CRÔNICAS


O presidente que perdeu a maioria de si mesmo

por Carlos Castelo

A reunião após a derrota acachapante

O presidente convocou uma reunião extraordinária depois de saber que seu partido sofrera uma derrota esmagadora nas eleições parlamentares.
— Perdemos o Congresso, senhor — informou o chefe de gabinete.
— Impossível. Eu sou o Congresso.
— Constitucionalmente, não.
— Então mudem a Constituição.
— Perdemos os votos necessários.
O presidente ordenou que trouxessem todos os espelhos do palácio. Queria verificar se continuava sendo a maioria.
Os ministros examinaram seu reflexo. Por unanimidade, concluíram que sim.
— O problema são os eleitores — explicou o secretário da Democracia Controlada. — Estão votando sem consultar o senhor.
O presidente determinou que, dali em diante, cada eleitor deveria votar duas vezes: uma por si, outra pelo presidente.
— Ainda perderíamos — advertiu o assessor.
— Então cada eleitor votará apenas por mim.
Houve aplausos.
Entretanto, surgiu uma dificuldade: a derrota fora tão grande que até a sombra presidencial passara para a oposição.
O presidente mandou prendê-la. A sombra refugiou-se debaixo da mesa, onde fundou um partido.
Em quinze minutos, conquistou maioria absoluta entre os móveis.
A mesa exigiu eleições antecipadas. As cadeiras renunciaram. O tapete pediu asilo político.
Encurralado, o presidente decretou que o país inteiro passaria a ser governado por ele.
O país, consultado, preferiu mudar de endereço.


Publicado em 04/11/2026




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Seu Ku é tradutor

Seu Ku é tradutor. Mora no bairro da Liberdade, em São Paulo, e poderia ter seguido a tradição e vertido haicais para o português, mas preferiu uma empreitada mais arriscada: levar a MPB e a poesia brazuca para o Japão.

Explicar para um japonês o que é saudade, por exemplo, consome mais chá verde do que qualquer cerimônia. Já ‘Águas de Março’ exige quase um curso de engenharia. Afinal, não é fácil convencer alguém de que uma canção pode listar tijolo, prego, anzol e ao final ainda ser considerada poética.

Mas Seu Ku segue firme. No bairro, já o chamam de “o cara que faz Tom Jobim rimar com gergelim”.
E ele aceita, porque sabe que certas coisas não precisam de tradução: basta ouvir um violão de nylon que até uma cerejeira balança no compasso.

ÁGUAS DI MAROSSO
(Tom Zobim)

É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto di toko, é un poko sozínio
É un kako di vidlo, é o vida, é o sóro
É a noiti, é a morti, é u raço, é o anzóro
É pelóba nu kampo, é u nó da madeila
Kaingá, kandeia, é u matita-pelêla
É madeila di ventu, tombu do libancêra
É u mistélio plofundu, é o queila ou no queila
É u ventu ventandu, é u fim du radêra
É o viga, é a vón, Festa do Kumeeira
É o shuva shovendo, é konversa libêra
Das água di marosso, é u fim du kanseila
É u pé, é u shón, é o marocha estladêra
Passarínio no món, pedla di atiladêra
É un avi no céro, é un avi no shón
É una legato, é un fonti, é una pedassu di pón
É u fundu du posso, é u fim du kaminio
Nu losto un desgosto, é un poko sozínio
É un estlepe, é un plego, é una konta, é una konto
É un pingu pingandu, é un ponta, é una pontu
É un sarmón, é un zesto, é un plata briliandu
É a ruz da manian, é u tizolo shegandu
É o renha, é u dia, é u fim do pikada
É o galafa de kana, o estirasso no estlada
É u prozeto da kasa, é u korpo no kama
É u calo inguissado, é o rama, é o rama
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un lesto de matu no ruz do manian
Son os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É un kobra, é un páro, é Akita, é Fukuda
É un espínio no món, é un korte nu pé
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto de toko, é un poko sozínio
É una passo, é un ponti, é un shapo, é un ran
É un béro holizonte, é un feble terá-san
Són os água di marosso fechandu u verón
É u poromessa di vida nu teu korassón
É páro, é pédla, é u fim du kaminio.
É un lesto di toko, é un poko sozínio
É páro, é pédla, é u fim du kaminio
É un lesto di toko, é un poko sozínio
Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio

Páro, pédla, fim du kaminio, lesto di toko, un poko sozínio

Páro, pédla ,kaminio, toko, sozínio

Páro, pédla, kaminio, toko, sozínio

Són os água di marosso fechandu u verón

É u poromessa di vida nu teu korassón.


