunismo nos lares.

Enquanto isso, o Polo Norte via sua estabilidade afundar como trenó em avalanche. Protestos pipocavam: renas grevistas, duendes exilados, e até um grupo dissidente de bonecos de neve formou um comitê. Mas o novo líder permanecia com mão de ferro, garantindo que ninguém jamais administrou o Natal tão bem quanto ele.

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade. O espírito natalino, coitado, estava encolhido num canto, com medo de ser deportado.

E assim, sob a aurora boreal tingida de ouro artificial, o mundo seguia seu final de ano, em choque, tentando entender se aquilo era Natal ou só um golpe de Estado com sinos e panetone.


Publicado em 25/12/2025




Ajuste fino da versão

por Carlos Castelo

Mentiras e inverdades

"Quando eu disse que não visitei o Daniel na domiciliar, houve um mal-entendido. As pessoas têm a mania de achar que visitar significa entrar no local, conversar, levar bolo de fubá e sair dizendo “força aí, guerreiro”. Não foi isso. Eu apenas passei casualmente na frente da casa do Danielzinho, entrei e fiquei três horas conversando com ele. Isso caracteriza visita? Pra mim, caracteriza presença prolongada em determinado lugar.

A mesma injustiça ocorreu com a tornozeleira eletrônica. Disseram que eu neguei ter visto o aparelho. Nunca neguei. Eu apenas afirmei que não notei. E realmente: quando uma pessoa está usando bermuda preta e uma tornozeleira piscando igual a uma árvore de Natal, a atenção vai para muitos pontos. Não dá para exigir precisão em um lugar só.

Aliás, mentira é uma palavra agressiva demais. Eu prefiro edição criativa dos fatos. Infelizmente, muitas pessoas confundem contradição com ajuste fino da versão. Quem me conhece, sabe que meu compromisso nunca foi com a mentira. Sempre foi com a versão mais favorável da verdade. Só isso, irmão."


Publicado em 19/05/2026




Comunicado aos sem-luz

por Carlos Castelo

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas.

Prezado cliente,

Sim, sim, nós sabemos. Você está há mais de uma semana sem energia elétrica. Tempo suficiente para um reality show terminar, um pão mofar, ou para você repensar todas as suas escolhas de vida, principalmente a de confiar que a luz voltaria em instantes.

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas. Sabemos que nada apaga a frustração de abrir a geladeira e ser recepcionado por um bafo morno de iogurte azedo e carne em processo de mumificação.

Mas, sejamos justos: há benefícios inegáveis em passar dias e dias à luz de velas.

Durante esse longo apagão, você não gastou um centavo com ar-condicionado, micro-ondas, ferro de passar ou aquele chuveiro 220V. Parabéns! Seu bolso agradece.

Ao escurecer, você pôde olhar para o céu e contemplar as estrelas (quando não estava ocupado tentando espantar um enxame de mosquitos com a mão). Mas é a natureza batendo à sua porta.

Sem internet, sem séries, sem TikTok, sua família finalmente voltou a se falar. Ou brigar. Mas, tudo bem, isso também é afeto. A vida sem eletricidade é muito mais eletrizante. Quem precisa de Netflix quando se pode brincar de “qual comida vai feder primeiro na geladeira”?

Você reaprendeu a viver. Tomar banho com lanterna na boca, cozinhar usando fósforo, inventar jogos como “onde está a extensão que explodiu?”. Isso é sobrevivência, isso é lúdico!

Sem luz, tudo desacelera. Você medita. Você pensa. Você contempla a parede. Pensa mais um pouco. Começa a conversar com uma berinjela. O nome disso é crescimento pessoal.

Sabemos que nada devolve o seu peru de Natal ou a sua sanidade, mas acredite: estamos trabalhando duro para restabelecer o serviço o mais rápido possível, ou pelo menos antes de você decidir virar ermitão e se mudar para uma caverna.

Agradecemos sua paciência, compreensão e por ainda não ter nos processado.

Com afeto,

SUA Concessionária de Energia Elétrica.
Onde energia pode faltar, mas carinho não.


Publicado em 16/12/2025




As reflexões futebolísticas engajadas e contundentes da vovó Matilda

por Vasqs

Quanto absurdo, vovó!

