CRÔNICAS


Não desmatem minha reputação

por Carlos Castelo

Sobre celulose e livros

Recentemente, uma escritora pediu ao público que não comprasse seus livros porque eles são feitos de celulose, celulose vem das árvores e, portanto, consumir literatura seria como entrar numa floresta com uma motosserra e péssimas intenções.

Aproveito a ocasião para fazer um apelo semelhante: não comprem os meus livros. E por uma razão muito mais séria: eles podem ser lidos. Esse é o perigo.

Enquanto o livro permanece na livraria, sou um escritor brilhante. Misterioso. Talvez genial. Certamente incompreendido, o que é a forma mais acessível de genialidade. Mas, no instante em que alguém adquire a obra, abre e começa a ler, todo o meu prestígio fica perigosamente dependente das páginas seguintes.

Não posso correr esse risco. Comprem, por favor, livros de autores mortos. Eles não têm mais reputação a perder e raramente respondem às críticas.

Além disso, se vocês comprarem meus livros, provavelmente ganharei dinheiro. Se eu elevar meu patrimônio, posso me considerar bem-sucedido. E todo autor bem-sucedido corre o risco de começar a dar palestras sobre humildade.

Assim, continuem protegendo as árvores, se quiserem. Mas, por favor, preservem minha carreira. Não comprem meus livros.


Publicado em 13/08/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

PREGABALINA

Existirmos a que será que ritalina?

Pois quando tu me deste a rosa sirtralina

Vi que és um louco lindo de anfetamina

Do menino infeliz não se nos fluoxetina

Tampouco turva-se a lágrima codeína

Apenas a matéria vida novalgina

E éramos olharmo-nos intacta morfina

Pregabalina cristalina em benzedrina


Publicado em 30/11/2025




Tiradentes, 2026

por Carlos Castelo

Hipóteses factíveis

Imaginemos Tiradentes hoje.

Joaquim José da Silva Xavier seria um influencer, postando threads inflamadas contra os Estados Unidos, patrocinada por algum grupo de WhatsApp chamado “Inconfidência Raiz”.

Do outro lado, Joaquim Silvério dos Reis não perderia tempo. Protocolaria logo um dossiê em Powerpoint detalhando cada reunião suspeita em Vila Rica (a China estaria por trás). Tudo isso, claro, com financiamento da CIA, que terceirizaria a repressão para reduzir custos operacionais.

Tiradentes acabaria no STF.

A defesa alegaria que não havia influência chinesa em nada, apenas um “rascunho de autonomia em estágio embrionário”. Pediria nulidade do processo. Afinal, ninguém avisou que reunião em escritórios da Shopee configurava crime contra o Estado.

Nos bastidores, Tiradentes tentaria um habeas corpus.

— Excelência, tenho problemas sérios de saúde bucal.

Negado. Último recurso: prisão domiciliar.

— Prometo não conspirar além do perímetro da sala.

Indeferido, com voto divergente apenas sobre a marca da tornozeleira.

A essa altura, a execução já teria sido substituída por um longo processo que se arrastaria por anos. Mas, para manter a tradição, decidiriam pela forca simbólica. O evento seria transmitido, ao vivo, com a chancela comercial de uma BET. “Aposte agora: Tiradentes será absolvido no recurso?”

Por fim, o mártir não iria para a forca, nem ao esquartejamento. Pior: seria cancelado

No Brasil de 2026, não há pena mais pesada do que deixar de ser assunto.


Publicado em 21/04/2026




O império do ring light contra-ataca

por Carlos Castelo

Virginia Fonseca e a Copa do Mundo

Será apocalíptico assistir à cobertura da Copa por Virginia Fonseca na Globo. No passado, um império midiático precisava de jornalistas grisalhos, fumaça de cigarro e sujeitos com expressão niilista para narrar o evento. No momento, basta uma influencer equipada com cílios que parecem antenas de gafanhoto e um vocabulário esterilizado contra a profundidade.

Virginia surge diante das câmeras como uma espécie de triunfo da era em que carisma substituiu conhecimento e engajamento virou critério editorial. Não importa se o lateral-direito da Croácia foi confundido com um DJ de Ibiza; o importante é que a reação venha acompanhada de um “genteee” suficientemente vibrante para gerar cortes no TikTok antes do intervalo.

