CRÔNICAS


A felicidade é um consignado

por Carlos Castelo

Sobre o fim da 6x1

Quando soube que o Brasil aprovou a escala 5x2, chorei. Não de emoção: porque finalmente teria tempo para chorar.

Liguei para o meu chefe para agradecer. Ele não atendeu. Achei elegante da parte dele, já estava praticando a nova determinação.

Comprei um maço de cigarros para comemorar. Não fumo, mas um homem com dois dias livres precisa segurar alguma coisa além da própria euforia.

Minha mulher perguntou o que eu faria com o sábado. Respondi que passaria o dia inteiro ao lado dela. Ela pediu que eu voltasse para a 6x1.

Fiz as contas, e contas são a única coisa que faço com prazer, exceto nas dívidas. Dois dias de folga por semana dão 104 por ano. Se cada dia vale uma alegria, sou o homem mais feliz do país. Se cada alegria custa um churrasco, sou também o mais endividado. A felicidade, como se vê, é um empréstimo consignado.

Um economista na TV disse que a medida vai quebrar o Brasil. Concordo com ele, e pretendo assistir à quebra deitado na rede, num sábado.

Agora vou parar de escrever. Não por falta de assunto. É que, a partir de hoje, não trabalho mais no fim de semana. Nem no fim do texto.


Publicado em 15/10/2026




O diário de Tarama Knilk

por Carlos Castelo

Uma aventura pelos mares do marketing

Saí para dar a volta ao planeta num veleiro porque minha casa começou a me parecer pequena. O mar corrigiu o problema: depois de algumas semanas, um banheiro que permaneça no mesmo lugar durante o banho já me parece uma extravagância burguesa

Chove há dois dias. Não é propriamente chuva; é uma política pública da atmosfera, implantada sem consulta aos populares. A água entra por lugares que, segundo o fabricante do barco, não existem. Sempre admirei empresas capazes de negar até mesmo os defeitos graves cobertos pela garantia.

Navego com o spinnaker aberto, uma vela cor de rosa de grandes proporções. Sua função oficial é aproveitar o vento. A prática é informar a qualquer cargueiro no horizonte que há uma mulher tentando discutir com o Atlântico.

Evito trazer coisas para dentro do barco. Já tenho peso suficiente a bordo. Foi por isso que pedi às pessoas que não comprassem meus livros físicos. Aqui no oceano continuo coerente: se encontro um exemplar, jogo fora e fico com os royalties.

À noite, o veleiro sobe uma onda, desce outra e sobe mais uma vez. Começo a compreender a filosofia da existência: tudo que sobe desce, tudo que desce molha e tudo que molha acaba dentro das minhas meias.

Se Netuno continuar do meu lado, chegarei ao outro lado do mundo. E, se ele mudar de ideia, espero que o mundo tenha outro lado.


Publicado em 20/08/2026




Do Livro do Juízo Capilar

por Carlos Castelo

Que o Senhor se apiede deles.

E, nos últimos dias da grande confusão, se levantará um juiz de peruca, cujo nome terá o sinal do X, e os povos tremerão, não por justiça, mas por pura perplexidade. Pois virá montado não sobre cavalo branco, nem sobre camelo, mas sobre um sedã oficial, dizendo: "Eis que venho para julgar, porém antes, deixai-me ajustar a peruca."

E quando ele ajeitar a peruca pela terceira vez, e o galo cantar, haverá ranger de dentes e as leis regredirão.
Então os escribas do tribunal murmurarão: "Quem é este homem de madeixas postas? Quem ousa julgar com tanto laquê?"

E responderá o povo: "É aquele de nome impronunciável, que contém o X misterioso, símbolo do voto que se inclina mais ao aliado que à balança.

E será conhecido por seus vereditos longuíssimos, que farão os réus envelhecerem antes da sentença.

E muitos buscarão refúgio em pedidos de vista, mas não haverá lugar seguro, pois o juiz de peruca já terá aberto a sessão eterna.

E dirá ele: "Em verdade, em verdade vos digo: quem não ouvir meu voto até o fim, nem o tribunal dos céus o reconhecerá."

E cairá um grande silêncio sobre os fóruns, e as rotinas processuais cessarão, pois todos aguardarão o parecer final do Excelso X.

