CRÔNICAS


O presidente que perdeu a maioria de si mesmo

por Carlos Castelo

A reunião após a derrota acachapante

O presidente convocou uma reunião extraordinária depois de saber que seu partido sofrera uma derrota esmagadora nas eleições parlamentares.
— Perdemos o Congresso, senhor — informou o chefe de gabinete.
— Impossível. Eu sou o Congresso.
— Constitucionalmente, não.
— Então mudem a Constituição.
— Perdemos os votos necessários.
O presidente ordenou que trouxessem todos os espelhos do palácio. Queria verificar se continuava sendo a maioria.
Os ministros examinaram seu reflexo. Por unanimidade, concluíram que sim.
— O problema são os eleitores — explicou o secretário da Democracia Controlada. — Estão votando sem consultar o senhor.
O presidente determinou que, dali em diante, cada eleitor deveria votar duas vezes: uma por si, outra pelo presidente.
— Ainda perderíamos — advertiu o assessor.
— Então cada eleitor votará apenas por mim.
Houve aplausos.
Entretanto, surgiu uma dificuldade: a derrota fora tão grande que até a sombra presidencial passara para a oposição.
O presidente mandou prendê-la. A sombra refugiou-se debaixo da mesa, onde fundou um partido.
Em quinze minutos, conquistou maioria absoluta entre os móveis.
A mesa exigiu eleições antecipadas. As cadeiras renunciaram. O tapete pediu asilo político.
Encurralado, o presidente decretou que o país inteiro passaria a ser governado por ele.
O país, consultado, preferiu mudar de endereço.


Publicado em 04/11/2026




Entre e sinta-se em casa

por Carlos Castelo

Seu capitão, bem-vindo ao único lugar do Brasil onde ninguém pede Pix.

– Entra aí, esta vai ser a sua cela.

O capitão parou na porta como quem descobre que o paraíso tropical prometido pelo corretor de imóveis era, na verdade, uma quitinete com cheiro de sardinha em lata.

– E o banheiro? – perguntou.

– O banheiro é coletivo. Querendo ir, chama um guarda.

– Coletivo? – o capitão arregalou os olhos. – Coletivo é comunismo!

O carcereiro suspirou.

– Não, capitão. Comunismo é dividir a escova de dentes. Banheiro coletivo é só dividir a descarga.

Nesse momento, surgiram dois detentos no corredor. Um segurava uma toalha puída.

– Olha só, o Mito! – anunciou o primeiro.

– Agora sim o truco vai ter graça: esse sabe mentir!

O capitão tentou sorrir, mas parecia um cachorro entrando no consultório do veterinário.

– Eu sou preso político, pô – declarou, inflando o peito. – Preso político tem regalia.

O segundo preso deu risada.

– Regalia aqui é sentar perto da janela quando sobe a brisa da fossa.

A gargalhada ecoou pela galeria.

Outro detento, com ar professoral, se aproximou.

– Seu capitão, bem-vindo ao único lugar do Brasil onde ninguém pede Pix. Aqui tem que chamar no escambo. Quer sabonete? Troca por um pacotinho de miojo.

– Miojo? – o capitão engoliu seco. – Mas eu só como picanha…

– Então já pode começar a fazer jejum – disse o preso, batendo no ombro dele. – É uma boa pra teu intestino e ainda economiza no papel higiênico.

Um guarda apareceu, trazendo um balde.

– A água pro banho, capitão.

– Fria, rapaz? Não tem chuveiro elétrico?

– Tem sim – respondeu o guarda. – Mas só vai funcionar quando o senhor acreditar em urna eletrônica.

O capitão ficou mudo. Do fundo da cela, alguém gritou:

– Ô do kids pretos, canta o hino nacional aí pra animar a galera!

E, enquanto ele tentava lembrar a letra entre um soluço e outro, um detento resumiu:

– Aqui dentro não tem direita nem esquerda, tá ligado? Só tem fila pro banheiro.


