CRÔNICAS


Xou de Ilariê

por Carlos Castelo

E la nave va

São Paulo já viu de tudo. Influencer fotografando café frio, coach vendendo prosperidade parcelada e restaurante cobrando pela experiência de comer espuma temperada. Faltava apenas a nave da Xuxa descer do teto de um estádio. Porque até a nostalgia hoje precisa de efeitos especiais.

O show foi anunciado como despedida. Convém desconfiar. No entretenimento, despedida é como liquidação de loja: sempre aparece outra na semana seguinte.

Xuxa também avisou que não é cantora. A plateia nem piscou. Nunca foi esse o ponto. Quem vive de nostalgia não exige afinação; só quer reconhecer a versão antiga de si mesmo.

Enquanto telões despejavam florestas artificiais e discursos “edificantes” se alternavam com coreografias infantis, o público fazia o que realmente importava: dançava. Talvez seja esse o último luxo disponível num mundo que transformou até a memória em ativo financeiro.

O curioso é que a nave de Xuxa não conduziu ninguém para o futuro. Fez o contrário. Levou milhares de adultos para um tempo em que a maior preocupação era cantar "Ilariê".

Em última análise, crescer é inevitável. Mas recomprar a infância nunca custou tão caro.


Publicado em 28/07/2026




Quanto mais Vorcaro, melhor

por Carlos Castelo

222 milhões em nome do amor

Em 2023, Daniel Vorcaro não ofereceu apenas uma festa de noivado, mas a demonstração de um pavão abrindo a cauda diante de um público perplexo.

Durante cinco dias, Taormina foi submetida a uma tempestade de notas musicais, taças tilintando e cifras tão gordas que deviam ter CEP próprio.

Os artistas desfilaram como constelações: Coldplay cantando para uma plateia que talvez estivesse ocupada demais calculando o preço por refrão; Bocelli soprando emoção sobre convidados blindados contra qualquer sentimento que não rendesse dividendos; David Guetta convertendo euros em decibéis com a eficiência de um banco suíço.

Todos esses 222 milhões de reais gastos num evento, claro, em nome do amor. Enquanto isso, o Mediterrâneo observava em silêncio milenar, como um garçom cansado que já viu impérios inteiros lhe deixando gorjetas.

No fim, resta a pergunta: foi uma celebração do romance ou apenas a prova definitiva de que o dinheiro, quando entediado, começa a cantar?


Publicado em 12/03/2026




Sexto lugar

por Carlos Castelo

Premonições

Começou a Copa e, como manda a Constituição, todo brasileiro é obrigado a dar um palpite. O meu: o Brasil termina em sexto lugar. Por que sexto, exatamente? Porque sexto é o número da estrela que não vem. Há uma simetria nisso que a FIFA ainda não estudou.

Explico. Ou finjo que explico, que em matéria de Copa dá no mesmo.

Primeiro: o Brasil entra em campo carregando duas malas. Numa vai o talento, na outra a expectativa. A primeira passa fácil pela alfândega. A segunda paga excesso de bagagem desde 2002.

Segundo: o futebol virou ciência exata praticada por gente imprevisível. O adversário estuda vídeo, estatística, mapa de calor. Sabe com que mão o nosso ponta amarra a chuteira e o que ele jantou na véspera. Nós, em compensação, seguimos fiéis ao método tradicional: gritar com a televisão. Dizem que não altera o resultado. Mas não está provado.

Terceiro: existe uma lei não escrita das Copas, segundo a qual a distância entre a sexta estrela e a camisa é diretamente proporcional à pressa da imprensa em costurá-la. Em 2026, começaram a costurar em março.

E há o fator emocional. O brasileiro passa quatro anos treinando para sofrer no mata-mata. Quando o jogo vai para os pênaltis, o coração do torcedor já entrou em prorrogação antes de a bola rolar. São duzentos milhões de corações em prorrogação simultânea. Cientistas ainda não mediram o efeito disso sobre a trave, mas a trave sabe.

Por tudo isso, aposto numa queda nas quartas, nos pênaltis, para um país que joga de azul. E num honroso sexto lugar: colocação perfeita, aliás, porque não existe cerimônia para ela. Ninguém sobe ao pódio em sexto. Ninguém desce, também.

