CRÔNICAS


Novidades no acordo de paz do Oriente Médio

por Carlos Castelo

Bastidores de mais uma guerra donaldiana


• Os EUA exigem que o Irã abandone o persa e passe a falar inglês com sotaque texano.

• Israel concorda em suspender operações militares desde que todos os drones iranianos sejam substituídos por pombos-correio.

• Como gesto de boa vontade, os líderes mundiais devem resolver conflitos jogando pedra, papel ou míssil.

• As reuniões do acordo só poderão ocorrer em parques temáticos neutros, como a Disneylândia.

• O Irã pede em troca que Hollywood pare de retratar cientistas do mundo árabe como vilões.

• Israel sugere resolver disputas territoriais com campeonatos de culinária: quem fizer o melhor falafel leva a colina estratégica.

• O Irã propõe que discussões nucleares sejam resolvidas em quiz show ao vivo: quem errar a pergunta perde uma bomba atômica.

• Como gesto simbólico, os líderes devem trocar presentes no estilo amigo secreto e o evento será televisionado.

• O Pentágono sugere substituir exercícios militares por campeonatos de paintball.

• Israel sugere criar um aplicativo de entrega territorial expressa, com opção de rastreamento em tempo real e cupom de paz.


Publicado em 26/03/2026




Direto da Groelândia

por Carlos Castelo

Reportagens especiais

Faz sete dias que cheguei à Groelândia. Vim cobrir a região após as notícias sobre anexação da área pelo governo estadunidense. No primeiro dia, conheci uma geleira. No segundo, outra geleira. No terceiro, um urso polar me olhou como se eu fosse um entregador de pizza. Desde então, mantemos uma relação cordial. Uma relação de distância por parte dele. E de orações da minha parte.

A programação local inclui atividades como: escutar o gelo se mexer, tentar não escorregar, e assistir ao pôr do sol às duas horas da tarde. A vida social se resume a conversar com a minha própria respiração e torcer para que ela não vire pedras de gelo.

Os groelandeses seguem suas rotinas. Como se -30 graus fosse temperatura de praia do Nordeste.

Muita gente do Brasil me pergunta se há alguma novidade na Groelândia. A única é que descobri que o suor congela no sovaco. Também fui tentar fazer um guisado. E o gás congelou. Fora isso, nada mais.

Pra resumir: aqui, tudo é branco, puro e intacto. O tipo de coisa que Donald Trump, claro, ia logo querer sujar.

Se acontecer algo de novo por aqui, voltarei a informar.


Publicado em 22/01/2026




Academia Comercial Brasileira

por Carlos Castelo

Novos cursos

A Academia Comercial Brasileira (ACB) surge como o farol da educação para pequenos empreendedores no século XXI. Sua missão: formar profissionais capazes de vender qualquer coisa. Inclusive aquilo que ainda não foi inventado ou lançado no mercado.

Não é mais suficiente ensinar ao aluno a abrir uma lojinha ou um e-commerce de bairro. O mundo mudou. Hoje, só é considerado microempreendedor sério aquele que transforma golpe em plano de carreira. Nada de prédios tradicionais ou bibliotecas silenciosas. A Academia funciona no metaverso, num galpão virtual em que os alunos circulam à base de avatar. Cada curso é transmitido ao vivo pelo TikTok, com direito a filtro de gatinho.

O curso básico de retail foi o primeiro a ser disponibilizado. Uma experiência imersiva em realidade aumentada. Na primeira avaliação, o estudante coloca os óculos VR e precisa convencer um avatar indeciso a levar três pares de Crocs neon, todos no mesmo número, sob pena de perder a bolsa de estudo.

A ACB tem a supervisão pedagógica de:

- Professor Cláudio Sales, ex-coach de pirâmide financeira, e especialista em Matemática Criativa Aplicada a Parcelamentos.

- Dona Maricota, influencer de receitas rápidas, ministra a disciplina “Como Vender Panela Airfryer Até Para Quem Só Come Miojo”.

- Um holograma do Silvio Santos, programado para repetir frases aleatórias, é o orientador de “Show de Merchandising Aplicado”.

A educação transforma. Às vezes, até trouxa em CEO. Inscreva-se já!





Publicado em 11/11/2025




White Friday

por Carlos Castelo

Mais clara que suas intenções


Em 2025, o sul do Brasil nos brindou com mais um espetáculo de elegância étnica disfarçada de liquidação: a White Friday de Santa Catarina. Enquanto o restante do país se jogava nos braços da Black Friday, disputando air fryers como bárbaros em Coliseus, Santa Catarina decidiu fazer diferente.

A proposta era simples: fazer uma sexta-feira de descontos, mas com a estética que realmente representa o espírito local: clara, luminosa e constrangedoramente homogênea.

