CRÔNICAS


O insubstituível

por Carlos Castelo

O camisa 10 já está em concentração há semanas.

Nos bastidores da Seleção, o clima é de expectativa. Não por causa de Neymar, que ainda ensaia sua entrada triunfal depois da fase de grupos, mas por causa de outro protagonista: Lesão.

Lesão já está em concentração há semanas. Começou discretamente numa panturrilha. Agora, segundo novas informações, poderá estrear contra o Haiti usando a lendária camisa 10.

A escolha não surpreende. Afinal, Lesão tem uma longa história na Seleção. Frequenta todos os jogadores, conhece a comissão técnica, os médicos, os fisioterapeutas, os massagistas e até o motorista do ônibus. Em algumas gerações, teve mais convocações que Pelé.

Nos treinos, mostrou categoria. Driblou exames, tabelou com o departamento médico e aplicou um chapéu em três ressonâncias magnéticas. A imprensa esportiva já fala em sua capacidade de decidir sem sequer tocar na bola.

Contra o Haiti, a expectativa é enorme. Se entrar bem, Lesão poderá ampliar sua participação no torneio. Se acabar com alguma contusão, também.

Em entrevista recente a um jornal europeu, Lesão falou sobre o momento.

— Estou vivendo minha melhor fase. Trabalhei muito para chegar até aqui. Muita dedicação, repouso e bastante fisioterapia — declarou.

Questionado sobre a concorrência, respondeu com humildade:

— Respeito muito Cãibra e Entorse. São grandes nomes. Mas cada um tem seu estilo.

Já um jogador que preferiu não se identificar revelou preocupação:

— Você acorda bem, toma café, alonga, faz tudo certo. Quando percebe, ele já está no banco de reservas esperando uma oportunidade.

A polêmica só aumenta. Hoje, fontes próximas à Seleção Brasileira garantiram que Lesão só não foi fotografado com o time titular porque estava em tratamento.

É como dizia um comentarista da era do rádio: no futebol brasileiro, o futuro é incerto. Lesão, não.


Publicado em 16/06/2026




Como escrever à moda Bellotto

por Carlos Castelo

Prepare-se apenas para a superinterpretação

Escrever à moda Bellotto é uma arte que exige, inicialmente, disciplina, ótima imagem pública, e uma guitarra.

O método, em si, é simples: escolha uma trama policial urbana, polvilhe referências musicais e acrescente uma pitada de urbanidade. A mídia, com toda certeza, vai acreditar que isso exigiu um laboratório narrativo extremamente complexo.

A imprensa cultural trata cada novo romance de Bellotto como se ele estivesse decifrando os segredos do universo literário ou, no mínimo, ensinando aquele quarteto de Liverpool a harmonizar. Assim que um livro é anunciado, jornalistas se acotovelam para perguntar: “Mas qual a profunda reflexão sociopolítica por trás deste assassinato no bairro de classe média?” E Bellotto, que talvez só quisesse contar uma boa história para ler no avião, responde com a serenidade de quem sabe que qualquer coisa que disser será interpretada como metáfora existencial.

Para escrever à moda Bellotto, portanto, o aspirante deve estar preparado para a superinterpretação. Se o protagonista tropeça na calçada, não falta crítico disposto a explicar que a queda simboliza a derrocada moral da sociedade pós-industrial. Se o vilão usa bigode, logo surgem artigos analisando a iconografia do bigode na narrativa policial brasileira contemporânea. Às vezes, contudo, o bigode estava apenas na cara do vilão porque o autor achou estiloso.

Outro requisito é dominar a técnica de parecer sempre em turnê, mesmo quando se está apenas indo à padaria. Nada eleva mais as vendas de um romance de entretenimento do que a foto do autor segurando uma baguete francesa com expressão de quem acabou de resolver um sequestro relâmpago entre a prateleira de frios e o caixa.

