CRÔNICAS


Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

RETRATO

Ela sorri.

Mas os olhos
chegaram antes
à tristeza.

A boca
ainda não sabe.


Publicado em 16/08/2026




Entrevista (quase real) com Allan dos Santos

por Carlos Castelo

Jornalismo fake news de verdade

Pergunta: Allan, recentemente o senhor foi até a porta da ONU desafiar o governo brasileiro a prendê-lo. O que passou pela sua cabeça naquele momento?

Allan: Principalmente a câmera. Eu precisava de um enquadramento digno da minha importância. Não ia me entregar em fila de cartório em Miami, cercado de gente querendo autenticar firma. Achei mais cinematográfico: ou me prendem com diplomatas de fundo ou não me prendem nunca.

P: O senhor não teme ser extraditado?

Allan: Eu? Temo p(*) nenhuma. Já li que até a Interpol fica confusa quando meu nome aparece. É tanto processo, tanta denúncia, que eles pensam que sou uma ONG especializada em fake news e em importação de açaí e pão de queijo.

P: Mas o governo brasileiro insiste que o senhor deve responder à Justiça.

Allan: Justiça? PQP! Olha, eu moro nos Estados Unidos, onde até a águia careca tem mais liberdade que brasileiro com CPF limpo. Se vierem me prender, eu grito “First Amendment” e pronto: ninguém encosta em mim. A não ser o fiscal do imposto de renda americano, que encosta até em bolso de cadáver.

P: Como definiria sua atual condição? Exilado, foragido, turista prolongado?

Allan: Eu me considero um imigrante por questões profissionais. É como médico que vai fazer especialização no exterior, só que minha especialidade é não ser preso. É uma área em crescimento aqui, na Itália, Hungria.

P: O senhor sente falta do Brasil?

Allan: Sinto falta das intimações do STF. Eram minha principal fonte de correspondência. Agora só recebo conta de cartão e propaganda de pizza.

P: Acredita que voltará um dia ao Brasil?

Allan: Claro, p(*)! Volto assim que inventarem um aeroporto com saída direta para um bunker em Copacabana. Até lá, sigo nos EUA, livre como um hambúrguer duplo.

P: Uma última reflexão?

Allan: O Brasil sempre foi bom em exportar commodities: soja, minério, jogadores de futebol. Agora também exporta fake news. Era natural que mais cedo ou mais tarde exportassem o fake newsman. É diversificação econômica. Estou contribuindo para a balança comercial brasileira, só que aqui de Manhattan.


Publicado em 25/09/2025




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

Investigação solene das coisas fúteis

Se espera grandeza, não entre. Aqui guardamos o insignificante: a poeira que permanece no tapete, a trinca esquecida do copo, o vazio monumental do elevador que para no quinto andar. É a ciência do detalhe prescindível: com estatísticas rigorosas, métodos exigentes para conclusões que não levarão a nada.

Hoje: O POTE DE MARGARINA VAZIO.

Entre os exemplos de nosso acervo, poucos desafiam tanto o pensamento quanto o pote de margarina vazio. À primeira vista, só um plástico oco. Mas, em nossa interpretação, ele representa a tensão permanente entre abundância e ausência, consumo e descarte, pão e não-pão.

No pote pode não haver nada. Mas esse nada não é qualquer nada. É um vazio preservado para não se confundir com restos amarelados e gordurentos. Curiosamente, limpar o oco exige mais esforço do que lidar com algo material: o vazio, quando higienizado, dá trabalho redobrado.

Catalogadores do supérfluo não chegaram a um consenso sobre as origens dos potes de margarina vazios. Alguns afirmam que, no passado, consolidaram sua função como embalagens improvisadas de parafusos, botões e pregos soltos. Mas há controvérsias. Alguns peritos preferem acreditar que os usavam como bebedouro para gatos ou até como vasos.

No fim, o pote de margarina vazio revela uma lição inesperada: como grandes personagens da História, não é preciso ter conteúdo para ser estudado com seriedade. Basta uma embalagem e uma atenção especial que qualquer tralha se transforma em objeto de reflexão.


Publicado em 27/09/2025




Não dá ideia

por Carlos Castelo

O paradoxo perfeito

Existe uma figura misteriosa nas redes sociais. Ela não tem nome, não tem rosto, nem biografia visível: possui apenas uma missão. Ela aparece embaixo de colunas de opinião, artigos de análise, crônicas e comentários gerais para escrever, com a serenidade de quem cumpre um dever cívico, a frase: “Não dá ideia.”

O cronista, que passou a semana inteira pensando, revisando, escolhendo cada vírgula, recebe a sentença e fica em silêncio. Não dá ideia. Como se o texto tivesse cruzado uma linha. Invadido um território proibido. Dado uma ideia onde nenhuma deveria ser dada.

O curioso é que “não dá ideia” é, em si mesma, uma ideia. Uma ideia ruim, mal formulada, entregue sem argumento, mas uma ideia. O que significa que, ao escrever “não dá ideia”, a pessoa está exatamente fazendo aquilo que está proibindo.