A colocação não será por falta de qualidade do Brasil. Talento nos sobra. Mas em Copa do Mundo a mestria é só o ingresso. O espetáculo é dirigido pelo acaso, pela pressão e por aquela bola teimosa que, podendo entrar, prefere conhecer a rede pelo lado de fora.

Mas há um consolo. Como sabe todo palpiteiro experiente, a função principal de uma previsão esportiva é estar errada. Se o Brasil for campeão, guardem este texto: será a prova definitiva de que eu nunca deveria trabalhar com o futuro.

Aliás, com o presente eu também não tenho me dado muito bem.


Publicado em 11/06/2026




Listas que ninguém pediu

por Carlos Castelo

Uma tentativa desesperada de fazer um inventário da vida.

15 maneiras de perder a vontade de viver antes do Fantástico

1. O domingo começa com uma promessa: “hoje eu vou descansar.” Cinco minutos depois, você está lavando louça.
2. Há um silêncio peculiar no domingo. Não é paz, é uma pausa tensa. Como se o universo inteiro estivesse esperando o Fantástico começar para poder desistir junto.
3. O almoço é o mesmo desde sempre: frango de padaria, arroz, maionese e você dizendo “segunda começo a dieta.”
4. Depois do almoço, há uma queda de energia coletiva. Não é apagão, é o Brasil inteiro entrando em modo hibernação.
5. O sofá vira uma espécie de divã. Você se deita e pensa em todas as decisões de sua vida, inclusive o fato de ter comprado um tapete bege.
6. Às 15h, o tempo dobra. Você olha o relógio, são 15h17. Olha de novo duas horas depois, ainda 15h17.
7. O cachorro late sem motivo. Provavelmente sentiu o peso existencial do domingo e quis participar.
8. As redes sociais estão vazias. Só tem um primo compartilhando versículos e uma tia vendendo tapete de crochê.
9. A tarde de domingo sopra no seu ouvido: “você devia estar lendo um livro, mas eu sei que vai ver reality show.”
10. A vontade de fazer algo útil aparece às 18h. Às 18h05, você desiste.
11. O Fantástico toca a vinheta e o Brasil entra em modo melancolia. É o hino não oficial da desesperança.
12. O jantar é indeciso: não é refeição, é um lanche com crise de identidade: pão, queijo, e um copo de leite morno.
13. O banho de domingo é filosófico. Você fica olhando para a parede, pensando se deveria ter sido funcionário público.
14. Quando a noite cai, a alma entra em reboot. Você começa a procurar sentido na gaveta de meias.
15. E então, como num ritual, você olha para o teto e faz a mesma pergunta de todo domingo: “por que a segunda vem tão depressa e o sábado demora tanto para voltar?”


Publicado em 09/11/2025




Papo de galinha

por Vasqs

Lá até o frio é comunista. E nem tem Brad Pitt

Duas galinhas cacarejam enquanto ciscam e ciscam enquanto cacarejam. Uma formiguinha, cócó, uma minhoca, cococó. O papo vai longe.