No fim, o segredo para escrever à moda Bellotto não é nada difícil: contar histórias despretensiosas sem jamais admitir que são apenas despretensiosas. A mídia se encarrega de transformá-las em peças de alta relevância cultural. E, cá entre nós, isso é ótimo. Nada como publicar um romance leve, ganhar o Jabuti, e ainda sair na foto com cara de quem está salvando a literatura nacional da catástrofe.


Publicado em 04/12/2025




Manifesto da micrônica

por Carlos Castelo

Novos gêneros literários

Descobri que a maior parte dos textos que escrevo não são, como eu imaginava, crônicas. São, na real, crônicas miúdas. Pequenos e densos comentários de não mais de duzentas palavras. Uma meia crônica? Um nanocomentário?

Demorei muito tempo para achar o termo que melhor descreve o que produzo. Inclusive, porque ele não existe na Literatura. Pois não é que o nome estava bem em cima do meu nariz e eu não o vi? Sabem qual é? Micrônicas. Diminutas crônicas numa palavra-valise, como dizia Ezra Pound.

Agora explico (brevemente) o que são elas.

Micrônicas são como aquelas conversas de elevador que terminam antes do quarto andar. Têm começo, meio e fim, mas às vezes o fim chega antes do meio, e o começo parece continuação de algo que ninguém presenciou. São textos que piscam. Acontecem, e pronto. Antes que o leitor perceba, já está com um sorrisinho no canto da boca, pensando: "ué, acabou?". Sim, acabou. E não precisa de mais nada.

Diferente das crônicas tradicionais, que passeiam pela página com a elegância de uma pantera, as micrônicas são mais como um beija-flor com pressa: chegam, fazem o que têm de fazer e saem zumbindo. Quando bem-sucedidas, deixam um nectarzinho de reflexão. Ou, na falta de um juízo qualquer, ao menos um "hehe".

Há quem diga que textos curtos são preguiça do autor. Discordo com veemência. E tenho muita preguiça de ouvir essa afirmação. Escrever pouco é muito mais difícil. É como tentar fazer um comprimido de feijoada: concentrar o sabor, o humor, o paio e a costelinha para que caibam num só gole. E ainda deixar espaço para o leitor arrotar de satisfação.

A micrônica é o café curto da literatura: intensa e com um fundo amargo que desperta o leitor. É o bilhete esquecido no bolso que, de repente, faz mais sentido do que um tratado de filosofia. É a centelha que não vira incêndio porque prefere brilhar sozinha, discreta e insolente. Como quem diz: "não preciso de três páginas para fazer efeito".

Se o cronista é o flâneur das palavras, o micronista é um corredor de cem metros rasos, tentando cruzar a linha de chegada antes que o leitor deslize o dedo para o próximo vídeo de gato no celular.

Então, quando alguém comenta: "Mas suas crônicas acabam tão rápido…", eu digo: "É que eu respeito o tempo do leitor". Porque, no fim, a micrônica é a prova de que, às vezes, o essencial cabe num parágrafo. E o resto é só prosa.



Publicado em 13/11/2025




Eu tô voltando!

por Carlos Castelo

A volta dos que foram para a UTI

Bolsonaro está voltando pra casa. Sim, voltando. Tipo aqueles personagens do BBB que saem dizendo “acabou pra mim!”… e reaparecem no episódio seguinte já pedindo câmera e microfone.

É que no Brasil ninguém simplesmente volta pra casa. Bolsonaro não pega só a chave e entra quietinho. Não. É sempre um retorno com trilha sonora grandiosa, análise política na padaria e os grupos de WhatsApp pegando fogo como churrasqueira em final de semana.

Tem gente comemorando, tem gente reclamando, e tem o brasileiro médio que só queria saber se isso vai melhorar o preço da gasolina.

Eu imagino a cena: Bolsonaro chegando em seu domicílio, procurando o controle remoto como qualquer mortal. A diferença é que metade do país está narrando o momento como se fosse gol em Copa do Mundo. “Ele entrou! Ele entrou na sala! Gente, foi na direção do sofá!”

