CRÔNICAS


Canção do exílio nº 2

por Carlos Castelo

Soneto de quinta

Vai, raspa daqui, grande desatino
Arruma logo as malas, dá no pé
Vai, verdugo dos que te cumulavam
De acordos e diálogos leais

Anda, burguês-funesto, ó, homem-nádegas
Vai, nem que seja pra aqui demorar-te
(Mas sem abrir a tua boca de praga)
Caminha, anda ligeiro, seu profeta

Do infortúnio, intérprete da desgraça
Vai, tua língua maldita há de secar
Como a folha que não viu primavera

Como o campo que o fogo devorou
Quero ver-te, agora e sempre, no exílio
Vai- te embora, Davi - leva o Alcolumbre!


Publicado em 30/04/2026




Um lugar está em guerra quando...

por Carlos Castelo

Hell de Janeiro

- Há luta com armas.

- Os dois lados são organizados.

- A violência precisa durar um tempo.

- Há disputa por território.

- As pessoas comuns sofrem com o conflito.

- As forças envolvidas têm estrutura.

- O mundo percebe.

- Não, o Rio de Janeiro não está em guerra.


Publicado em 30/10/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

SONETO ANAL

Sim, todo mundo já fez sexo anal
No pré-primário com o coleguinha
Ou praticando o teste da farinha.
Abrir os quartos sempre foi normal

Sim, todo mundo já queimou o canal
Quem não cedeu o donut a um vigário?
A um padrasto meio salafrário?
Soltar o anel é coisa factual

Se pesquisarmos lá na Roma antiga
E formos ler sobre os gregos de Atenas
Perceberemos que não há quem diga

Que ficavam no nho-nho-nho, meu velho
Era culatra e talo numa briga
De levar o Sade a ficar vermelho


Publicado em 05/04/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

em torno de Alexandre O’Neill

A cara do paulistano

A cara de Brás, Bexiga e Barra Funda do paulistano


A cara de pizza fria do paulistano


A cara de churros do paulistano


A cara de me assaltaram do paulistano


A cara de estado rico do paulistano


A cara de Paulo Maluf do paulistano


A cara de antropófago do paulistano


A cara de pastel de feira do paulistano


A cara de dois chope do paulistano


A cara de non ducor, duco do paulistano


A cara de Rita Lee do paulistano


A cara de sashimi do paulistano


A cara de Lapa de Baixo do paulistano


A cara de burguês-níquel do paulistano


A cara de quibe cru do paulistano


A cara de padaria do paulistano


A cara de homem-nádegas do paulistano


A cara d’Abax’o Pigues do paulistano


A cara de túmulo do samba do paulistano


A cara de eu sou o cara do paulistano


A cara de ex uno plures do paulistano


Publicado em 21/12/2025




Apelidos

por Vasqs

Todo mundo vai ter apelido um dia

O garoto ia jogar. Time da vila versus time de outra vila. A familia toda veio pra assistir. O pai, a mãe, a vó, o vô, outra vó, outro vô, e a tia.

Mal começou o jogo, o garoto meteu um drible no adversário e fuzilou pro gol.

- Goooool, gritaram todos da familia, e levantaram e até fizeram ôla. E gritavam: Sardinha! Sardinha! Sar-di-nha!

Sardinha era como chamavam o Gersinho, que desde bebê tinha sardas nas bochechas.

O garoto no campo estacou, olhando espantado pra familia. Passaram a bola pra ele e ele nem viu. Outro gritou, presta atenção !

A familia continuava eufórica: Sardinha, Sardinha!

Até perceberem o garoto parado no meio do campo. Que foi? Que houve com ele? Por que olha assim pra gente?

O garoto ergueu o braço, fechou ainda mais a cara, fechou a mão erguendo apenas um dedo e apontou pra família.

Em casa, chuva de repreensões.

- Onde aprendeu isso?!, diz a mãe.

- Gesto obceno!, diz o pai.

- E pros próprios avós!, diz a tia horrorizada. Pros seus próprios pais! Pra titia que te tanto te ama!

- Eu nem sei o que é isso, diz uma avó.

- Nem eu, diz a outra.

- Mas que é feio, é, dizem as duas.

O Gersinho, que até então só ouvia, finalmente falou.

- Agora todo mundo vai me chamar de Sardinha!

E tinha razao. Em pouquíssimo tempo o time, o bairro, a escola, o clube, a internet, todos o chamariam de Sardinha.

- E dai?, ralhou a mãe. No fim todo mundo vai ter apelido um dia. E você teve sorte, o seu até que é bem simpático.