É o paradoxo perfeito. A crítica que se invalida sozinha. O pitaco contra o pitaco.

Só falta a gente responder: “Não dá ideia.” E aí o universo fecha.


Publicado em 16/04/2026




Desabafo ou A ética sacripanta dos marqueteiros

por Vasqs

Arcabouço mercadológico projetado

Passei por um funcionário de um supermercado, devidamente uniformizado, encostado num poste - ele, não eu; eu, se passava, não poderia estar encostado num poste - amassando, ele, um copinho de água e me disse boa tarde. Mais à frente, uns 10 metros, outro, esse fumando, também me desejou boa tarde.

Minha vontade foi de mandá-los se ferrar - reajam, seus bundões submissos! - mas sou daqueles sensíveis às humanidades, ademais era um domingo e puta que pariu como é foda que um sujeito tenha que trabalhar num domingo e ainda ter que dizer boa tarde a quem passa! - apenas respondi educadamente boa tarde.

Então me lembrei dos marqueteiros, essa gente de palha, que, ao contrário, pouco se dá às humanidades, tampouco se lixa que trabalhem os empregados, não seus filhos, não suas esposas, não seus netos, aos domingos, feriados, nas madrugadas, estejam eles sãos, de perna quebrada ou com febre de 40°.

Nos supermecados e lojas é até comum ver os empregados, obrigados pela fecunda criatividade dos marqueteiros, a usar touquinhas de Papai Noel, quando da época do Natal. Já vi, juro, até vestidos com orelhinhas de coelho, nas proximidades da Páscoa.

Tem quem vista seu cachorrinho com roupinhas graciosas, lençinhos do time de futebol, sapatinhos,... Mas cachorrinhos são bichos, pode-se fazer com eles o que quiserem, até comer - os bichos, não os cachorrinhos. Os bezerrinhos, carneirinhos, cabritinhos, porquinhos, afinal , já nascem e são criados pra isso, pra materializar receitas saborosas que existem antes mesmo de eles nascerem.

Empregados são empregados, mas não são bichos, não são cachorrinhos, embora os marqueteiros nunca considerem essa hipótese.

Torcedores, encapsulados na sua paixão e na sua inocência, pagam uma fortuna pra ser outdoor ambulante, tipo homem-placa, comprando e vestindo e saindo por aí com a camisa do clube, que traz estampada a marca de um produto em letras garrafais. O próprio clube é hoje um grande produto, e o jogador creditado nas costas, também.

E vestem, os torcedores e também os "pagãos ", os que não torcem pra nada, roupas, calçados e bonés do clube, e de um banco, e de uma marca de desodorante, e não cobram um centavo pelo tempo de uso, ao contrário, pagam, e caro: uma camisa do clube predileto não sai por menos que $300.

Não xingaria ninguém, os funcionários do supermercado cumpriam ordens, que sorrissem e cumprimentassem como papagaios, qualquer um que passasse, mesmo que não fossem fregueses, um dia poderiam ser, em potencial já eram. O comportamento era mais uma obra brotada do cérebro iridescente e da ética sacripanta dos marqueteiros, e, por assim dizer, parte do arcabouço mercadológico projetado por eles.

Um dia vão trabalhar, os funcionários, como cosplay de garrafa de refrigerante, de lata de sardinha, de pote de iogurte, de tubo de detergente contaminado.Todos sorrindo e dizendo boa tarde.

Não xingaria ninguém, a não ser essa gente pulha, chamada marqueteiros, que vive de burlar as leis abolicionistas e de humilhar em nome do pai, do filho e do lucro santo.

Pergunto o que o marqueteiro acharia de ver a mãe, a dele, como boneco biruta, braços erguidos, rebolando a bunda na frente da borracharia.

Nada, ele responderia. Eu vendi ela faz tempo.


Publicado em 17/08/2026




O Neymar, uma sitcom

por Vasqs

Mas é só brincadeira, coisa de criança.

Entram mãe e filho.

Claque: Hahahaha

- Mãe, eu quero ser Neymar.
- O quê?!
- Neymar! Eu quero ser Neymar.
- Esquece, nunquinha!

Hahahaha

- Eu quero!
- Nem pensar, Juninho! Já disse.

Hahahaha

Tia entrando

- Tia, minha mãe não dexa eu ser Neymar.
- Deixa ele ser Neymar, Neuza.
- Aquele mulherengo, Dalva? Só apronta, vive em confusão!

Hahahaha

- Mas é só brincadeira, coisa de criança.
- Criança malcriada.
- Eu quero ser Neymar!
- É mau exemplo! Vai ser Kaká, ele é bonzinho.
- O Kaká já morreu.

Hahahaha

- Magina, tá vivo da silva.
- Eu não conheço o Kaká.
- Tem o Tostão, ele é até médico.
- Também morreu.

Hahahaha

- Morreu nada, só tá velhinho.
- Eu também não conheço esse. Quero ser Neymar.
- Não vai ser Neymar e pronto.
- Quero ficar rico, famoso, ter um monte de namorada.

