CRÔNICAS


A lógica do prejuízo

por Carlos Castelo

Sobre BETs

Entrei nas BETs para ganhar dinheiro depressa. Deu certo: a grana saiu correndo e eu nunca mais consegui alcançá-la. Chamam isso de jogo responsável. Faz sentido. O jogo foi responsável por tudo o que me aconteceu depois.

Comecei apostando nos favoritos. Perdi. Concluí que favoritismo era armação. Passei então aos azarões, porque ninguém desconfia de quem já entra desacreditado. Perdi de novo. Foi quando entendi que, nas BETs, a lógica só serve para explicar o prejuízo depois.

Minha família disse que eu precisava dar um tempo. Achei um conselho ótimo e parei. De atender o telefone. O gerente do banco sempre me ligava dizendo: “Senhor, precisamos conversar.” Uma delicadeza incomum ameaçar alguém com tanta educação.

Descobri então um guru das apostas que garantia um método infalível. Se era infalível, por que vendia o método em vez de apostar? Fiz essa pergunta. Para descobrir a resposta, comprei o curso. Até hoje, não recebi nem uma coisa nem outra: nem a resposta, nem meu dinheiro de volta.

Tive que colocar mais fichas na mesa. Agora aposto até na previsão do tempo. Quando acerto, foi estratégia. Quando erro, foi o El Niño que não respeitou as regras.

Mas sigo otimista: basta mais uma fezinha para recuperar tudo. Posso, sim, ter chegado ao fundo do poço. Mas já apostei quanto tempo levo para sair daqui. Dessa vez, vou quebrar a banca.


Publicado em 30/07/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

CONJUGAÇÃO VERBAL

Eu bet
Tu bets
Ele bet
Nós betamos
Vós betais
Eles ficam com o dinheiro


Publicado em 21/06/2026




Dossiês

por Carlos Castelo

O novo samba-enredo da República

Viramos um projeto de democracia feito de dossiês. A esquerda vem e faz um contra a direita. A imprensa compartilha. Réus, julgamentos, prisões. Aí vem a direita, gera os seus dossiês. Acontece a mesma coisa. Veja-se agora o caso Toffoli-Master. Onde vamos chegar com essa política mata-mata?

A resposta é simples: ao fundo do poço. A democracia brasileira virou um rodízio de indignações, em que cada lado se reveza no papel de paladino da moral enquanto afia as facas da hipocrisia nos bastidores. A palavra instituição hoje significa “coisa que só funciona quando favorece meu lado”. O STF, o Congresso, o Executivo, todos participam dessa guerra em que a lógica jurídica cede lugar ao espetáculo das manchetes.

O dossiê é o novo samba-enredo da República: vem com gráficos coloridos, nomes em negrito e narrativas em caps lock. Mas e justiça? Justiça virou figurante.

Sem dúvida, o Brasil não caminha para frente, nem para trás. Está girando em círculos. Seguimos, assim, como um país que não prende corruptos (por muito tempo), apenas os alterna no poder. Com direito a delação premiada e documentário da Globoplay. Ou do SBT News.


Publicado em 03/03/2026




Streaming premium

por Carlos Castelo

"Daqui a pouco tem mais novidade"

— Goooool!
— Quê gol, Licurgo?
— Do Brasil, ué.
— Para, vai. Aqui, a seleção ainda tá cantando o hino.
— Não pode ser: o jogo já tá nos acréscimos…
— Para de dar trote, vai.
— É sério: gol do Martinelli.
— Licurgo, aqui o Martinelli nem encostou na bola.
— Encostou sim, é que ainda não chegou na sua TV.
— Como não?
— Delay, ué. Aqui em casa passa primeiro.
— Mas você mora onde, em Houston?
— Não. Meu streaming é premium.
— Licurgo, não conta mais nada.
— Tarde demais. Escanteio pro Brasil.
— Parou! Ainda tá no lateral. Isso estraga o jogo.
— Estraga nada. Eu sou seu spoiler.
— Não!
— Aviso então: daqui a pouco tem mais novidade.
— Posso ficar feliz por conta própria? Vou desligar o WhatsApp.
— Deixa quieto.
— Licurgo…
— O quê?
— Deu VAR?
— Senta.
— Pior?
— O juiz anulou o gol antes de ele acontecer.
— Oxe!
— VAR preventivo com streaming premium.