- Na frente de uma livraria tem uma réplica da Mafalda.
- Não conheço.
- Personagem do Quino, Susana.
- Não conheço.
- Uma criança prodígio, incrível, uma pensadora.
- Comunista?
- Todo mundo quer fazer selfie com ela.
- Esse Quino é comunista?
- Não sei, era um gênio criativo.
- O que a Matilda pensa?
- Mafalda. Matilda é outra, uma que gosta de ler.
- Outra comunista.
- A Mafalda tem uma visão crítica da sociedade, do mundo, da vida...
- Não falei? É comunista... Sabia que minha sobrinha vai se casar?
- Não diga, parabéns!
- Vai passar a lua de mel em Miami.
- Que chique.
- 15 dias! É meu sonho que ela realiza.
- Quando?
- Em agosto. Vão passear na Disney.
- Ver o Mickey, que massa!
- E acho que vão visitar as rachaduras de San Andrés.
- "Falhas". E estão na Califórnia.
- Sou fissurada nisso, outro sonho meu...
- Em falha geológica, Susana?!
- E na Disney, sou fissurada na Disney. E em Hollywood. Pensou, Virgínia, uma selfie com o Brad Pitt?!
- Não me faz o gosto.
- Falar nisso o noivo se parece com ele, um príncipe! Tem até carro!
- Puxa!
- Outro sonho meu.
- Um carro?
- Um príncipe. Com carro. E você, pra onde gostaria de ir?
- Hum... talvez Espanha... talvez Rússia.
- Rússia? Que tem lá além de comedores de pintinhos?
- Comunismo de novo... Acabou faz 30 anos. Já tem até MacDonalds.
- Você acredita nisso?
- E tem a Transiberiana.
- A Transilvânia fica lá?
- Transiberiana. Sete dias viajando de trem, de leste a oeste. Que emocionante deve ser!
- Que atraso deve ser. Dez dias num trem!
- Sete. Eles têm uma cultura pródiga, Susana, secular! Dostoievsky, Tchaicovsky ,Kasparov, Gagarin, Sharapova, o Bolshoi, Einseintein...
- O da língua?
- Esse é o Einstein.
- E um frio dos diabos.
- Isso eu concordo.
- Lá até o frio é comunista. E nem tem Brad Pitt.
- Magina, ator ruim tem em todo lugar.
- Já encomendei pra minha sobrinha um secador, uma chapinha, uma escova modeladora, 4 bolsas e um air fryer, ... Tem air fryer na Rússia?
- Se tiver, não com esse nome.
- E um ativador de cachos, um triturador,... Quer alguma coisa? Tem minhocas em conserva, pedi 10 caixas .
- Processadas, industrializadas? Não, obrigada...Epa! falar nisso, achei uma! Uau, que suculenta. E totalmente orgânica!
- Puxa, que sorte... Ih,...ouviu? Meu galo tá cantando... Tenho que ir, se ele chega e não tem o que comer, tô depenada.
- Leva essa minhoca.
- Posso? Nossa, você é muito generosa.
- Nada, é bom dividir.
- Obrigada, Deus lhe pague.
- Tem diquê não, depois você me empresta o air fryer.
- Hã? Ah...Tchau, Virgínia.
- Tchau, ...papafrita.


Publicado em 25/07/2026




A Nora, o cachorro da Nora, os namorados da Nora e o adestrador

por Vasqs

A nova paixão também não durou

A Nora tinha um cachorro. A Nora também tinha um namorado. O cachorro não gostava do namorado da Nora. A Nora contratou um adestrador pra fazer o cachorro acostumar-se com o namorado. Já que ainda não existe adestrador de namorado.

Pouco tempo depois, quando o cachorro já estava amiguinho do namorado, o namorado caiu fora.

A Nora tinha dotes fisicos e intelectuais exuberantes e logo trouxe outro namorado.

Pro outro namorado também foi preciso o adestrador, pra estreitar laços de amizade dele, o namorado, com o cachorro que o estranhava.

A nova paixão também não durou. Foi, como disse um dia o Geraldo Vandré, breve como a perdida flor. E ele, o namorado, se foi.

Logo a Nora se deixou cair por outro, um carioca que morava na Rua Vasco da Gama, 507, no Brás, e que se disse louco por cachorros só pra seduzí-la.

Mas como o cachorro não era louco por namorados da Nora, a história se repetiu. E toca o adestrador entrar em cena de novo e aproximar os dois.

Só não foi o bastante, a aproximação, pra mantê-los, ela e o namorado, aproximados por muito tempo. O caso foi breve também, dessa vez breve como banho num dia frio de 7 graus.

Assim se sucedeu 3, 4, 5, 6 vezes: entra namorado, cachorro estranha, entra adestrador, sela acordo de paz, sai namorado.

Maldito cachorro, malditos namorados.

Belo dia, quando o último namorado vazou, a Nora teve um lampejo perfeito pra um final feliz.

Em vez de procurar outro namorado, sabem o que ela fez? Deu jeito de namorar o adestrador.


Publicado em 11/05/2026




Leitor quer é porrada

por Nelson Moraes

Murro no olho do autor dá mais engajamento

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre o Garcia Márquez e o Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a literatura diferenciada nem sempre consiste num soco no estômago do leitor: murro no olho do autor dá mais engajamento), é porque nunca soube de outros casos, tão mais cabeludos quanto abafados, também envolvendo literatos.