Publicado em 08/10/2025




Sexto lugar

por Carlos Castelo

Premonições

Começou a Copa e, como manda a Constituição, todo brasileiro é obrigado a dar um palpite. O meu: o Brasil termina em sexto lugar. Por que sexto, exatamente? Porque sexto é o número da estrela que não vem. Há uma simetria nisso que a FIFA ainda não estudou.

Explico. Ou finjo que explico, que em matéria de Copa dá no mesmo.

Primeiro: o Brasil entra em campo carregando duas malas. Numa vai o talento, na outra a expectativa. A primeira passa fácil pela alfândega. A segunda paga excesso de bagagem desde 2002.

Segundo: o futebol virou ciência exata praticada por gente imprevisível. O adversário estuda vídeo, estatística, mapa de calor. Sabe com que mão o nosso ponta amarra a chuteira e o que ele jantou na véspera. Nós, em compensação, seguimos fiéis ao método tradicional: gritar com a televisão. Dizem que não altera o resultado. Mas não está provado.

Terceiro: existe uma lei não escrita das Copas, segundo a qual a distância entre a sexta estrela e a camisa é diretamente proporcional à pressa da imprensa em costurá-la. Em 2026, começaram a costurar em março.

E há o fator emocional. O brasileiro passa quatro anos treinando para sofrer no mata-mata. Quando o jogo vai para os pênaltis, o coração do torcedor já entrou em prorrogação antes de a bola rolar. São duzentos milhões de corações em prorrogação simultânea. Cientistas ainda não mediram o efeito disso sobre a trave, mas a trave sabe.

Por tudo isso, aposto numa queda nas quartas, nos pênaltis, para um país que joga de azul. E num honroso sexto lugar: colocação perfeita, aliás, porque não existe cerimônia para ela. Ninguém sobe ao pódio em sexto. Ninguém desce, também.

A colocação não será por falta de qualidade do Brasil. Talento nos sobra. Mas em Copa do Mundo a mestria é só o ingresso. O espetáculo é dirigido pelo acaso, pela pressão e por aquela bola teimosa que, podendo entrar, prefere conhecer a rede pelo lado de fora.

Mas há um consolo. Como sabe todo palpiteiro experiente, a função principal de uma previsão esportiva é estar errada. Se o Brasil for campeão, guardem este texto: será a prova definitiva de que eu nunca deveria trabalhar com o futuro.

Aliás, com o presente eu também não tenho me dado muito bem.


Publicado em 11/06/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

Preso o alucinado da tornozeleira

Pai do céu! Ô, minha mãe!

É seu Jair na cadeia!

Vão finalizando a ceia

Que eu vou buscar o champanhe.


Publicado em 23/11/2025




Aiiiéééééééééiiiiiifsh!

por Vasqs

A famosa borrachinha

Não se assustem, estou tentando criar uma onomatopeia pra um grito estridente de torneira. Pra mostrar como é, mais ou menos, o grito que minha torneira solta, quando abro - 3 mil Hz, notas de Sol7 a Lá7, segundo a IA.

O grito, isso não precisei da IA pra concluir, é provocado pelo desgaste do anel, a famosa borrachinha, causando atrito de metais, seguido desse som ardido e irritante.

Lembra muito o que acontece com nossa, a minha em particular, coluna. Entre uma vértebra e outra tem um disco que acha de envelhecer sempre que a gente envelhece. Daí que as vértebras se tocam, e em se tocando produzem dor, e produzindo dor, produzem grito, nosso, em certos casos muito semelhante ao da minha torneira - 3 mil Hz, notas de Sol7 a Lá7, segundo a IA.

Quando o médico, olhando o resultado dos exames, disse que eu tinha espondilodiscopatia degenerativa, segurei o berro; corri pro elevador, desci 3 andares, atravessei o corredor do térreo, passei pela catraca e, na frente do prédio, na Av. Paulista, aí sim soltei meu grito de torneira, misto de medo e dor:

- Aiiiéééééééééiiiiiifsh!

Mentira, não fiz nada disso. Mas que assustou, assustou.