Publicado em 30/06/2026




As coisas que eu vou contar

por Vasqs

Alcançou o violino e compôs uma canção

Após 12 horas de um sono tranquilo, flanante e vaporoso numa rede de rendas, a baiana Norma Letícia acordou transformada em ninguém menos que Geraldo Vandré.

Levantou-se, espreguiçou-se cinco vezes, bocejou-se outras tantas, alcançou o violino, na verdade rabeca, e compôs uma canção a que deu o nome de Pra não dizer que não falei dos mandacarus.

O pai a tinha proibido que tocasse violino. Isso era coisa de hómi macho não de muié fêmea, dizia com a convicção moral de um representante onipotente de um deus idem na Terra.

Agora que era o Vandré, agora podia tocar violino. Inscreveu a canção num festival e foi o primeiro transformista a vencer esse concurso, e em 1º lugar!, desde os anos 60 do século passado. E sem nenhuma vaia da plateia, e sem nenhuma censura de milico obtuso, e sem nenhuma reprovação da crítica jornalística, que era empertigada naquela época como é e será empertigada ad aeternun.

Quando soube da notícia, o pai, furioso, saiu ao encalço dela, agora ele - nunca aceitou que mulher tocasse violino, não seria agora, inda mais sendo essa a própria filha.

Quando a, o, encontrou, foi logo avisando com voz tonitruante de cabra macho* que sempre foi: prepare seu coração!

*(o que é bastante curioso: ou se é macho ou se é cabra).

Sacou um berro e meteu dois balaços no peito dela, agora ele, agora ninguém.

O sangue que jorrou inundou o quarto como o mar da Praia da Tiririca, onde as ondas chegam a 2 m. A Letícia, quase afogando, caiu da rede e acordou de novo, branca como as neves do Monte Kilimanjaro, que fica no lado gelado, que existe sim senhor, lá da África.

Entre assustada, aliviada e feliz com a revelação de um desejo latente, enterrado no subsolo da memória vai saber desde quando, ela pensou que se fosse homem bom seria mesmo que fosse um cara como o Vandré, esse sim, hómi porreta de caráter de aroeira.

Pegou o violino, na verdade rabeca, e compôs De como um homem perdeu seu cavalo, comprou uma moto cinquentinha seminova e saiu por aí - caminhando e cantando...

E saiu ela própria, rabeca no bagageiro, errando sem destino, caminhando e cantando.

E eram essas, enfim, as coisas que eu tinha pra contar e que podem não ter agradado, tanto faz.

Em tempo, o caríssimo e raríssimo leitor já percebeu que essa história absurda é uma imitação chinfrim e, hã... barata, do célebre escritor paraibano Juarez Kafka - também absurdo, também chinfrim e também imitador - autor do estupendo conto O artista, o camponês, o peão de fábrica, o peão de construção, o favelado, o morador de rua, etc, da fome.


Publicado em 31/07/2026




Sururu de cuscuz

por Vasqs

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia

Estávamos eu e o Mahoney, meu cachorro policial, debaixo da marquise de um supermercado de bacanas esperando a chuva passar, quando começou um sururu.

Sururu é confusão é arranca-rabo é muvuca é barraco, que a gente imagina que acontece só onde tem barraco, mas não, acontece também onde tem cobertura.

Uma mulher foi barrada na saída pelos funcionários. Logo formou-se uma rodinha, street circus não é toda hora que tem nessas bandas. Um perguntou que foi? outro respondeu ela roubou um cuscuz.

Nem sabia que vendiam cuscuz em supermercado... cuscuz nordestino, farinha em pacote, 35 pilas. Preço até baixo pra uma mulher que se vestia elegante, empetecada de joias, badulaques em todo o corpo, cabelos tingidos e um arco-íris de maquiagem no rosto.

E tinha carro.

E tinha dinheiro.

E roubava cuscuz.

Gosto de cuscuz, mas do que fazia minha mãe, com sardinha, rodelas de ovos, azeitonas verdes e pretas, lasquinhas de tomate e cheiro-verde, o dito cuscuz paulista. Moleque, só não entendia aquele buraco no meio - diabos, por que buraco onde poderia muito bem ter mais cuscuz?...