A Globo, que durante décadas vendeu esportes com a gravidade de um funeral de rei, agora lembra uma BET administrada por algoritmos. E talvez seja inevitável. O futebol continua sendo jogado com bola, chuteiras e suor; mas sua cobertura já pertence ao império do ring light, onde cada escanteio precisa competir com tutoriais de skincare patrocinados.

Bem-vindos ao novo formato televisivo: uma selfie comentando um impedimento.


Publicado em 26/05/2026




O Retrato Oval de Dorian Trump - um terror trash

por Vasqs

No retrato, os cabelos de taturana bezerra

O Salão Oval da Casa Branca tem na parede um retrato também oval. Lá está Dorian Trump , no retrato e no Salão, nele e diante dele. Nele, no retrato, os cabelos de taturana bezerra, os braços cruzados, o peito inflado, varonil, jaz onipotente, olhar perseverante alcançando o porvir - tão próximo, tão logo ali.

Diante dele, do retrato, ele próprio, olhar lânguido, estúpido, apaixonado, beato, admirando-se , devaneando-se .

Nesse momento, no clímax do êxtase narcísico, uma repentina fagulha, deflagrada de dentro pra fora, do mais remoto do seu lúgubre e teratológico abdômen, faz com que Dorian Trump comece a girar como uma broca na ponta da furadeira e a expelir seus monstros interiores. Daquele corpo banhoso e excrescente emanam , como hologramas, o Conde Drácula, o Abominável Homem das Neves, Jack, o estripador, Fredy Kruegger, Adolf Hitler, o Monstro sem o Médico, Joseph Mengele, Netanyahu, Belzebu, etc... que volatilizam-se ao teto do Salão em grotesca, frenética e sinistra coreografia.

Por fim , emerge o coronel Kurtz , direto do coração das trevas, e junta-se aos outros declamando em voz cavernosa seu mantra lamentoso : o horror, o horror...

Então, um súbito colapso, um esgotamento, uma freada abrupta , estremece e arranca Dorian Trump pra outra faixa do espectro eletromagnético do universo, e ele, imediata e metamorfosicamente , incorpora outro personagem: o Incrível Homem que Derretia.

E derreteu, derreteu ,derreteu, até que não sobrou mais que um montinho insignificante, gosmento, alaranjado e fedorento como um miasma.

Enquanto o retrato na parede , por sua vez, permanecia fix, intacto, pétreo e indestrutível.

Ou não.

Entra no Salão o faxineiro Edgar Wilde, abstraído, faceiro, rotineiro, empurrando o carrinho com as tralhas e assobiando Oh querida Clementina.

Sente o cheiro, vê o montinho, aproxima o carrinho, puxa pá e vassoura, recolhe e joga no lixo.

Vira-se e sai. Enquanto faz esse movimento percebe o retrato na parede. Um sorrisinho malicioso brota no seu rosto como quem acaba de ter uma ideia igualmente maliciosa. Olha em volta, a certificar-se de que está só. Vira-se de costas pra o retrato, arria as calças e solta um pum na direção do retrato.

Sai, caminha dois metros, ouve um barulho surdo, clank!, e depois um estilhaço.

Volta, aproxima novamente o carrinho, recolhe os cacos, recolhe o quadro abalroado e joga tudo no lixo.

E sai, agora mais faceiro que entrou, cantarolando uma canção que ele mesmo compôs:
Sou um homem sério
tralalala
Cumpridor dos meus deveres de ofício
tralalala...tralalala...


Lá fora a atmosfera parecia mais límpida e descansada.

Um suspiro fundo e monumental se ouviria do mais profundo da alma ora abrandecida e agradecida do planeta.

Um raio brando de sol banha e ilumina a cidade.


Nota: Tempos depois, a OIT conferiu ao nosso heroi o título justo de O Faxineiro do Século.


Publicado em 11/08/2026




Crônicas orgânicas

por Vasqs

Em casa, abriu a caixa...

1
No mercado, ele comprou meia-dúzia de ovos. Gostava de ovos. Em casa, abriu a caixa e encontrou um pintinho. Fritou os ovos e o pintinho. Gostava de pintinhos.