Publicado em 28/09/2025




Uma aventura no Méier

por Carlos Castelo

Rindo do Rio

Hoje, no Rio, aprendi que o Waze, além de aplicativo de trânsito, pode ser uma experiência religiosa.

Chovia. Eu ia de Copacabana com minha filha para o Rock in Rio. O motorista perguntou se podia seguir o Waze. Autorizei. Pouco depois, atravessávamos ruas que me pareceram cenário de filme policial.

— Onde estamos?
— Méier.

Animei-me. Pensei em Millôr Fernandes, nascido ali. Cultura sempre acalma.

— Aqui é tudo Comando Vermelho, patrão — acrescentou ele.

Parei de pensar em Millôr e comecei a pensar em Deus.

O motorista, contudo, estava tranquilo. Contou que sobe morros, entra em comunidades, leva passageiros. No Pavãozinho, descendo de um baile funk, quatro homens de fuzil o pararam. Ele seguia o protocolo: vidros abertos, pisca-alerta ligado.

— Estou deixando passageiro.
— Vai, irmão.

Mais abaixo, dois outros com metralhadoras tornaram a pará-lo. Ouviu-se um tiro. Um deles olhou para o alto. De algum lugar veio o grito:

— Libera que é Uber!

Perguntei se ele não tinha medo dos traficantes.
Riu.

— Deles, não. Tenho medo é da polícia. Vira e mexe inventam alguma coisa e lá se vão cem contos.

Chegamos à Linha Amarela. Ele desligou o Waze e voltou ao aplicativo do Uber.
Deus, por via das dúvidas, continuou ligado.


Publicado em 10/09/2026




Canção do exílio nº 2

por Carlos Castelo

Soneto de quinta

Vai, raspa daqui, grande desatino
Arruma logo as malas, dá no pé
Vai, verdugo dos que te cumulavam
De acordos e diálogos leais

Anda, burguês-funesto, ó, homem-nádegas
Vai, nem que seja pra aqui demorar-te
(Mas sem abrir a tua boca de praga)
Caminha, anda ligeiro, seu profeta

Do infortúnio, intérprete da desgraça
Vai, tua língua maldita há de secar
Como a folha que não viu primavera

Como o campo que o fogo devorou
Quero ver-te, agora e sempre, no exílio
Vai- te embora, Davi - leva o Alcolumbre!


Publicado em 30/04/2026




Aiiiéééééééééiiiiiifsh!

por Vasqs

A famosa borrachinha

Não se assustem, estou tentando criar uma onomatopeia pra um grito estridente de torneira. Pra mostrar como é, mais ou menos, o grito que minha torneira solta, quando abro - 3 mil Hz, notas de Sol7 a Lá7, segundo a IA.

O grito, isso não precisei da IA pra concluir, é provocado pelo desgaste do anel, a famosa borrachinha, causando atrito de metais, seguido desse som ardido e irritante.

Lembra muito o que acontece com nossa, a minha em particular, coluna. Entre uma vértebra e outra tem um disco que acha de envelhecer sempre que a gente envelhece. Daí que as vértebras se tocam, e em se tocando produzem dor, e produzindo dor, produzem grito, nosso, em certos casos muito semelhante ao da minha torneira - 3 mil Hz, notas de Sol7 a Lá7, segundo a IA.

Quando o médico, olhando o resultado dos exames, disse que eu tinha espondilodiscopatia degenerativa, segurei o berro; corri pro elevador, desci 3 andares, atravessei o corredor do térreo, passei pela catraca e, na frente do prédio, na Av. Paulista, aí sim soltei meu grito de torneira, misto de medo e dor:

- Aiiiéééééééééiiiiiifsh!

Mentira, não fiz nada disso. Mas que assustou, assustou.

Espondilodiscopatia degenerativa - recomenda-se não pronunciar na língua do "p" -, só não é maior que inconstitucionalissimamente ,que também assusta mas não dói direto na coluna da gente. É o "desgaste degenerativo dos discos intervertebrais e das vértebras da coluna vertebral", também segundo a IA.

A Av. Paulista é o fiofó do mundo. Ali ninguém se impressiona com nada, ninguém dá a mínima pra nada. Coisas assim, um grito, são comuns, toda hora um maluco grita pra chamar atenção. Estão habituadas, as pessoas, nada mais é inusitado na Av. Paulista.