Ninguém fazia um cuscuz tão bom como ela, a minha mãe. Nem a Ameca, a mais extraordinária robô do mundo, faria. Mesmo porque ninguém gasta milhões desenvolvendo um robô pra ele fazer cuscuz.

Mas esse é outro ponto, minha mãe nem deveria estar nesta história, nunca fez nada ao arrepio da lei pra estar aqui contracenando com uma ladra.

Os funcionários, dois, tentavam deter a mulher e ela gritava:

Tira as mãos de mim!

A gente se aproximou, eu e meu cão policial.

Gosta de sururu, Mahoney?

Queriam os funcionários que a mulher abrisse a bolsa e confirmasse a suspeita, se tinha mesmo roubado o pacote.

Tire as mãos da minha bolsa!

E se desvencilhava e dizia enfurecida me respeitem eu sou a dona do supermercado!

O Paulão, um dos funcionários, desatou uma gargalhada. O Cerquera, o outro, suspirou essa velha é doida.

Não era tão velha, seria mais doida que velha.

Devolve o cuscuz ou chamamos a polícia, ameaçavam.

Podem chamar o Papa, ela rebatia.

Veio a polícia, ninguém chamou mas veio, apareceram do nada, polícia tem faro pra sururus e pelo jeito também pra cuscuz.

Duas viaturas, 3 policiais.

Que houve? quis saber o sargento, ou capitão.

Ela roubou um cuscuz, disse o Cerquera.

Devolve, determinou ou sargento ou capitão, dirigindo-se à mulher.

Tenho nada pra devolver, não peguei nada.

Abre a bolsa ou vai pra delegacia, insistiu o sargento ou capitão.

Veja como fala, sou amiga do ministro da Justiça, ela rosnou empertigada. Conhece o dr Alexandre de Moraes?

Essa é boa, não acho que ele tenha amiga gatuna 155, retrucou o sargento ou capitão.

Tenho contatos com o FBI, me prende e vai parar no Carandiru, disse, agora sabemos, a doida.

Abre a bolsa, repetiu o policial.

A mulher desaforada apontava o dedo pros três policiais, vocês são todos bandidos!

Essa também é boa. Não fui eu que roubei um cuscuz, disse o sargento ou capitão.

Quase uma hora assim. Já passava do ponto. Já tava cansando.

Mas os policiais se mantinham impassíveis. Devem ser treinados pra tratar pessoas de acordo com a geografia, de acordo com o CEP. Fosse na periferia o pau já teria comido.

A chuva passou o tempo passou e o que passou depois eu nunca soube, porque segui meu caminho.

São muitas opções. Ela devolveu o cuscuz ela pagou cuscuz ela foi encaminhada a um psicólogo ela teria um trauma, ela teria um desejo reprimido por pais preconceituosos que desprezavam comida nordestina. Ou

Ela chamou o Xandão, que mandou o FBI prender os funcionários e os policiais "bandidos" incluindo o sargento ou capitão.

Fica pra imaginação de cada um.

Vazamos, eu e meu cão também policial também impassível.

Gosta de cuscuz, Mahoney?


Publicado em 11/06/2026




Leitor quer é porrada

por Nelson Moraes

Murro no olho do autor dá mais engajamento

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre o Garcia Márquez e o Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a literatura diferenciada nem sempre consiste num soco no estômago do leitor: murro no olho do autor dá mais engajamento), é porque nunca soube de outros casos, tão mais cabeludos quanto abafados, também envolvendo literatos.

Por exemplo, o beliscão nos mamilos que o Machado de Assis tomou do Gregório de Mattos, e que fez o Bruxo do Cosme Velho sair dando pulinhos em ziguezague pela calçada do Forte de Copacabana gritando “Bof quoi, dis donc, fait chier!”. Segundo fofocas, o fato de nunca terem sido contemporâneos – com quase um século e meio dividindo os dois – deve ter sido a causa do desentendimento: se já nunca tinham se falado antes do incidente, aí é que não voltaram a conversar.