Por exemplo, o beliscão nos mamilos que o Machado de Assis tomou do Gregório de Mattos, e que fez o Bruxo do Cosme Velho sair dando pulinhos em ziguezague pela calçada do Forte de Copacabana gritando “Bof quoi, dis donc, fait chier!”. Segundo fofocas, o fato de nunca terem sido contemporâneos – com quase um século e meio dividindo os dois – deve ter sido a causa do desentendimento: se já nunca tinham se falado antes do incidente, aí é que não voltaram a conversar.

Outro caso foi o demorado pisão no pé que Ernest Hemingway tomou de F. Scott Fitzgerald, num baile em Fresno. Segundo Hemingway, foi porque Fitzgerald não suportava os “therefore” que ele tinha enfiado indevidamente em “O Sol Também se Levanta”. Segundo Zelda Fitzgerald, foi porque Hemingway tirou Fitzgerald pra dançar. E segundo Fitzgerald, o décimo-quinto Martini estava ótimo e ele não se lembra de mais nada.

Houve também o caso de Fernando Pessoa, que uma vez se trancou no banheiro de uma tabacaria no Ribadouro, em Lisboa, e quem encostou o ouvido na porta acompanhou o tenso diálogo que culminou em Alberto Caieiro enfiando o dedo no olho de Ricardo Reis.

Como não se lembrar também de Lord Byron e Mme. de Stäel, que chegaram a trocar cusparadas, tufos de cabelo e pedaços de unha – e tudo isso por correspondência?

Por fim, não pode ser esquecido o caso de Norman Mailer, que, depois de ter se pegado com um crítico literário do New York Times – e também escritor –, foi a um bar com um míssil Tomahawk BGM-109 enfiado nas costas. Quando os amigos, depois de vários rodeios, com muito jeitinho apontaram o fato, ele teria virado um gole de bourbon e dito: “Vocês precisavam ver como o outro ficou.”

Voltando lá no início, há quem diga que na briga do Vargas Llosa e do Garcia Márquez tinha uma mulher no meio. Felizmente ela se desviou bem na hora.


Publicado em 01/07/2026




Mineiríssima franqueza

por Nelson Moraes

Se eu fosse você tirava umas férias dessas crônicas

Cada vez mais me convenço de que um texto presta ou não presta dependendo só das circunstâncias. Tem essa história aí do Fernando Sabino e do Otto Lara Resende (causos de política, literatura e alcova do século vinte que não envolvam o Otto deveriam ser banidos da memorabilia da crônica brasileira. E censor é a mãe).
Dizia o Sabino que, no dia seguinte à publicação de uma de suas crônicas semanais no Jornal do Brasil, recebeu um telefonema do Otto:
- Olha, se eu fosse você tirava umas férias dessas crônicas. A de ontem estava de amargar.
Suscetível ao parecer dos amigos, ainda mais expresso com tal e mineiríssima franqueza, o Sabino suspendeu sine die a condição de cronista semanal. Avisou ao jornal que tiraria um ano sabático, passou a dedicar-se a outros projetos – consta inclusive que chegou a esboçar o roteiro de O Encontro Marcado pro Joaquim Pedro de Andrade dirigir, mas a versão carece de fontes –, e a vida foi seguindo.
Muito tempo depois ele volta, sentindo-se revigorado, e reassume seu espaço semanal no JB. Semanas, meses, semestres voando e um dia, tchans – deu branco. A crônica sairia no dia seguinte e não lhe ocorria assunto algum. Mexe na gaveta, remexe, e ele dá com aquela, a danada, vilipendiada pelo Otto. Não pensou muito. Nas palavras dele, “tapei o nariz, mandei para o jornal e fosse o que Deus quisesse”.
Dois dias depois adivinha quem liga pra ele?
- Ei, queria te parabenizar – disse o Otto. – Voltou em grande forma, viu? A crônica estava ótima.
Sem saber o que dizer, borbulhando de indignação e pensando no tempo todo em que se impusera a sanção da mordaça por conta da opinião do outro, o Sabino soltou os cachorros. Que aquela era a mesma que o Otto execrara, que por causa dela ele achou que não soubesse mais escrever, que isso, que aquilo etc etc.
E o Otto, sereno:
- Uai. Agora eu gostei muito. Ou ela melhorou ou eu piorei.


Publicado em 21/02/2026




AGENDA

Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




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O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.