E a política brasileira segue assim: um grande condomínio. Todo mundo escuta a discussão do vizinho, ninguém entende direito o regulamento, mas todos têm opinião formada sobre tudo.

Para ser preciso, Bolsonaro ainda nem voltou oficialmente pra casa. Mas o Brasil, como sempre, já puxou a cadeira pra assistir.


Publicado em 24/03/2026




Sururu de cuscuz

por Vasqs

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia

Estávamos eu e o Mahoney, meu cachorro policial, debaixo da marquise de um supermercado de bacanas esperando a chuva passar, quando começou um sururu.

Sururu é confusão é arranca-rabo é muvuca é barraco, que a gente imagina que acontece só onde tem barraco, mas não, acontece também onde tem cobertura.

Uma mulher foi barrada na saída pelos funcionários. Logo formou-se uma rodinha, street circus não é toda hora que tem nessas bandas. Um perguntou que foi? outro respondeu ela roubou um cuscuz.

Nem sabia que vendiam cuscuz em supermercado... cuscuz nordestino, farinha em pacote, 35 pilas. Preço até baixo pra uma mulher que se vestia elegante, empetecada de joias, badulaques em todo o corpo, cabelos tingidos e um arco-íris de maquiagem no rosto.

E tinha carro.

E tinha dinheiro.

E roubava cuscuz.

Gosto de cuscuz, mas do que fazia minha mãe, com sardinha, rodelas de ovos, azeitonas verdes e pretas, lasquinhas de tomate e cheiro-verde, o dito cuscuz paulista. Moleque, só não entendia aquele buraco no meio - diabos, por que buraco onde poderia muito bem ter mais cuscuz?...

Ninguém fazia um cuscuz tão bom como ela, a minha mãe. Nem a Ameca, a mais extraordinária robô do mundo, faria. Mesmo porque ninguém gasta milhões desenvolvendo um robô pra ele fazer cuscuz.

Mas esse é outro ponto, minha mãe nem deveria estar nesta história, nunca fez nada ao arrepio da lei pra estar aqui contracenando com uma ladra.

Os funcionários, dois, tentavam deter a mulher e ela gritava:

Tira as mãos de mim!

A gente se aproximou, eu e meu cão policial.

Gosta de sururu, Mahoney?

Queriam os funcionários que a mulher abrisse a bolsa e confirmasse a suspeita, se tinha mesmo roubado o pacote.

Tire as mãos da minha bolsa!

E se desvencilhava e dizia enfurecida me respeitem eu sou a dona do supermercado!

O Paulão, um dos funcionários, desatou uma gargalhada. O Cerquera, o outro, suspirou essa velha é doida.

Não era tão velha, seria mais doida que velha.

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia, ameaçavam.

Podem chamar o Papa, ela rebatia.

Veio a polícia, ninguém chamou mas veio, apareceram do nada, polícia tem faro pra sururus e pelo jeito também pra cuscuz.

Duas viaturas, 3 policiais.

Que houve? quis saber o sargento, ou capitão.

Ela roubou um cuscuz, disse o Cerquera.

Devolve, determinou ou sargento ou capitão, dirigindo-se à mulher.

Tenho nada pra devolver, não peguei nada.

Abre a bolsa ou vai pra delegacia, insistiu o sargento ou capitão.

Veja como fala, sou amiga do ministro da Justiça, ela rosnou empertigada. Conhece o dr Alexandre de Moraes?

Essa é boa, não acho que ele tenha amiga gatuna 155, retrucou o sargento ou capitão.

Tenho contatos com o FBI, me prende e vai parar no Carandiru, disse, agora sabemos, a doida.

Abre a bolsa, repetiu o policial.

A mulher desaforada apontava o dedo pros três policiais, vocês são todos bandidos!

Essa também é boa. Não fui eu que roubei um cuscuz, disse o sargento ou capitão.

Quase uma hora assim. Já passava do ponto. Já tava cansando.