Outro caso foi o demorado pisão no pé que Ernest Hemingway tomou de F. Scott Fitzgerald, num baile em Fresno. Segundo Hemingway, foi porque Fitzgerald não suportava os “therefore” que ele tinha enfiado indevidamente em “O Sol Também se Levanta”. Segundo Zelda Fitzgerald, foi porque Hemingway tirou Fitzgerald pra dançar. E segundo Fitzgerald, o décimo-quinto Martini estava ótimo e ele não se lembra de mais nada.

Houve também o caso de Fernando Pessoa, que uma vez se trancou no banheiro de uma tabacaria no Ribadouro, em Lisboa, e quem encostou o ouvido na porta acompanhou o tenso diálogo que culminou em Alberto Caieiro enfiando o dedo no olho de Ricardo Reis.

Como não se lembrar também de Lord Byron e Mme. de Stäel, que chegaram a trocar cusparadas, tufos de cabelo e pedaços de unha – e tudo isso por correspondência?

Por fim, não pode ser esquecido o caso de Norman Mailer, que, depois de ter se pegado com um crítico literário do New York Times – e também escritor –, foi a um bar com um míssil Tomahawk BGM-109 enfiado nas costas. Quando os amigos, depois de vários rodeios, com muito jeitinho apontaram o fato, ele teria virado um gole de bourbon e dito: “Vocês precisavam ver como o outro ficou.”

Voltando lá no início, há quem diga que na briga do Vargas Llosa e do Garcia Márquez tinha uma mulher no meio. Felizmente ela se desviou bem na hora.


Publicado em 01/07/2026




Escolinha filosófica do professor Platão

por Nelson Moraes

Como morreu Sócrates?

PROFESSOR PLATÃO: Seu Aristóteles!
SEU ARISTÓTELES: (tira um lenço da túnica e o abana) Amado mestre, deixai que a emanação de tua sapiência irradie ondas de virtude intelectual, e que eu seja o glorioso receptáculo delas!
PROFESSOR PLATÃO: (entediado) Tá bom, seu Aristóteles. Me responde: como morreu Sócrates?
SEU ARISTÓTELES: (se paralisa, franze a testa e entorta a boca) N-não... N-não acredito... Sossó morreu? Não! Parece que foi ontem, que a gente, lá na Ágora, fazia um churrasco grego, e ele, líder do grupo "Sossó pra Contrariar", mandava um pagode em homenagem ao Heráclito, "Foi um rio que passou em minha vida, e nele duas vezes eu não posso entrar"... Mas me diz então, amado mestre... Do que morreu Sossó?
PROFESSOR PLATÃO: (impaciente) Mas foi isso que eu perguntei, seu sofista safado! (respira fundo) Olha, eu não devia, mas vou te ajudar. Sócrates morreu porque bebeu ci... Porque bebeu ci...
SEU ARISTÓTELES: (tendo uma epifania) Captei! Captei vossa mensagem, ó prestimoso guru! Sócrates morreu porque bebeu cinco barris de Itaipava, e se desidratou com a diarreia!
PROFESSOR PLATÃO: (desanimado, e dirigindo-se a PTOLOMEU DE ALEXANDRIA) Seu Ptolomeu, me socorra.
SEU PTOLOMEU DE ALEXANDRIA: Pois não, mestre. Sócrates morreu porque tomou cicuta, como sentença por ter atentado contra os costumes atenienses e pervertido a juventude!
(Todos vaiam e jogam pergaminhos amassados em SEU
PTOLOMEU DE ALEXANDRIA. Apesar disso o PROFESSOR PLATAO deixa escapar um "Cabra bom. Queria ter um escriba assim...")
PROFESSOR PLATÃO: (retomando as perguntas) Seu Epicuro! Me defina o atomismo!
SEU EPICURO: Então, professor, vinha eu de Siracusa pra Atenas, quando passei por uma feira e vi uma linda peça em formato esférico, que me lembrou a noção platônica da perfeição no mundo das ideias! Pensei: "Por que comprar, por que não comprar?", e aí comprei, tá aqui, é um presente, aceite de coração!
PROFESSOR PLATÃO: (revira os olhos, numa cara de "lá vamos nós")
Não, era só isso mesmo.


Publicado em 09/11/2025




AGENDA

Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos