CRÔNICAS


Ajuste fino da versão

por Carlos Castelo

Mentiras e inverdades

"Quando eu disse que não visitei o Daniel na domiciliar, houve um mal-entendido. As pessoas têm a mania de achar que visitar significa entrar no local, conversar, levar bolo de fubá e sair dizendo “força aí, guerreiro”. Não foi isso. Eu apenas passei casualmente na frente da casa do Danielzinho, entrei e fiquei três horas conversando com ele. Isso caracteriza visita? Pra mim, caracteriza presença prolongada em determinado lugar.

A mesma injustiça ocorreu com a tornozeleira eletrônica. Disseram que eu neguei ter visto o aparelho. Nunca neguei. Eu apenas afirmei que não notei. E realmente: quando uma pessoa está usando bermuda preta e uma tornozeleira piscando igual a uma árvore de Natal, a atenção vai para muitos pontos. Não dá para exigir precisão em um lugar só.

Aliás, mentira é uma palavra agressiva demais. Eu prefiro edição criativa dos fatos. Infelizmente, muitas pessoas confundem contradição com ajuste fino da versão. Quem me conhece, sabe que meu compromisso nunca foi com a mentira. Sempre foi com a versão mais favorável da verdade. Só isso, irmão."


Publicado em 19/05/2026




O melhor amigo do Tio Sam

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

Nosso Estado great again

de uma coisa só depende:

é Tarcisius of Freitas,

the America’s best friend.


Publicado em 04/01/2026




Até que o Exército da Salvação os separe

por Carlos Castelo

Pensata sobre gêneros e identidades

O mundo tem evoluído numa velocidade espantosa no que tange às questões de gênero e identidade. E, por causa disso, em meio ao burburinho habitual do Fórum da Comarca de Cachoeira, o Excelentíssimo Juiz Hermenegildo Pompeu de Albuquerque Neto recebeu uma petição que o fez questionar sua carreira jurídica.

A requerente, Dolores Esmeralda dos Santos Silva, de 47 anos, professora aposentada e colecionadora de móveis antigos, solicitava formalmente autorização para contrair núpcias com uma cadeira Luís XV, fabricada em 1847, em madeira de mogno com incrustações de marfim e estofada em veludo bordeaux.

Homem de considerável experiência, o magistrado havia presidido casamentos entre pessoas de idades díspares, uniões entre indivíduos de diferentes credos e até mesmo cerimônias envolvendo cônjuges que se comunicavam através de memes. Mas aquilo era território inexplorado.

"Meritíssimo", dizia a petição, "a requerente manifesta profundo e sincero amor pela referida cadeira, com a qual mantém relacionamento estável há sete anos. O móvel em questão proporciona à suplicante o conforto emocional, físico e espiritual que jamais encontrou em relacionamentos convencionais com seres humanos."

O juiz ajustou os óculos. A argumentação era, reconhecia ele a contragosto, sólida. Citava precedentes de outros países onde objetos inanimados haviam sido reconhecidos como parceiros legítimos, invocava o princípio da dignidade humana e do livre arbítrio, e ainda anexava laudos psicológicos atestando a sanidade mental da requerente.

Na audiência, Dolores compareceu acompanhada por dois carregadores que transportaram a cadeira. O móvel possuía uma elegância incontestável. Curvas sinuosas, brilho acetinado na madeira, nobreza nas proporções. Tudo conspirava para fazer daquela peça um exemplar notável da arte moveleira francesa.

"Vossa Excelência", declarou a requerente com voz firme, "eu e Bartira" - pois assim se chamava a cadeira - nos completamos".

"Ela me oferece estabilidade e eu lhe dou o cuidado e a manutenção que merece. Nosso relacionamento é baseado no respeito mútuo, na confiança e no amor incondicional."

O promotor público, Dr. Augusto Severo, tentou argumentar sobre a impossibilidade legal da união, mas foi interrompido por Dolores, que brandiu uma pasta repleta de documentos comprobatórios: certificados de autenticidade da cadeira, laudos de restauração, apólices de seguro e até mesmo um testamento deixando todos os seus bens para o móvel.

Percebendo-se diante de um dilema, o juiz pediu um intervalo para reflexão. Em seus aposentos, contemplou a situação com a filosofia resignada de quem já havia visto de tudo na vida forense.

Ao retornar, proferiu uma decisão salomônica: "Considerando que o amor é o mais nobre dos sentimentos humanos, e que a Constituição garante a todos o direito à felicidade, defiro parcialmente o pedido. Autorizo a celebração de uma cerimônia simbólica de união, sem efeitos legais, mas com pleno reconhecimento do vínculo afetivo entre Dolores e Bartira."

E assim, três dias depois, o Cartório de Cachoeira assistiu à mais inusitada cerimônia de sua história. Dolores, radiante em seu vestido de noiva, pronunciou os votos diante de uma cadeira que, em sua imobilidade, aceitava com grandeza a nova condição de cônjuge.