Pra se ter uma ideia - juro dizer a verdade, vi com esses olhos que a terra há de comer com salsa e cebolinha - uma mulher, uma moradora de rua, caminhando absolutamente nua pela calçada, próximo da Rua Augusta, num horário de almoço, numa sexta-feira.

Alta, magra, esquelética, esturricada, pele queimada. O olhar perdido, mirando o nada, seguia ereta, sem direção, sem consciência de sua nudez, sem consciência sequer de sua existência.

Pois os que cruzavam com ela naquele horário, e eram muitos, em sua maioria a ignoravam. Alguns esboçavam um sorriso sarcástico, outros até estranhavam, mas a maioria seguia embotada, absorta no seu objetivo, fosse almoçar, voltar pro trabalho ou comprar uma capinha pro celular - uma doida a mais, tanto faz, foda-se.

Não os incomodou. Em parte foi bom porque seria hipocrisia, porque também não se incomodariam se ela estivesse vestida, se fosse "apenas" uma moradora de rua como as centenas que transitam por ali.

Por que se incomodariam com meu grito, se o tivesse dado? Ademais poderia nem ser um grito humano, poderia ser apenas o grito de uma torneira sem borrachinha, o que não mereceria sequer atenção de um cãozinho de madame.

O médico recomendou 10 sessões de fisioterapia, pra reforçar a musculatura em volta da coluna. Fiz 5 meses! Não resolveu nada, ainda incomoda, ainda dói a maldita espondilodiscopatia degenerativa.

Próxima encarnação, decidido: volto como torneira. Qualquer coisa, troco a borrachinha.


Publicado em 04/11/2026




O Retrato Oval de Dorian Trump - um terror trash

por Vasqs

No retrato, os cabelos de taturana bezerra

O Salão Oval da Casa Branca tem na parede um retrato também oval. Lá está Dorian Trump , no retrato e no Salão, nele e diante dele. Nele, no retrato, os cabelos de taturana bezerra, os braços cruzados, o peito inflado, varonil, jaz onipotente, olhar perseverante alcançando o porvir - tão próximo, tão logo ali.

Diante dele, do retrato, ele próprio, olhar lânguido, estúpido, apaixonado, beato, admirando-se , devaneando-se .

Nesse momento, no clímax do êxtase narcísico, uma repentina fagulha, deflagrada de dentro pra fora, do mais remoto do seu lúgubre e teratológico abdômen, faz com que Dorian Trump comece a girar como uma broca na ponta da furadeira e a expelir seus monstros interiores. Daquele corpo banhoso e excrescente emanam , como hologramas, o Conde Drácula, o Abominável Homem das Neves, Jack, o estripador, Fredy Kruegger, Adolf Hitler, o Monstro sem o Médico, Joseph Mengele, Netanyahu, Belzebu, etc... que volatilizam-se ao teto do Salão em grotesca, frenética e sinistra coreografia.

Por fim , emerge o coronel Kurtz , direto do coração das trevas, e junta-se aos outros declamando em voz cavernosa seu mantra lamentoso : o horror, o horror...

Então, um súbito colapso, um esgotamento, uma freada abrupta , estremece e arranca Dorian Trump pra outra faixa do espectro eletromagnético do universo, e ele, imediata e metamorfosicamente , incorpora outro personagem: o Incrível Homem que Derretia.

E derreteu, derreteu ,derreteu, até que não sobrou mais que um montinho insignificante, gosmento, alaranjado e fedorento como um miasma.

Enquanto o retrato na parede , por sua vez, permanecia fix, intacto, pétreo e indestrutível.

Ou não.

Entra no Salão o faxineiro Edgar Wilde, abstraído, faceiro, rotineiro, empurrando o carrinho com as tralhas e assobiando Oh querida Clementina.

Sente o cheiro, vê o montinho, aproxima o carrinho, puxa pá e vassoura, recolhe e joga no lixo.

Vira-se e sai. Enquanto faz esse movimento percebe o retrato na parede. Um sorrisinho malicioso brota no seu rosto como quem acaba de ter uma ideia igualmente maliciosa. Olha em volta, a certificar-se de que está só. Vira-se de costas pra o retrato, arria as calças e solta um pum na direção do retrato.

Sai, caminha dois metros, ouve um barulho surdo, clank!, e depois um estilhaço.