2
Mais um pensamento legal da vovó Matilda. Se você der 2 reais por dia a um homem de rua, no fim do mês terá dado 60 reais de alívio ao seu sentimento de culpa.

(E em outubro poderá votar na direita sossegado, de cabeça leve, sem nenhum tipo de remorso).

3
Na frente do edifício, um cara parecido com o Bob Dylan. Mas não era o Bob Dylan, era o porteiro. Deus, diante de milhares de sósias, deve ter pensado: É muito. Só um será o Bob Dylan, e ninguém mais. Os outros serão motoristas de treminhão, pais-de-santo, adestradores de jack russell, zagueiros do Noroeste, jagunços do agro, grafiteiros de bienal, ortopedista de cotovelo, happer ostentação, fundidores de utilitários, presidentes do Burundi, etc. Ou, como este, porteiros. Bob Dylan, teria sublinhado Deus, é que nem mãe, só vai ter um.

4
Caso semelhante aconteceu com o Trump. Deus chamou todos os parecidos, e era uma multidão apavorante, e escolheu um – um só. E foi assim que nasceu a expressão "graças a Deus".

5
De volta àquela história dos Beatles, momento apoteótico da história da humanidade, quando cantaram em cima do prédio da gravadora.

Reclamaram do `barulho` e chamaram a polícia, que veio e mixou a apresentação.

Acontece que a gente aqui temos outra versão, muito mais plausível: os policiais vieram, hipnotizaram-se com o que ouviram e assistiram ao show até o final. Depois levaram os reclamantes pro xilindró, por desacato - não aos policiais, mas aos Beatles. E teriam dito: “Never do that again, you idiots!” Em bom português: “Nunca mais façam isso, seus manés!”.

6
Ela se apaixonou pelo CPF dele: másculo, parrudo, viril, determinado. Ele se apaixonou pelo CPF dela, irresistivelmente insinuante, um CPF tipo assim que nem a Scarlett Johansson.


Publicado em 28/02/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Os Macacos do Museu Britânico

por Nelson Moraes

Datilografando ao acaso

Aquela conhecida tese proposta por Rutheford no ínicio do século passado, pra ilustrar a gratuidade na combinação das ideias que compõem os grandes achados (milhares de macacos, no saguão do Museu Britânico, datilografando ao acaso, acabariam por compor ao longo do tempo a obra completa de Shakespeare), ganha aqui uma rica exemplificação, com o detalhamento do conteúdo de alguns trabalhos que brotariam deste instigante experimento. Sente-se no primeiro galho e aprecie, leitor.

Teríamos, portanto, a peça "Macacbeth", onde o símio protagonista, ao ficar com a macaca (no caso, Lady Macacbeth), resolve eliminar brutalmente quem se puser em seu caminho rumo ao trono da Escócia. Outro destaque seria "Muito Barulho por Bananada", onde, farto de descascar a banana sozinho, Benedict ousadamente convida sua desafeta Beatrice a provar do longilíneo fruto. O que nos leva a "Micado III", onde o impetuoso Rei das Selvas, trepado em um cipó e necessitado de um mascote como companheiro de cena, grita "Meu reino por um macaco!" Não podemos nos esquecer também de "Macaco Antônio e Cleópatra" e "Mico Andrônico", entre outras peças.

Mas não apenas o teatro shakespeariano seria reproduzido pelo staff de símios datilógrafos. O postulado da aleatoriedade mostra que dali poderiam sair também clássicos da literatura ("A Montanha Mágica dos Gorilas", narrando a estadia da primatologista - e convalescente de tuberculose - Diane Fossey num jardim zoológico suíço; "Chimpanzé e Seus Irmãos", releitura do famoso episódio bíblico; "Por Quem os Símios Dobram", passado no zoológico de Madrid durante a Guerra Civil Espanhola) e roteiros de sucessos do cinema ("O Último Orangotango em Paris", "O Rei Mico-Leão", "Dança com Bonobos", "Primatas do Caribe" ) e mais, muito mais. São, como o leitor pode ver, exemplos em penca.

Ah, certo. Não procede a insinuação de que o conteúdo deste post poderia ser reproduzido na experiência do Museu Britânico. Na verdade ele acaba de ser redigido lá.


Publicado em 11/11/2025




AGENDA

Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.