A mãe continuou.

- Quer ver? Qual era seu apelido, papai?, falou voltando-se pro pai.

- Bom...resmungou o velho pego de surpresa. Hã... acho que era... Orelha...

Todos estranharam.

- Tá vendo, Gersinho? E o seu, seu Nelson?, quis saber do sogro.

- Bom...é... era... acho... Cuecão.

- Cuecão?!, espanto geral.

E depois pro marido:

- Agora você, Zé Antonio, qual era o seu apelido?

- Hein? Ah, eu... eu não tinha apelido...

- Tinha sim que eu sei, cortou a esposa. Pode falar.

- Hum... tenho mesmo que falar, Doralice?

- Se não falar eu falo.

- Tá bom. Era... ham, limpou a garganta,... era Zé Bunda.

O menino segurou pra não rir. A mãe segurou pra não rir. Todos seguraram pra não rir.

O Zé Antonio fez todos prometerem não espalhar.

- Eu não espalho, falaram juntas as avós.

- Nem nós, né, seu Nelson?, falou o pai com o apoio do sogro.

- Sou um túmulo, garantiu a tia.

E a Doralice também: segurei até aqui...

E virando-se pro Gersinho:

- Tá vendo? Sardinha parece um poema perto desses aí. Você tá no lucro.

- E as mulheres, não têm apelido?, protestaram os homens.

- Temos, mas são todos delicados e carinhosos.

Com essa, estava decretado o fim da reunião. Ademais já era tarde, cada um pra sua casa.

- Agora o mundo inteiro vai saber, resmungou descrente o Zé Antonio quando todos se foram.

De fato, apesar das promessas, dois dias foram suficientes. No terceiro, logo cedinho, tocou a campainha.

Era o cunhado.

Foi entrando e já dizendo em alto e bom som:

- Cadê o Zé Bunda?, hahaha!

Dessa vez foi o Zé Antônio que estacou. Fechou a cara, fechou a mão, ergueu o braço na direção do cunhado, e antes que completasse o gesto o Gersinho entrou na sala:

- Epa! E isso aí, pai, não é obceno?!


PS: A quem perguntasse quanto foi o jogo, os moleques da vila respondiam: 1x0, gol do Lambari. Ou: 1x0, gol do Cascudo. Ou: 1x0, gol do Pirarucu...
Ou ainda: 1x0, gol do filho do Zé Bunda, hahaha.


Publicado em 28/04/2026




O luto

por Vasqs

A cidade amanheceu consternada com a morte de um homem

Era 1963, novembro, a cidade amanheceu consternada com a morte de um homem, no dia anterior, 22, assassinado a tiros quando passava por uma avenida num carro aberto.

Não era o prefeito, o morto, e nem o juiz e nem o bispo. Não era o cidadão mais respeitado, nem um craque do nosso futebol - e tínhamos vários naquela época! Não era, aliás, ninguém da nossa cidade e nem de qualquer outra por perto.

Jamais nos visitou, nunca comeu no Petisco, nunca comprou óleo de algodão na Columbia ou tomou banana split na lanchonete Paraíso. Não conhecia o prefeito nem o prefeito conhecia ele. Não conhecia o Otávio, nem o Silveirinha, seus, da cidade, maiores artistas.

E nem era do Brasil, o homem, e nem falar português ele sabia, mesmo quando vivo.

Não, o morto tinha sido morto a 9 mil quilômetros dali!

Então por que diabos a cidade estava triste?

Vai saber, acontece que estava. Todos de luto e cabisbaixos, sob uma atmosfera densa e acinzentada - novembro sempre chove - com a morte de um homem desconhecido,a 9 mil quilômetros dali.

A cidade, incluindo o prefeito, sofreu e enlutou-se com sua, do morto, tragédia. E parou pra assistir o cortejo fúnebre - o pranto da viúva, a tristeza dos filhos, agora órfãos, pobrezinhos - transmitido direto pela primeira vez na TV, mesmo em preto e branco, mesmo com chuviscos.

Tia Neca, transida, rezava baixinho; a mãe debulhava uma lágrima; eu não entendia nada e meu pai, face petrificada, soltou um palavrão:

- Filho da puta!

E fomos todos dormir com a dor deles, a 9 mil quilômetros dali!, pesando no nosso peito.

John Fitzgerald Kennedy, assim, era chamado o morto, com esse nomão empolado. O Matias nunca tinha ouvido falar, achava que era nome tupi-guarani. O Lua achava que era russo. Pro Zózimo,só podia ser turco, "óbvio, tem um monte por aqui".