E, no final, até que fez todo sentido. Todo casamento é assim mesmo: um sentado, o outro carregando o peso.


Publicado em 09/12/2025




Dez razões para o abraço de Nietzsche em um cavalo

por Carlos Castelo

Equinos e filosofia

1. Porque o cavalo era o último ser vivo que ainda não o contradissera. Após décadas debatendo com Schopenhauer, Kant e, principalmente, com o espelho, Nietzsche viu no cavalo uma alma que nunca começava uma frase com “Na verdade…”.

2. Porque o cavalo representava o Übermensch em quatro patas. Forte, determinado e livre de convenções sociais (como o uso de calças) o animal era o ideal nietzschiano em forma equina.

3. Porque era terça-feira em Turim e Nietzsche estava sem nada melhor para fazer. O tédio é a mãe da filosofia. E, às vezes, também do amor platônico aos cavalos.

4. Porque o cavalo havia acabado de ser chicoteado e Nietzsche não admitia ver um animal ser tratado como um filósofo em público.

5. Porque Nietzsche queria testar sua teoria de que “sem música, a vida seria um erro”, mas o cavalo não sabia tocar nenhum instrumento.

6. Porque ele confundiu o cavalo com Wagner. Ambos tinham longas crinas, tendências dramáticas e davam coices na sensibilidade alheia.

7. Porque, no fundo, ele sempre quis ser domador de circo, mas acabou virando filósofo por falta de oportunidade.

8. Porque estava no fim da vida, e nessa fase, todo mundo quer um pouco de afeto, mesmo que venha de um ser que defeca andando.

9. Porque, após tanta crítica à moral judaico-cristã, Nietzsche só queria sentir algo puro e belo. E abraçar um cavalo não ofende ninguém. Exceto o cavalo.

10. Porque o cavalo não quis explicar Nietzsche para Nietzsche.


Publicado em 18/12/2025




A Nora, o cachorro da Nora, os namorados da Nora e o adestrador

por Vasqs

A nova paixão também não durou

A Nora tinha um cachorro. A Nora também tinha um namorado. O cachorro não gostava do namorado da Nora. A Nora contratou um adestrador pra fazer o cachorro acostumar-se com o namorado. Já que ainda não existe adestrador de namorado.

Pouco tempo depois, quando o cachorro já estava amiguinho do namorado, o namorado caiu fora.

A Nora tinha dotes fisicos e intelectuais exuberantes e logo trouxe outro namorado.

Pro outro namorado também foi preciso o adestrador, pra estreitar laços de amizade dele, o namorado, com o cachorro que o estranhava.

A nova paixão também não durou. Foi, como disse um dia o Geraldo Vandré, breve como a perdida flor. E ele, o namorado, se foi.

Logo a Nora se deixou cair por outro, um carioca que morava na Rua Vasco da Gama, 507, no Brás, e que se disse louco por cachorros só pra seduzí-la.

Mas como o cachorro não era louco por namorados da Nora, a história se repetiu. E toca o adestrador entrar em cena de novo e aproximar os dois.

Só não foi o bastante, a aproximação, pra mantê-los, ela e o namorado, aproximados por muito tempo. O caso foi breve também, dessa vez breve como banho num dia frio de 7 graus.

Assim se sucedeu 3, 4, 5, 6 vezes: entra namorado, cachorro estranha, entra adestrador, sela acordo de paz, sai namorado.

Maldito cachorro, malditos namorados.

Belo dia, quando o último namorado vazou, a Nora teve um lampejo perfeito pra um final feliz.

Em vez de procurar outro namorado, sabem o que ela fez? Deu jeito de namorar o adestrador.


Publicado em 11/05/2026




Mais apelidos

por Vasqs

Tão inusitado, que já não era um apelido

Nas quadradezas do bairro onde eu morava priscas eras, os apelidos eram assim: Muleta, Bigode, Carniça, Mamute, Camisola,...

Mas nenhum era a tão inusitado quanto o do Zé Maria dos Santos. O Zé tinha esse nome comum, era um cara comum, mas era conhecido como, vejam vocês, Engradado de Pato.

Tão inusitado o apelido, que já não era um apelido, era uma idiossincrasia.

O Zé Maria era mesmo um sujeito comum: não era baixo, não era alto, não era gordo, não era magro, não usava barba, não usava óculos, não era careca nem cabeludo. Isso quer dizer que ele não tinha uma só idiossincrasia, tinha duas: a de ter esse apelido e a de ser tão comum.

Ok, Pato, o apelido, sim, é bem comum. E fosse Ganso, também. Conhecemos o Pato, ex- jogador, craque, hoje cronista esportivo. E sabemos do Ganso, outro craque, criativo, estilo elegante. Quando Pato e Ganso estiveram juntos na Seleção, a Seleção parecia um time de galináceos, considerando o gosto do goleiro por frangos.