Uma

"O 7x1que tomamos da Alemanha não é uma simples goleada, é uma cicatriz histórica indelével, um estigma!", diz ela cheia de paixão e ponto de exclamação. "Tem o sentido simbólico de um túmulo, a força de um monumento aos mortos em batalha vencida. É bandeira a meio pau e luto perpétuos."

***

Outra

"Pra Alemanha, 7 gols no Curaçao significam nada, fizeram isso no Brasil pentacampeão do mundo, levaram duas taças num só campeonato. Estão bem na fita.
Pra Curaçao, 1 gol na Alemanha é uma medalha de ouro no peito do tamanho de um ovo estrelado - e bem passado.
O autor do gol, anota aí, já, já, vira estátua."

***

Mais

- Jorge Amado era amigo do Sartre, sabia?
- Sabia.
- Os dois gostavam de futebol, faziam debates acalorados.
- Não sabia.
- Jorge sempre quis que Albert Camus jogasse no Vitória, seu, do Jorge, time do coração...
- Não era o Ypiranga?
- ... Camus, como se sabe, era melhor goleiro que escritor...
- Era?!
- ... Jorge contatou o Sartre pra fazer a intermediação. Camus jogou 6 anos no Vitória, onde era chamado de O Estrangeiro, e onde garantiu muitas vitórias, justificando o nome do time.
- Quanto absurdo, vovó!
- Bom, eles que começaram.

***

E essa

Vovó Matilda é fã do Carlos Alberto, o craque de 1970. Lembrava sempre da foto icônica dele erguendo a Jules Rimet, conquistada pela terceira e definitiva vez. Quando soube que roubaram e derreteram a taça, tomou um susto, achou que tivessem derretido o Carlos Alberto. Não foi, arre! Agora manda um discurso duro e veemente todo ano que tem Copa: "O que derreteram foi a honra nacional!
Vergonha, opróbrio! Aí sim aqueles dias escuros e obscuros ficaram bem representados!"

***

E essa, de amargar!

- 1950, Maracanã lotado. Vinha o Ghiggia, o ponta do Uruguai, avançando com a bola em grande velocidade. Bigode, nosso lateral e herói, saltou com os dois pés no peito do Ghiggiia. O Ghiggia desmaiou e foi expulso de campo.
- Expulsaram o Ghiggia?! Mas por quê?
- Por ameaça à soberania nacional.
- Uau!...Você bebeu, vovó?
- Sonhei.
- Ah!...


Publicado em 19/06/2026




Pingadinhos

por Vasqs

Vaga no estacionamento

1
Ontem o dono do 53 revidou um soco do dono do 67 por causa de vaga no estacionamento. O sistema de Vizinhança Solidária é ótimo, mas funciona só até quando um invade a vaga do outro.

2
O neurótico urbano sobe a escada rolante andando. Ao fim e ao cabo, consegue economizar 4 segundos!
Depois ele usa esse tempo pra inspirar e expirar o ar dos pulmões.
Vale a pena.

3
O Olímpio ficou desempregado, passou fome, ficou doente, morreu e reencarnou como sapateiro, uma profissão que não existe mais.
Vai ser pé frio assim lá na Sibéria!

4
O Facebook obriga a gente a ler sobre cinema quando não tem vontade de ler sobre cinema; a ler poesia quando não tem vontade de ler poesia; a ler, sem vontade, crianças brincando com bichinhos; a ler sobre politica, sem nenhuma vontade; a ver mulher pelada,...por sorte a gente sempre tem vontade de ver mulher pelada.


Publicado em 26/10/2025




Mick Jagger entra num bar...

por Nelson Moraes

Droga! Perdi a aposta.

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção brasileira.
– Ih – diz o barman. – Perdi minha aposta.
– Apostou em quem? – pergunta o Mick.
– No Boston Celtics.
– Mas o Celtics não joga futebol.
– Pois é – arremata o barman. – A seleção brasileira também não.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção inglesa.
– Droga – diz o barman. – Perdi a aposta.
– Ué – diz o Mick. – A Inglaterra nem jogou ainda.
E o barman:
– É que eu apostei que o Keith Richards é que ia aparecer.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção iraniana.
– Oba – diz o barman. – Ganhei a aposta.
– Como assim? – diz o Mick. – O jogo com a Nova Zelândia terminou empatado.
– Não – explica o barman. – Eu apostei que você não ia sair inteiro desse estádio hoje.


Publicado em 16/06/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




AGENDA

Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.