Mais tarde fui saber uma pá de coisa sobre ele, o morto. Era importante à bessa, ilustre e boa praça. Mandou um bando de gente pro Vietnan pra acabar com os comunistas, ajudou a derrubar nosso presidente porque este estava prejudicando o país, o nosso e o dele. Criou uma aliança para o progresso, o nosso e o dele.

Tudo a 9 mil quilômetros dali.

Além de ser uma pessoa simpática e muito interessante: foi capaz de interessar, seduzir, ninguém menos que a Marilin Monroe! - e realizar por nós o nosso sonho.

Era tão importante que depois o homenagearam com seu nome em ruas, avenidas, viadutos, colégios, no mundo inteiro. E no nosso país e na nossa cidade, que afinal faziam parte do mundo.

Até pessoas receberam o nome dele. O Anacleto deu nome a seu primeiro filho de Kenedi Fitizgerald de Jesus.

Grande homem!

Deteve os comunistas por nós, derrubou nosso governo por nós e promoveu uma aliança para o progresso por nós. E comeu a Marylin Monroe, por nós.

Mereceu, sim, sem dúvida,todo nosso luto e toda nossa consternação - mesmo a 9 mil quilômetros.

E.T.: uma coisa que eu nunca fiquei sabendo: aquele palavrão que meu pai soltou, se era pro assassino ou se era pro morto.


Publicado em 22/11/2025




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Sábado quente à noite

por Nelson Moraes

Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela.

Meu perfil do Facebook estava às moscas, como sempre ocorre no verão. Porque nas outras três estações nem as moscas aparecem. Eu ouvia uma playlist de Wynton Marsalis no Spotfy, enviada por Jack Fuinha, o único comentarista de meu perfil – quando de repente ela apareceu no Messenger: insinuante, cool, as bordas azuis e… ah, certo, eu descrevia o template do Messenger.
Mas então entrou lá aquela loura fantástica. “Meu marido sumiu”, disse a mensagem, complementando: “Agora passa no meu Instagram e deixa um like”. Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela. Chegando lá vi as fotos do marido desaparecido. Deixei um comentário: “50 dólares a hora, mais despesas”. Ela postou um emoticon com uma pequena lágrima, e eu teclei: “Meu coração é mole mas o bolso é duro, boneca. É pegar ou largar”. Ela postou um smilie (não sei se por causa da última frase ou do “duro”) e voltei então ao meu Facebook.
Encontrei o template todo desarrumado, como se o houvessem invadido e revirado (nada impediria de ser o próprio Facebook mais uma vez atualizando desnecessariamente o layout). Encafifei: já saberiam que eu estava no caso? Mandei um áudio de Whatsapp a Little Todd, meu fornecedor de memes e fofocas, perguntando o que ele saberia a respeito. Ele cobrou oito dólares adiantados e passou a dica: o Instagram da loura tinha um índice de engajamento altíssimo – o perfil dela era um dos mais seguidos da rede.
Acendi um cigarro e fui ao Google. Digitei o nome do marido desaparecido. No meio da pesquisa meu IP foi invadido por uma gangue de vírus com sotaque armênio, que ameaçou me formatar se eu não desistisse da busca. Acendi um cigarro e intempestivamente tomei a atitude tão temerária quanto inevitável: baixei a versão grátis mais recente do Norton.
Livre da máfia armênia, prossegui até descobrir, via Google: o marido desaparecido havia entrado para uma comunidade natureba no YouTube e não retornaria mais ao Facebook. Acendi um cigarro. Voltei ao Instagram da loura, onde, para minha surpresa, os stories a mostravam aos beijos e abraços com… Jack Fuinha.
Fora tudo armação dele, vingando-se porque eu nunca respondia a seus comentários. Ele na verdade era gestor de TI e fora quem providenciara o ataque dos vírus armênios. Sem falar do conluio com a loura do Instagram, sua amante.
E agora? Eu estava sem um tostão. Minha conexão era do pacote básico da Claro – quem pagaria pelos incontáveis minutos em busca do marido sumido? Jack e a loura enviaram um emoticon risonho com chifrinho, postando: “Contente-se em saber que a Enel pode cortar a energia antes da operadora cortar a conexão, old pal”.
Suspirei. Era uma noite quente, e a playlist de Wynton Marsalis travou. Acendi um cigarro e acessei o site da Organização de Combate ao Enfisema.


Publicado em 05/10/2025




AGENDA


Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.