Espondilodiscopatia degenerativa - recomenda-se não pronunciar na língua do "p" -, só não é maior que inconstitucionalissimamente ,que também assusta mas não dói direto na coluna da gente. É o "desgaste degenerativo dos discos intervertebrais e das vértebras da coluna vertebral", também segundo a IA.

A Av. Paulista é o fiofó do mundo. Ali ninguém se impressiona com nada, ninguém dá a mínima pra nada. Coisas assim, um grito, são comuns, toda hora um maluco grita pra chamar atenção. Estão habituadas, as pessoas, nada mais é inusitado na Av. Paulista.

Pra se ter uma ideia - juro dizer a verdade, vi com esses olhos que a terra há de comer com salsa e cebolinha - uma mulher, uma moradora de rua, caminhando absolutamente nua pela calçada, próximo da Rua Augusta, num horário de almoço, numa sexta-feira.

Alta, magra, esquelética, esturricada, pele queimada. O olhar perdido, mirando o nada, seguia ereta, sem direção, sem consciência de sua nudez, sem consciência sequer de sua existência.

Pois os que cruzavam com ela naquele horário, e eram muitos, em sua maioria a ignoravam. Alguns esboçavam um sorriso sarcástico, outros até estranhavam, mas a maioria seguia embotada, absorta no seu objetivo, fosse almoçar, voltar pro trabalho ou comprar uma capinha pro celular - uma doida a mais, tanto faz, foda-se.

Não os incomodou. Em parte foi bom porque seria hipocrisia, porque também não se incomodariam se ela estivesse vestida, se fosse "apenas" uma moradora de rua como as centenas que transitam por ali.

Por que se incomodariam com meu grito, se o tivesse dado? Ademais poderia nem ser um grito humano, poderia ser apenas o grito de uma torneira sem borrachinha, o que não mereceria sequer atenção de um cãozinho de madame.

O médico recomendou 10 sessões de fisioterapia, pra reforçar a musculatura em volta da coluna. Fiz 5 meses! Não resolveu nada, ainda incomoda, ainda dói a maldita espondilodiscopatia degenerativa.

Próxima encarnação, decidido: volto como torneira. Qualquer coisa, troco a borrachinha.


Publicado em 04/11/2026




A Nora, o cachorro da Nora, os namorados da Nora e o adestrador

por Vasqs

A nova paixão também não durou

A Nora tinha um cachorro. A Nora também tinha um namorado. O cachorro não gostava do namorado da Nora. A Nora contratou um adestrador pra fazer o cachorro acostumar-se com o namorado. Já que ainda não existe adestrador de namorado.

Pouco tempo depois, quando o cachorro já estava amiguinho do namorado, o namorado caiu fora.

A Nora tinha dotes fisicos e intelectuais exuberantes e logo trouxe outro namorado.

Pro outro namorado também foi preciso o adestrador, pra estreitar laços de amizade dele, o namorado, com o cachorro que o estranhava.

A nova paixão também não durou. Foi, como disse um dia o Geraldo Vandré, breve como a perdida flor. E ele, o namorado, se foi.

Logo a Nora se deixou cair por outro, um carioca que morava na Rua Vasco da Gama, 507, no Brás, e que se disse louco por cachorros só pra seduzí-la.

Mas como o cachorro não era louco por namorados da Nora, a história se repetiu. E toca o adestrador entrar em cena de novo e aproximar os dois.

Só não foi o bastante, a aproximação, pra mantê-los, ela e o namorado, aproximados por muito tempo. O caso foi breve também, dessa vez breve como banho num dia frio de 7 graus.

Assim se sucedeu 3, 4, 5, 6 vezes: entra namorado, cachorro estranha, entra adestrador, sela acordo de paz, sai namorado.

Maldito cachorro, malditos namorados.

Belo dia, quando o último namorado vazou, a Nora teve um lampejo perfeito pra um final feliz.

Em vez de procurar outro namorado, sabem o que ela fez? Deu jeito de namorar o adestrador.