Mas os policiais se mantinham impassíveis. Devem ser treinados pra tratar pessoas de acordo com a geografia, de acordo com o CEP. Fosse na periferia o pau já teria comido.

A chuva passou o tempo passou e o que passou depois eu nunca soube, porque segui meu caminho.

São muitas opções. Ela devolveu o cuscuz ela pagou cuscuz ela foi encaminhada a um psicólogo ela teria um trauma, ela teria um desejo reprimido por pais preconceituosos que desprezavam comida nordestina. Ou

Ela chamou o Xandão, que mandou o FBI prender os funcionários e os policiais "bandidos" incluindo o sargento ou capitão.

Fica pra imaginação de cada um.

Vazamos, eu e meu cão também policial também impassível.

Gosta de cuscuz, Mahoney?


Publicado em 11/06/2026




Piada gringa

por Vasqs

Um gringo republicano...

Um gringo republicano, caminhando pela calçada, tropeçou numa lâmpada maravilhosa.
- Wow!, exclamou.
Ansioso, tomou a lâmpada nas mãos, esfregou a lâmpada com a frauda da camisa, e de dentro dela, da lâmpada, saiu vocês não imaginam quem. O Donald Trump, o gênio!
Imponente, onipotente, asqueroso, nojento, braços cruzados , peito estufado, Donald Trump, o gênio, vociferou:
- O que você quer, fala logo?
- Hã,... gaguejou o republicano emocionado. Quero, digo, gostaria, que você, digo, Vossa Excelência...
- Fala mais alto! E pare de gaguejar, odeio gente looser.
- Bom,... quero que você transforme os pretos em brancos,...
- O quê! – gritou o Trump.
- É, e os gays em héteros, as mulheres em recatadas donas de casa e todos os imigrantes em americanos loiros e de olhos azuis.
Donald Trump, o gênio, fechou o sobrecenho ruivo, que então ficou ainda mais ruivo de fúria, puxou o republicano pela orelha e fuzilou:
- E aí, sua besta, eu faço isso e depois, quem é que nós vamos odiar?!


Publicado em 12/01/2026




Mick Jagger entra num bar...

por Nelson Moraes

Droga! Perdi a aposta.

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção brasileira.
– Ih – diz o barman. – Perdi minha aposta.
– Apostou em quem? – pergunta o Mick.
– No Boston Celtics.
– Mas o Celtics não joga futebol.
– Pois é – arremata o barman. – A seleção brasileira também não.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção inglesa.
– Droga – diz o barman. – Perdi a aposta.
– Ué – diz o Mick. – A Inglaterra nem jogou ainda.
E o barman:
– É que eu apostei que o Keith Richards é que ia aparecer.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção iraniana.
– Oba – diz o barman. – Ganhei a aposta.
– Como assim? – diz o Mick. – O jogo com a Nova Zelândia terminou empatado.
– Não – explica o barman. – Eu apostei que você não ia sair inteiro desse estádio hoje.


Publicado em 16/06/2026




What?

por Nelson Moraes

Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje?

– Presidente Trump, o senhor se disporia a ler os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas e da Organização Meteorológica Mundial, que comprovam o aumento da temperatura média global e a concentração de gases de efeito estufa?
– What?!? É mais fácil um maldito africano muçulmano socialista ganhar a prefeitura de Nova York do que eu ler esses manifestos comunistas!
– Mmmmm... Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje...?
– What?!? Os relatórios desses terroristas climáticos saíram nos noticiários também? Pois é mais fácil algum maldito esquerdista ser eleito presidente da CPI do Crime Organizado lá no Brasil do que eu ler esses panfletos manipuladores! Agora me diz: já que a paz na Faixa de Gaza tá selada em definitivo e nenhum ataque mais ocorreu, quando é que eu vou receber algum maldito prêmio por isso?
– Ahnnn... Presidente...
– What?!?


Publicado em 05/11/2025




AGENDA

Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.