E então se cumprirá a profecia: "Quando o justo não entender o despacho, e o injusto disser 'amém', então saberás que o fim está próximo."

E a terra será dividida entre os que dizem "sim, Excelência" e os que apenas clicam em "concordo com os termos".

E haverá grande balbúrdia entre advogados e teólogos, pois ninguém saberá onde termina o Código Penal e começa o Apocalipse.

E, assim, até o fim dos tempos muitos serão os que seguirão ouvindo a fala do juiz de peruca. Que o Senhor se apiede deles.


Publicado em 22/10/2025




Deus, pátria e obtusidade

por Carlos Castelo

Besta é tu

Você é burro. Isso mesmo. Burro. Porque viu um país tropeçar uma vez e concluiu que o erro foi não ter caído com força suficiente.

Você é burro porque votou em miliciano. Não por engano, distração ou erro de digitação. Votou acordado, de banho tomado, documento no bolso e convicção no olhar.

Você é burro porque confundiu brutalidade com coragem. Todo orangotango derruba uma cadeira. Nem por isso o convidamos para redigir a Constituição.

Você é burro porque acredita que um homem se torna estadista quando aprende a dizer “Deus”, “família” e “liberdade” na mesma frase. Um papagaio bem treinado consegue o mesmo.

Você é burro porque tinha memória e preferiu usá-la como enfeite.

Você é burro porque já conhecia o método: os gritos, as ameaças, os inimigos imaginários, a conspiração como explicação. Conhecia também os personagens. E mesmo assim comprou ingresso para a continuação.

Você é burro porque lhe disseram que o Brasil corria perigo. E você votou no perigo.

Você é burro porque transformou ressentimento em programa de governo. Não gosta de jornalista, professor, artista, universidade, vacina, juiz, ambientalista, intelectual.

Você é burro porque chamou sua raiva de voto de protesto. Incendiou a própria casa como forma de reclamar do condomínio.

Você é burro porque preferiu quem confirma seus preconceitos a quem poderia contrariá-los. Queria um presidente; escolheu um álibi.

Você é burro porque imaginou que destruir a mesa melhoraria o jantar.

Você é burro, enfim, porque lhe deram uma urna (esse modesto instrumento de civilização) e você a utilizou como nossos ancestrais usavam uma pedra.

Com uma diferença: nossos ancestrais evoluíram.


Publicado em 05/10/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




O pudim

por Vasqs

As estradas não eram assim tão lisinhas...

Até 1980 ainda era possível dar bom dia a cavalo em São Paulo, presencialmente. Ainda podíamos encontrá-los puxando carroças pelas ruas da cidade. Lembro de ter visto uma dessas carroças caminhando no elevado General Costa e Silva (aquele mesmo que usava, segundo o povo, ferradura nos sapatos), misturada a carros, ônibus, caminhões e poluição, tumultuando o trânsito.

No Nordeste também, os jegues ainda tinham serventia, hoje foram alforriados e substituídos por motos.

Mas nossa história é do interior. De um tempo em que tudo era mais rural e o cavalo e a carroça eram o único uber de que dispunham os cidadãos.

Era aniversário da vó ou um Dia das Mães. A família se reuniria pra um almoço, e cada um que levasse alguma coisa. Cada um quer dizer: os filhos casados, que moravam noutro lugar. Tia Santinha morava no sítio, então preparou um pudim, receita que só ela sabia fazer. Um pudim que, fosse hoje, seria tombado pelo Iphan, pelo Condephaat e pelo Conpresp, tão extraordinariamente delicioso que era.

E foram, ela carregando o pudim na forma e o tio Joaquim, o marido, dirigindo a carroça. As estradas não eram assim tão lisinhas, tão sinalizadinhas, tão asfaltadinhas, como são agora. Tinham buracos, pedras, saliências, valetas, formigueiros. E tinham surpresas. O bom carroceiro tinha que ter experiencia, conhecer os acidentes geográficos da estrada na palma da mão. Ora acelerar com reio na bunda do cavalo, ora puxar a rédea engatada na boca do animal, pra ele parar ou diminuir o ritmo.