Publicado em 11/05/2026




A Maria Amélia, o marido da Maria Amélia e o Demônio

por Vasqs

Tudo permanecia na mais completa escuridão

A Maria Amélia era muito religiosa. Orava, cantava e dançava louvores o dia todo. Ia ao culto três vezes por semana e pagava o dízimo, religiosamente. Porque pra ela o dízimo era como um seguro que garantia proteção divina, dela e da família, incluindo o marido que bebia mais que carro velho. Bebia, não parava em empregos e chegava em casa troncho e cambaleante todos os dias.

Isto, essa vida torta do marido, pra Maria Amélia, que acreditava mais no Demônio que em Jesus, só podia ser coisa do Demônio.

Muito fez essa esposa abnegada, que lá pelas tantas da vida conseguiu convencer o marido de que tinha razão e que o único jeito era fazer um exorcismo, era expulsar o Demônio que ficava tocaiado no fígado dele. Porque, argumentou ela, o Alcenir, da Laurita, fez e deu certo, e o filho da Neguinha também - graças ao exorcismo hoje ele faz o 4 melhor que qualquer bailarino russo.

No templo, o pastor exorcista, segurando a Bíblia na cabeça do Remígio, que era como se chamava o pinguço marido da Maria Amélia, dizia palavras estranhas, fazia gestos estranhos e soltava gritos guturais também estranhos.

Mas quando estava no auge do processo, quer dizer, na hora da defenestração definitiva do Demônio, aconteceu o inesperado: a luz apagou.

Um silêncio horripilante pairou sobre o templo.

Houve um alarido na plateia - sempre tem plateia nessas coisas - todo mundo paralisado, de espinha mais gelada que cocô de esquimó.

O pastor, que se dizia um personal Demônio, que sabia tudo de Capetas, Diabos, Belzebus, Capirotos e Tinhosos, muito irritado, passou a berrar impropérios horríveis, como jamais se vira antes. Empunhava a Bíblia, ameaçava o Demônio e bradava coisas assim:

Trevas, trevas!
Privatizaram a luz!
O Diabo agora é o dono!
Fiat lux, fiat lux!

Repetia os gestos e palavras do ritual, e nada, tudo permanecia na mais completa escuridão, no mais completo silêncio, no mais completo arrepio.

Inútil, uma hora, duas horas, tudo em vão.

O exorcismo fracassou.

A Maria Amélia, lívida e em prantos não teve a mesma sorte da Laurita e da Neguinha.

Uma risada breve e triunfante ecoou no salão.

O Demônio venceu.

E venceu com uma pitada de sarcasmo próprio de Demônios.

Quando a luz voltou, muitas horas depois,... o Remígio, que entrara no templo sóbrio como um abstêmio, estava bêbado - mais bêbado que corno num balcão de bar.

E não só ele: o pastor exorcista também.


Publicado em 30/05/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Perdeu, otário!

por Nelson Moraes

Agora o crime organizado vai ter gabinete.

– Perdeu! Perdeu, otário! Vai passando, rapidão!
– Calma. Leva, mas não atira. Eu tenho esse celular, o relógio e cinquenta reais na carteira, que...
– “Não atira?” E eu lá tô armado, ô vacilão? Tu viu algum berro aqui comigo? Tô só falando pra tu passar!
– Er. Passar o quê?
– Vergonha, raiva, arrependimento! E rapidão, porque se deixar pra depois tu esquece!
– Esqueço o quê?
– Tu viu que a Câmara aprovou a PEC da Blindagem?
– Ah, sim.
– “Ah, sim”? “Ah, sim?” Agora o crime organizado vai ter gabinete lá dentro, gozar de impunidade, sem ninguém incomodar, e tu me vem com “Ah, sim”?
– Sabe como é, né.
– Sei como é não, otário. Me explica!
– Er. Sei lá.
– Ah, desisto. Tu já esqueceu mesmo. Vai circulando então, mané. Vaza, vaza! E ó: não olha pra trás, hein!
– Por quê?
– Tu já não enxerga um palmo adiante do nariz, se olhar pra trás aí é que fudeu.


Publicado em 21/09/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.