Hahahaha

- Aí, tá vendo, Dalva?!
- Ele nem sabe o que diz, Neuza, só repete...
- Vai ver quando seu pai chegar, moleque!

Entra o pai.

Hahahaha

- Oi, querida... que cara é essa?
- O Juninho.
- Que houve?
- Quer ser Neymar.
- O quê?
- É, encafifou que quer ser Neymar.
- Bom,... mas e daí?
- Não acredito, Maurício, você acha bom?!
- Bom não, acho ótimo.
- Ai, tanta reza pra Santo Antônio pra isso!

Hahahaha

- Claro, vamos ficar ricos, vamos morar na Europa, ele vai ter um monte de namorada!...

Hahahaha

- Ah, então foi você!
- Eu o quê?
- Que enfiou na cabeça dele.
- Já até imagino, a gente no estádio do PSG, ao vivo, torcendo por nosso Juninho... Pensa nisso, Neuzinha!

Hahahaha

- Eu num gosto.
- Ela quer que eu seja o Kaká, pai.
- O Kaká?
- O Kaká e o Tostão.
- Tostão? Coisa mais antiga, Neuzinha!

Hahahaha

- Num disse que ele morreu, mãe?

Hahahaha

- Já falei, ele tá vivo da silva.
- Sua mãe tá certa, Juninho, o Tostão não morreu. Mas com um nome desses, quem fica rico? Hahaha...

Hahahaha

- Dexa, mãe.
- Deixa, Neuza. Acaba a Copa, isso passa.
- A Dalva tem razão, Neuzinha, é imaginação de criança, passa.
- Hum... tá certo, vou pensar...
- Pensa logo, mãe.
- É, pensa logo, Neuza.
- Pensa agora, Neuzinha.

Hahahaha

- ...Tá..., tá bom.... mas só até o fim da Copa.
- Oba!! Eu sou Neymar, viva!
- Mas cuidado, não vai ficar caindo toda hora! Se quebrar a perna eu que não te levo pro PS.

Hahahaha

- PS, não, mãe, é PSG.

HahahahaHahahaha


Publicado em 28/06/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Sábado quente à noite

por Nelson Moraes

Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela.

Meu perfil do Facebook estava às moscas, como sempre ocorre no verão. Porque nas outras três estações nem as moscas aparecem. Eu ouvia uma playlist de Wynton Marsalis no Spotfy, enviada por Jack Fuinha, o único comentarista de meu perfil – quando de repente ela apareceu no Messenger: insinuante, cool, as bordas azuis e… ah, certo, eu descrevia o template do Messenger.
Mas então entrou lá aquela loura fantástica. “Meu marido sumiu”, disse a mensagem, complementando: “Agora passa no meu Instagram e deixa um like”. Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela. Chegando lá vi as fotos do marido desaparecido. Deixei um comentário: “50 dólares a hora, mais despesas”. Ela postou um emoticon com uma pequena lágrima, e eu teclei: “Meu coração é mole mas o bolso é duro, boneca. É pegar ou largar”. Ela postou um smilie (não sei se por causa da última frase ou do “duro”) e voltei então ao meu Facebook.
Encontrei o template todo desarrumado, como se o houvessem invadido e revirado (nada impediria de ser o próprio Facebook mais uma vez atualizando desnecessariamente o layout). Encafifei: já saberiam que eu estava no caso? Mandei um áudio de Whatsapp a Little Todd, meu fornecedor de memes e fofocas, perguntando o que ele saberia a respeito. Ele cobrou oito dólares adiantados e passou a dica: o Instagram da loura tinha um índice de engajamento altíssimo – o perfil dela era um dos mais seguidos da rede.
Acendi um cigarro e fui ao Google. Digitei o nome do marido desaparecido. No meio da pesquisa meu IP foi invadido por uma gangue de vírus com sotaque armênio, que ameaçou me formatar se eu não desistisse da busca. Acendi um cigarro e intempestivamente tomei a atitude tão temerária quanto inevitável: baixei a versão grátis mais recente do Norton.
Livre da máfia armênia, prossegui até descobrir, via Google: o marido desaparecido havia entrado para uma comunidade natureba no YouTube e não retornaria mais ao Facebook. Acendi um cigarro. Voltei ao Instagram da loura, onde, para minha surpresa, os stories a mostravam aos beijos e abraços com… Jack Fuinha.
Fora tudo armação dele, vingando-se porque eu nunca respondia a seus comentários. Ele na verdade era gestor de TI e fora quem providenciara o ataque dos vírus armênios. Sem falar do conluio com a loura do Instagram, sua amante.
E agora? Eu estava sem um tostão. Minha conexão era do pacote básico da Claro – quem pagaria pelos incontáveis minutos em busca do marido sumido? Jack e a loura enviaram um emoticon risonho com chifrinho, postando: “Contente-se em saber que a Enel pode cortar a energia antes da operadora cortar a conexão, old pal”.
Suspirei. Era uma noite quente, e a playlist de Wynton Marsalis travou. Acendi um cigarro e acessei o site da Organização de Combate ao Enfisema.


Publicado em 05/10/2025




AGENDA

Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.