E iam, pocotó, pocotó, levantando poeira. O tio controlando o cavalo, a tia equilibrando o pudim. De súbito, uma dessas surpresas atravessou a estrada. Um ratão do mato, que ia apressado em alta velocidade não se sabe pra onde. O que se sabe é que o cavalo assustou. Brecou, empinou, e foi um trabalhão pra domar o bicho, na rédea e na força. Tia Santinha por sua vez tentava aos gritos domar o pudim. O pudim chacoalhava feito doido querendo se desgrudar e saltar da forma. Vai ver também estava assustado.

Tio Joaquim, que tinha a força de um bom caboclo, sossegou o cavalo. Após uns 20 gritos de ôôôôaaa!, pôs tudo em ordem.

Ufa!, suspirou e olhou pra trás e viu a tia Santinha. A tia Santinha e o pudim, grudado na cara da tia Santinha.

Roncando de ódio ela limpava a cara. Cuspindo tudo, ela que sempre fora muito discreta, também cuspiu essa:

- Puta merda, Joaquim, como ocê dirigi mar uma carroça!

Tio Joaquim, calmo e espirituoso, respondeu:

- Puta merda, Santinha, como ocê dirigi mar um pudim!

E soltou uma gargalhada.

E.T.: não foi como gostaríamos, mas o pudim da tia Santinha no fim acabou tombado.


Publicado em 25/02/2026




Implicâncias

por Vasqs

Curso de Sobrevivência em São Paulo

1
Os óculos escuros deixam a pessoa mascarada e metida. Dependendo dos óculos, um Cartier Panthère, $5 mil contos, deixam a pessoa nojenta. Se a pessoa já for mascarada, metida e nojenta, com óculos escuros, só enchendo ela de porrada.

2
Lição número 1 do Curso de Sobrevivência em São Paulo: sair de casa munido de um agasalho pro frio, um chapéu pro calor e um guarda-chuva pra chuva. E dinheiro - pro estacionamento do trenó.

3
Acho que não existe uma fruta que seja vermelha por fora e verde por dentro. Só o Papai Noel, que não é fruta, mas, pode-se dizer, é uma melancia do avesso, com aquela fantasia ridícula e a barriga empanturrada de capitalismo - leia-se “dólares”, verdinhos como a casca da dita fruta.
Começou, o velho, como um santo, o Nicolau, bonzinho, até dava doces pras crianças. Depois cocacolou-se, trocou de nome e inventou esse papo de trenó, renas, chaminés, sapatinhos (e quem não tem sapatinhos, pô!) pra enganar a garotada com brinquedinhos e incutir nelas sua ideologia perniciosa.
Ganha o brinquedo quem obedeceu, quem não fez malcriacao, isto é, quem se submeteu ao sistema. Já viram tamanha velhacaria?
O safado, traíra, dissimulado, chantagista, deveria é ser enquadrado no Código Penal, ali onde está o número 171.
Bom velhinho é o cacete.

4
-Alô, o sr Fernando, por favor.
-Sinto muito, senhor, não fabricamos mais, esse modelo saiu de linha.

5
Queria uma mulher linda e deslumbrante. Nunca teve. Achou uma por um precinho bem razoável. Comprou. Com 5% de desconto - no pix.


Publicado em 04/12/2025




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Os Macacos do Museu Britânico

por Nelson Moraes

Datilografando ao acaso

Aquela conhecida tese proposta por Rutheford no ínicio do século passado, pra ilustrar a gratuidade na combinação das ideias que compõem os grandes achados (milhares de macacos, no saguão do Museu Britânico, datilografando ao acaso, acabariam por compor ao longo do tempo a obra completa de Shakespeare), ganha aqui uma rica exemplificação, com o detalhamento do conteúdo de alguns trabalhos que brotariam deste instigante experimento. Sente-se no primeiro galho e aprecie, leitor.

Teríamos, portanto, a peça "Macacbeth", onde o símio protagonista, ao ficar com a macaca (no caso, Lady Macacbeth), resolve eliminar brutalmente quem se puser em seu caminho rumo ao trono da Escócia. Outro destaque seria "Muito Barulho por Bananada", onde, farto de descascar a banana sozinho, Benedict ousadamente convida sua desafeta Beatrice a provar do longilíneo fruto. O que nos leva a "Micado III", onde o impetuoso Rei das Selvas, trepado em um cipó e necessitado de um mascote como companheiro de cena, grita "Meu reino por um macaco!" Não podemos nos esquecer também de "Macaco Antônio e Cleópatra" e "Mico Andrônico", entre outras peças.