Existem famílias com o sobrenome Pato, sim, como tem os Peixe, os Lobo, os Coelho, os Leão e até os Bacalhau. E até, argh!, os Barata.

Mas o Pato do Pato é apelido mesmo, porque nasceu em Pato Branco, no Paraná. O Ganso também, quer dizer, o Ganso não nasceu em Pato Branco, e nem em Ganso, porque não existe cidade nenhuma com esse nome. Ganso também é apelido, eu quis dizer, talvez devido à sua estrutura física alongada, não sei.

Gente com apelido de Marreco também tem. Um conhecido ex-juiz, hoje político, tem esse apelido por causa do grasnado parecido, e por causa do cérebro, também parecido.

Então o principal do Engradado de Pato, como se vê, não era o Pato, era o Engradado. Engradado todo mundo sabe, é uma caixa de madeira que serve pra judiar dos bichos transportando-os trancafiados nela, na caixa.

Colocam uma ou duas galinhas, ou patos, ou perus, ou porcos, num engradado e vários engradados um sobre os outros e transportam .

Às vezes o caminhão tomba e espalha galinha pra todo lado. O povo vê naquilo o maná da Bíblia e desata uma correria, cada um tentando garantir o almoço do dia. O motorista, enquanto isso, fica lá na cabine, de ponta-cabeça, desesperado lutando pra sair sem ajuda de ninguém, porque estão todos correndo atrás de galinhas.

Bom, o fato é que nada jamais explicou o apelido, era um mistério. Por que o Zé Maria dos Santos, homem tão comum, era chamado de Engradado de Pato? Vai saber. Isso faz tanto tempo - já disse: priscas eras - que não há quem possa se lembrar. E se houve alguém que um dia soube, esse alguém já morreu, tanto tempo que faz.

Então cumprimos a finalidade dessa crônica, que é deixar o registro: houve um dia no Brasil, além daquele feliz que só o Maiakovski conhecia, um sujeito idiossincrásico que tinha o apelido inusitado e também idiossincrásico de, vejam vocês, Engradado de Pato.


Publicado em 06/05/2026




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Melhores amigos

por Nelson Moraes

Sexo muda tudo

Os dois terminam o rala-e-rola, na cama. Ele se vira pro lado, suando, arfando, feliz, e acende um Marlboro. Ela retoma o fôlego, também suada, e se espreguiça.
– Não grila não, viu? – ela diz. – Isso acontece.
– Oi? – ele fala.
– Isso o que eu falei. Pra você não grilar. Isso acontece.
– Ué – ele franze a sobrancelha. – Como assim, “acontece”? Você viu o que aconteceu?
– Vi, ué.
– Então. A gente... transou! Tivemos preliminares, a gente se excitou, consumou o ato de forma espetacular (a menos que você seja uma baita atriz) e você diz... “não grila não, que isso acontece?”
– Pois é. Falhou, né?
– Ahn...?!?
– Tá bom. Falhamos.
– Como?!?
– Era um teste pra ver se nossa amizade prevalecia sobre o sexo, caramba! Lembra que foi o que a gente combinou, pra ter certeza de que era só afeto, e não tesão? A expectativa era que você brochasse, pra então a gente descobrir, aliviados, que a cumplicidade permanecia, e que a gente poderia continuar sendo melhores amigos.
– Você tá dizendo que o sexo não foi bom?
– Foi ótimo. O que não foi bom foi o teste! Agora nossa amizade tá comprometida.
– Ah, também não é assim.
– É sim. Sexo muda tudo. Rolou algo mais, entende? Acabou aquela... identificação afetiva. Teve uma coisa, entre a gente.
– Sim. Um sexo inesquecível!
– Então. Não vamos ser os mesmos. Você vai ter seu mundo, eu o meu. A gente não vai mais poder se abrir um com o outro. Agora tudo de íntimo a seu respeito eu vou guardar pra compartilhar só com minhas amigas, e você do mesmo jeito, com teus parças. Fazer o quê? – e ela começa a se vestir.
Ele afunda a cabeça no travesseiro, aí toma fôlego e tenta:
– Tá bom. Seguinte: a gente esquece isso, vamos pra sala maratonar a série – e aqui ele enfatiza: – sem segundas intenções, e tomando o sorvete de flocos. Que tal?
– Não – ela diz, resoluta. – Série na Netflix, no mesmo sofá, sem segundas intenções, e tomando sorvete de flocos, só com o melhor amigo. Aliás, melhor amiga. Vou chamar a Tânia.
– A Tânia? Logo a Tânia?
– É, ué. Você tem algo contr... Ei, o que é isso?
– Isso o quê?
– Eu falei na Tânia e você... teve uma ereção?
Ele, sem saber pra onde olhar:
– Desculpa. Isso nunca me aconteceu antes.


Publicado em 20/10/2025




AGENDA

Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.