Volta, aproxima novamente o carrinho, recolhe os cacos, recolhe o quadro abalroado e joga tudo no lixo.

E sai, agora mais faceiro que entrou, cantarolando uma canção que ele mesmo compôs:
Sou um homem sério
tralalala
Cumpridor dos meus deveres de ofício
tralalala...tralalala...


Lá fora a atmosfera parecia mais límpida e descansada.

Um suspiro fundo e monumental se ouviria do mais profundo da alma ora abrandecida e agradecida do planeta.

Um raio brando de sol banha e ilumina a cidade.


Nota: Tempos depois, a OIT conferiu ao nosso heroi o título justo de O Faxineiro do Século.


Publicado em 11/08/2026




Sweet memories*

por Vasqs

Quando se trata de sexo...

O personagem de O Complexo de Portnoy roubava bifes de fígado da geladeira da mãe e usava para se masturbar. Grande ideia. Philip Roth deve ter sacado essa do seu tempo de moleque. Moleque é um Vesúvio de testosterona, quando se trata de sexo inventa mais que o Thomaz Edison.

1
O Narciso ganhou uma égua de presente da avó. A cidade ainda não sabia se era urbana ou rural, tinha espaço e ruas de terra. O Narciso, 11 anos, subia numa cerca, posicionava a égua e dava um crau no bicho. Diziam que também usava galinhas, porcos e cabras.

A anedota era assim:

- O que você vai ser quando crescer, Narciso?

- Tarado.

Com 15 anos já tinha engravidado uma moça mais velha que ele 8 anos.

2
Também tinha o Tenório, o carroceiro. Orgulhava-se de ter uma minhoca especialmente avantajada. 23 centímetros!, bradava. Dizia que dava nó e chamava os moleques no banheiro pra mostrar, como uma aberração de circo de horrores. Só não cobrava, o preço era a perplexidade dos garotos, fazia bem pro seu ego.

Uma vez o Silvinho levou uma trena.

- 18 cm! - protestou – e não 23!

O Tenório deu um sorrisinho triunfante:

- E você acha pouco?

3
O Sakata tinha dinheiro no bolso, era filho de fazendeiro. Uma tarde apareceu com um pacote de catecismos – mais de 50! -, um quadrinho pornô, espécie de educação sexual da garotada da época. Comprava todos, devia ser o maior comprador de catecismos da cidade. Queria que o Hugo levasse pra casa, emprestaria por quanto tempo quisesse. Seus pais andavam desconfiados.

O Hugo disse: e os meus? Mas levou.

Num mês, já tinha lido tudo.

Até que lá um dia, quando saía do banheiro, tomou uma bronca da mãe e um pescoção do pai, tudo ao mesmo tempo.

Não que tivessem desconfiado, mas pelo tempo que o Hugo ficava no chuveiro, devia ser ele o responsável: a conta de luz estourou naquele mês.



4

Os bailinhos eram chamados de roça-roça. Mesmo o da Igreja. É, tinha um que funcionava no salão da igreja, com rock, Beatles e tudo mais.

Todo fim-de-semana tinha roça-roça na igreja.

Father Mackenzie remendava suas meias enquanto John Lennon, no salão, pecava fungando no cangote da Eleonor Rigby: oh, giiiirl, sffffsh!...

Esses bailinhos eram a contradição do crescei-vos e multiplicai-vos e ao mesmo tempo uma preliminar de quem fosse pro inferno, porque a coisa era mais torturante que o band aid do João Bosco. As moças eram terrivelmente recatadas, quase freiras, de maneiras que crescei-vos, sim, mas multiplicai-vos, nem pensar: só depois de casadas.

Um cinto da castidade invisível e mais resistente que os da Idade Média fazia as vezes de polícia da moralidade: eram os olhos lancinantes (e invejosos) do padre, do pai, da mãe, das tias, do delegado, do juiz, dos vizinhos, e, claro, os onipresentes de Deus.

E afinal eram o que explicava o Narciso, o Sakata, o Tenório, os catecismos pornô...

E muito provavelmente também os bifes de fígado nas mãos do Portnoy.



* Nada é mentira.


Publicado em 07/02/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Escolinha filosófica do professor Platão

por Nelson Moraes

Como morreu Sócrates?