Mas não apenas o teatro shakespeariano seria reproduzido pelo staff de símios datilógrafos. O postulado da aleatoriedade mostra que dali poderiam sair também clássicos da literatura ("A Montanha Mágica dos Gorilas", narrando a estadia da primatologista - e convalescente de tuberculose - Diane Fossey num jardim zoológico suíço; "Chimpanzé e Seus Irmãos", releitura do famoso episódio bíblico; "Por Quem os Símios Dobram", passado no zoológico de Madrid durante a Guerra Civil Espanhola) e roteiros de sucessos do cinema ("O Último Orangotango em Paris", "O Rei Mico-Leão", "Dança com Bonobos", "Primatas do Caribe" ) e mais, muito mais. São, como o leitor pode ver, exemplos em penca.

Ah, certo. Não procede a insinuação de que o conteúdo deste post poderia ser reproduzido na experiência do Museu Britânico. Na verdade ele acaba de ser redigido lá.


Publicado em 11/11/2025




Lázaro!

por Nelson Moraes

A rocha que vedava o túmulo foi retirada...

A pedido do Mestre, a rocha que vedava o túmulo foi retirada. E o Mestre:
- Vem pra fora, Lázaro!
A multidão aguardando, tensa. E nada.
- Lázaro - insistiu o Mestre. - Vem pra fora!
Lá de dentro pareceu brotar um grunhido. E o Mestre:
- Oi?
Agora veio a fala abafada:
- Aqui não tem nenhum Lázaro.
- Como assim? - falou o Mestre, já perto da porta.
- Não tem, ué.
- Lázaro... Eu tô te vendo!
- Pois é. Tá tendo uma visão.
- Lázaro! - e o mestre estendeu a mão, puxando o sujeito lá de dentro.
- Caramba, Mestre - disse o sujeito, tapando com a mão o sol que incidia sobre seu rosto, e falando com voz bem baixa, de modo que só o Mestre ouvisse. - Assim o senhor me prejudica!
- Como assim, Lázaro? Você estava morto! E agora...
- Não, não, Mestre - cochichou o sujeito.
- Como não?
- Ahn. Era isso. Eu estava, er, me fazendo de morto, Mestre.
O mestre cruzou os braços, inquisidor:
- Lázaro.
- Calma, Mestre. Seguinte. O senhor já ficou com três anos de impostos pra Roma atrasados? O senhor já ficou devendo o dobro do seu patrimônio em tributo pro Templo? O senhor já penou com essa inflação que dispara a cada trimestre e tá arrasando a Judeia? O senhor já tentou sobreviver com...
- Lázaro! Você então...
- Pois é! - e aqui o sujeito moderou o tom, voltando ao cochicho. - Me fiz de morto, pra não me complicar ainda mais. Já basta morrer em tanta dívida. E agora o senhor vem me expor?
- Não é possível - o Mestre murmurou, incrédulo. - Suas irmãs disseram que você já cheirava mal, depois desses quatro dias, e então...
- Aí que tá, Mestre. O senhor não deve ter entendido direito. Elas provavelmente disseram que não tava cheirando bem isso de eu ter morrido logo agora, até porque, ahn, é, tô devendo pra elas, também, e o...
O Mestre suspirou fundo, e foi pontuando sílaba por sílaba, compassadamente:
- Lázaro. Vem comigo agora, pra fora. Você vai explicar pra essa multidão aí que estava mentindo. E vai assumir o que fez.
- Mas, Mestre - tentou o sujeito, que já estava sendo puxado pelo braço. - O senhor quer que eu assuma minhas dívidas? O que eu ganho com isso?
E o Mestre, resoluto:
- Até noventa por cento de desconto, pagando à vista. Agora vambora e não discute.

(Algumas versões desse antigo pergaminho trazem um acréscimo ao final, no qual um centurião romano, que a tudo acompanhava à distância - e já quase convertido ao Mestre, graças aos frequentes discursos e recorrentes milagres deste - resolveu, maravilhado com a cena, vir saudar Lázaro. Que, ao vê-lo aproximar-se, pulou para trás do Mestre, gritando: "Calma aí, calma aí! Vou me inscrever hoje mesmo no 'Desenrola Roma' e parcelar tudo em sessenta e quatro vezes! Hoje mesmo!")


Publicado em 02/11/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.