Os cartazes diziam: “White Friday, mais clara que suas intenções”. As promoções principais: camisas polo brancas, porcelanas bávaras, produtos capilares para cabelos lisos e, claro, o pacote de férias em Balneário Camboriú. Tudo com até 70% de desconto, exceto a noção de realidade.

Naturalmente, surgiram críticas. Ativistas apontaram que uma White Friday poderia, veja só, parecer racista. Os organizadores, com seus ternos bege e sotaques carregados de vogais arrastadas, responderam com ofensa genuína: “Racismo? Imagina! Aqui, a gente aceita todo mundo, desde que venha com sobrenome alemão, cabelo alinhado e histórico de colônia.”

As redes sociais explodiram. A classe média local, no entanto, defendeu a campanha com unhas, dentes e argumentos do tipo “não é racismo, é branding”.

No fim das contas, a White Friday foi um sucesso: lucros nas alturas e polêmicas em alta rotação. Ano que vem, cogita-se ampliar o evento. Já há sugestões de nomes: “Clean Monday”, “Pálida Quarta”, e, para os mais ousados, “Neutra Weekend”: sempre com muito desconto e nenhuma diversidade.


Publicado em 02/12/2025




DECRETO

por Vasqs

A partir desta data...

Eu, prefeito do mundo, do alto do meu supremo poder, no uso de minhas atribuições legais, declaro a

Imediata Reconfiguração Das Guerras

e dou outras providências.

A partir desta data as guerras não mais serão feitas com armas de fogo; estas serão substituídas por instrumentistas e instrumentos musicais, incluindo o assobio, o gogó e toques de celular.

Quem tiver ao menos uma sanfona, uma rabeca, um berimbau, um corne-inglês, uma flauta doce, um piano de calda ou um bandonion, que se aliste. Quem não tiver, vire-se com um triângulo, uma caixinha de fósforos ou sapato com chapinha de metal, e aliste-se também.

O exército valoroso agora será de bravos violeiros, corajosos zabumbeiros, intrépidos cuiqueiros, destemidos timbaleiros, e , por que não dizer, desassombrados harpeiros, lireiros, fagoteiros, tubeiros, sanfoneiros.

Trocar-se-á (mesoclítico, que isto é um decreto!) o canhão pelo violão, o obuz pelo oboé, a bazuca pelo zabumba, o drone pelo trombone, o ataque pelo atabaque, o ataúde pelo alaúde, e o tanque pelo punk, pelo funk e pelo beat mangue.

Em vez de bum!, ra-tátátá! e skabrum!, far-se-ão guerras com laia-laiá, ôôô, telecoteco e paiscaringundum.

Responder-se-á ao desafinado Netanyahu com uma divisão blindada de 450 axés, 830 forrós e 780 pagodes de fundo de quintal e mais o Bolero de Ravel com a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, até que ele, o Bibi, fique bem afinadinho.

E combater-se-ão as trombetas cansadas e alaranjadas de ferrugem do Trump com 3.846 réquiens e uma valsa esperançosa de adeus-já-vai-tarde, tudo no estilo punk-rock-rap mórbido das catacumbas.

E trocar-se-á também o noticiário internacional, por um mais leve, mais harmonioso e mais melífluo.

Assim:
“Filarmônica De Nova Iorque Invade O Irã”
“Irã Responde Com Alaúdes E Cítaras”
"Aiatolá É Executado Por Um Quarteto De Cordas”
“Brasil Desrespeita Tratado De Não–Proliferação De Cantores Sertanejos”
“Lula Manda Gusttavo Lima Pra El Salvador. Bukele Devolve”
"Rússia E Ucrânia Selam A Paz Com Prokofiev E Strawinsky Tudo Juntovsky E Misturadovsky, No Teatro Bolshoi"
“Nobel Da Paz Vai Para A Sinfônica De Viena"
“Tribunal De Haia Muda Pra Sapucaí”
"A Banda Metallica É Bem Recebida No Estreito De Ormuz".


E etc.

Cumpra-se. Cante-se. Toque-se.


Publicado em 26/03/2026




Sweet memories*

por Vasqs

Quando se trata de sexo...

O personagem de O Complexo de Portnoy roubava bifes de fígado da geladeira da mãe e usava para se masturbar. Grande ideia. Philip Roth deve ter sacado essa do seu tempo de moleque. Moleque é um Vesúvio de testosterona, quando se trata de sexo inventa mais que o Thomaz Edison.

1
O Narciso ganhou uma égua de presente da avó. A cidade ainda não sabia se era urbana ou rural, tinha espaço e ruas de terra. O Narciso, 11 anos, subia numa cerca, posicionava a égua e dava um crau no bicho. Diziam que também usava galinhas, porcos e cabras.