PROFESSOR PLATÃO: Seu Aristóteles!
SEU ARISTÓTELES: (tira um lenço da túnica e o abana) Amado mestre, deixai que a emanação de tua sapiência irradie ondas de virtude intelectual, e que eu seja o glorioso receptáculo delas!
PROFESSOR PLATÃO: (entediado) Tá bom, seu Aristóteles. Me responde: como morreu Sócrates?
SEU ARISTÓTELES: (se paralisa, franze a testa e entorta a boca) N-não... N-não acredito... Sossó morreu? Não! Parece que foi ontem, que a gente, lá na Ágora, fazia um churrasco grego, e ele, líder do grupo "Sossó pra Contrariar", mandava um pagode em homenagem ao Heráclito, "Foi um rio que passou em minha vida, e nele duas vezes eu não posso entrar"... Mas me diz então, amado mestre... Do que morreu Sossó?
PROFESSOR PLATÃO: (impaciente) Mas foi isso que eu perguntei, seu sofista safado! (respira fundo) Olha, eu não devia, mas vou te ajudar. Sócrates morreu porque bebeu ci... Porque bebeu ci...
SEU ARISTÓTELES: (tendo uma epifania) Captei! Captei vossa mensagem, ó prestimoso guru! Sócrates morreu porque bebeu cinco barris de Itaipava, e se desidratou com a diarreia!
PROFESSOR PLATÃO: (desanimado, e dirigindo-se a PTOLOMEU DE ALEXANDRIA) Seu Ptolomeu, me socorra.
SEU PTOLOMEU DE ALEXANDRIA: Pois não, mestre. Sócrates morreu porque tomou cicuta, como sentença por ter atentado contra os costumes atenienses e pervertido a juventude!
(Todos vaiam e jogam pergaminhos amassados em SEU
PTOLOMEU DE ALEXANDRIA. Apesar disso o PROFESSOR PLATAO deixa escapar um "Cabra bom. Queria ter um escriba assim...")
PROFESSOR PLATÃO: (retomando as perguntas) Seu Epicuro! Me defina o atomismo!
SEU EPICURO: Então, professor, vinha eu de Siracusa pra Atenas, quando passei por uma feira e vi uma linda peça em formato esférico, que me lembrou a noção platônica da perfeição no mundo das ideias! Pensei: "Por que comprar, por que não comprar?", e aí comprei, tá aqui, é um presente, aceite de coração!
PROFESSOR PLATÃO: (revira os olhos, numa cara de "lá vamos nós")
Não, era só isso mesmo.


Publicado em 09/11/2025




Do Ovo Como Arma Letal

por Nelson Moraes

Vamos aos casos mais notórios

É notório o risco que o ovo representa como arma, dada à alta letalidade (arma de fogo, se for frito; arma química, se estiver vencido; arma branca, se for de granja) advinda de seu uso em tentativas de homicídio contra políticos. Vamos aos casos mais notórios:

Em 1865 Abraham Lincoln assistia a uma peça, no Teatro Ford, em Washington, DC, quando John Wilkes Booth invadiu o camarote presidencial e atirou um ovo à mancha-roupa na nuca do presidente. Booth na ocasião gritou em latim algo como "Sempre ovos aos tiranos", fugiu e foi localizado dias depois, em um – óbvio – celeiro, na Virgínia, escondido no meio das galinhas, provavelmente em busca de munição para novos atentados.

Em 1914 a comitiva do arquiduque Franz Ferdinand, em visita a Sarajevo, foi alvejada a ovos por Gavrilo Princip, que sempre detestou as menções feitas pelo arquiduque à personalidade forte das mães sérvias – menções que, por conta da língua presa do estadista, soavam em servo-croata como "galinhas poedeiras". Os ovos atirados por Princip, como forma de sarcástico protesto, não combinaram com o impecável branco da farda de gala do arquiduque, o que deu início à Primeira Guerra Mundial.

Em 1963, John F. Kennedy, em visita a Dallas, no Texas, passeando em carro aberto, foi atingido na cabeça por vários ovos disparados por Lee Harvey Oswald, capturado pouco tempo depois graças às manchas de gema em seu avental - apesar dele jurar que evitava ovos por conta do colesterol. A perícia provou que os ovos vinham da granja de Jack Ruby, um dono de boate em Dallas, que criava galinhas com fins eleitorais. No caso, candidatá-las ao Congresso pelo Partido Republicano.

No Brasil o uso de ovos em atentados fatais contra políticos é marcado pela polarização. Há quem defenda a cartela com doze e há quem prefira a cartela com trinta.


Publicado em 28/09/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.