A anedota era assim:

- O que você vai ser quando crescer, Narciso?

- Tarado.

Com 15 anos já tinha engravidado uma moça mais velha que ele 8 anos.

2
Também tinha o Tenório, o carroceiro. Orgulhava-se de ter uma minhoca especialmente avantajada. 23 centímetros!, bradava. Dizia que dava nó e chamava os moleques no banheiro pra mostrar, como uma aberração de circo de horrores. Só não cobrava, o preço era a perplexidade dos garotos, fazia bem pro seu ego.

Uma vez o Silvinho levou uma trena.

- 18 cm! - protestou – e não 23!

O Tenório deu um sorrisinho triunfante:

- E você acha pouco?

3
O Sakata tinha dinheiro no bolso, era filho de fazendeiro. Uma tarde apareceu com um pacote de catecismos – mais de 50! -, um quadrinho pornô, espécie de educação sexual da garotada da época. Comprava todos, devia ser o maior comprador de catecismos da cidade. Queria que o Hugo levasse pra casa, emprestaria por quanto tempo quisesse. Seus pais andavam desconfiados.

O Hugo disse: e os meus? Mas levou.

Num mês, já tinha lido tudo.

Até que lá um dia, quando saía do banheiro, tomou uma bronca da mãe e um pescoção do pai, tudo ao mesmo tempo.

Não que tivessem desconfiado, mas pelo tempo que o Hugo ficava no chuveiro, devia ser ele o responsável: a conta de luz estourou naquele mês.



4

Os bailinhos eram chamados de roça-roça. Mesmo o da Igreja. É, tinha um que funcionava no salão da igreja, com rock, Beatles e tudo mais.

Todo fim-de-semana tinha roça-roça na igreja.

Father Mackenzie remendava suas meias enquanto John Lennon, no salão, pecava fungando no cangote da Eleonor Rigby: oh, giiiirl, sffffsh!...

Esses bailinhos eram a contradição do crescei-vos e multiplicai-vos e ao mesmo tempo uma preliminar de quem fosse pro inferno, porque a coisa era mais torturante que o band aid do João Bosco. As moças eram terrivelmente recatadas, quase freiras, de maneiras que crescei-vos, sim, mas multiplicai-vos, nem pensar: só depois de casadas.

Um cinto da castidade invisível e mais resistente que os da Idade Média fazia as vezes de polícia da moralidade: eram os olhos lancinantes (e invejosos) do padre, do pai, da mãe, das tias, do delegado, do juiz, dos vizinhos, e, claro, os onipresentes de Deus.

E afinal eram o que explicava o Narciso, o Sakata, o Tenório, os catecismos pornô...

E muito provavelmente também os bifes de fígado nas mãos do Portnoy.



* Nada é mentira.


Publicado em 07/02/2026




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026




Aloz flito

por Nelson Moraes

Todos os dias ele ia almoçar no restaurante do grego

Se você acha sacrificante ter de moderar seu discurso, pra evitar inflamar o discurso radical do adversário, é porque você ainda não conhece o chinês da piada.
Todos os dias ele ia almoçar no restaurante do grego. E era sempre a mesma coisa. O grego se aproximava pra anotar o pedido e o chinês:
– Aloz flito.
O grego, pra sacanear, pedia pra ele repetir porque não tinha ouvido direito. O chinês repetia “aloz flito” umas três, quatro vezes, até o restaurante inteiro cair na gargalhada.
Todo dia.
O chinês bem que podia mudar de restaurante, mas, ah, o arroz frito do grego... Ele nunca tinha provado nem de longe nada como aquilo. Pelo arroz frito do grego valia qualquer sacrifício.
Até que um dia.
Ele reuniu as economias e foi a um fonoaudiólogo. Ficou dias, semanas, sem ir ao restaurante, pra praticar, com infinita paciência, a dicção e a pronúncia. Passado esse tempo ele retornou. E o grego, indo à mesa:
– Olha quem apareceu hoje – e, sacando o bloquinho de notas, já antevendo a gargalhada: – O que vai ser?
Aí o chinês, caprichando em cada sílaba:
– Arroz frito.
– Ahn. Como?!? – disse, assombrado, o grego.
– Arroz frito – repetiu o chinês.
O grego não se conteve. Depois de pedir a repetição por umas três vezes – atendido por um chinês já no limite da paciência – ele chamou os frequentadores:
– Pessoal, corre aqui! Olha isso! – E, novamente, pro irritado freguês: – Repete aí, vai!
E o chinês:
– Arroz frito, seu glego escloto!


Publicado em 08/11/2025




AGENDA

Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.