CRÔNICAS


Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

RETRATO

Ela sorri.

Mas os olhos
chegaram antes
à tristeza.

A boca
ainda não sabe.


Publicado em 16/08/2026




Invasão ao Império da Folia

por Carlos Castelo

Mais uma guerra, em breve

Depois de olhar para a Venezuela e sonhar com a Groenlândia, Trump resolveu mirar num território ainda mais estratégico: o Império da Folia, do rei Momo. Pois é. Ele quer assumir o Carnaval. Nem que seja por quatro dias.

Segundo fontes, o plano é simples: trocar a coroa do Momo por um boné do Maga, revisar os sambas-enredo para ver se tem conteúdo ideológico e criar uma força-tarefa para fiscalizar excessos de libidinosidade. Porque se dá para negociar minerais raros, por que não negociar abadás?

Rei Momo teria recebido a proposta com um sorriso diplomático e um passo de samba. Aceita conversar, desde que a reunião seja num camarote, com feijoada incluída. Trump, dizem, perguntou se o desfile poderia ser convertido em parada militar "com mais ritmo e menos pluma".

Mas há um detalhe que escapa a qualquer estrategista: o Carnaval não se conquista. Ele acontece. É um império temporário onde todo mundo reina, ninguém obedece a nada e qualquer decreto vira marchinha.

No fim, se a tal invasão ocorrer, o máximo que pode acontecer é o conquistador sair coberto de glitter. Afinal de contas, no Império da Folia, o único muro que se constrói é de caixas de som.


Publicado em 19/02/2026




Biografias Possíveis: Romero Britto

por Carlos Castelo

Nada se perde, tudo se transforma em Suvinil e souvenir.

Dizem que o talento nasce do sofrimento, da miséria, da dor existencial. Mas Romero Britto, ao que tudo indica, nasceu de uma overdose de luminosidade. Sua biografia, se escrita em tons pastéis, não seria fiel à verdade: deve ser contada em magenta, ciano e uma quantidade indecente de amarelo gritante.

Natural de Recife, onde as sombras têm medo de aparecer, o pequeno Romero começou sua carreira desenhando em papelão, talvez por falta de tela. Ou porque já pressentia o espírito lavosieriano que o acompanharia ao longo da vida: "Nada se perde, tudo se transforma em Suvinil e souvenir."

Com o tempo, Britto entendeu que a arte podia ser uma ponte entre o sublime e o comercial. Picasso dizia que demorou uma vida para pintar como uma criança; Britto fez o caminho inverso. E ainda vendeu sua marca para executivos da Disney. Sua estética conquistou aeroportos, consultórios odontológicos, churrascarias e o coração de quem acha que alegria é algo que deve ser pendurado na parede.

Em Miami, encontrou seu paraíso. Abriu ateliê, virou ícone pop, e logo suas obras começaram a se multiplicar como gremlins. Há quem diga que, se você deixar uma tela branca e uma lata de tinta ao lado de uma reprodução de Britto, no dia seguinte ela acordará autografada.

A arte de Britto é tão otimista que pode fazer um deprimido sair cantando É Preciso Saber Viver diante de seus quadros. O mundo pode estar em ruínas, mas, enquanto houver um Britto emoldurado na recepção de um banco ainda haverá a esperança de que os assaltos serão animados.

Críticos o acusam de superficialidade, de transformar o cubismo em cubo mágico. Mas ele responde com um sorriso Pantone 102 C: “a arte deve fazer as pessoas felizes”.

Hoje, Romero Britto é um símbolo da arte globalizada, da estética prêt-à-pendurar, do otimismo como produto de exportação. E, se um dia inventarem o Paraíso dos Artistas, é provável que ele pinte as nuvens de bolinhas, borde uma cachoeira multicolorida nas auréolas e transforme o inferno num happy hour coloridíssimo e com drinks tropicais.

Em essência, se o mundo é cinza, sempre haverá alguém disposto a vender-lhe um pedaço de satisfação: em edição ilimitada, numerada, e ao lado de um bichano gargalhando.


Publicado em 16/10/2025




Agrément

por Carlos Castelo

Quebra-quebra na chancelaria

Fiquei sabendo que o visto de uma embaixadora brasileira nos EUA foi revogado porque a aprovação de um embaixador americano demorou por aqui. Ora, se toda fila justificasse uma vingança, o SUS declararia estado de sítio antes das cirurgias eletivas.

Os diplomatas garantem que dois ou três meses é o tempo normal. Mas a palavra normal, ao que parece, tornou-se uma provocação a Donald Trump. Se continuarmos nesse ritmo, daqui a pouco um atraso de menstruação será considerado declaração de guerra aos Estados Unidos.

Os governos adoram dizer que tudo segue protocolos. Protocolos são documentos inusitados: ninguém os lê, mas a maioria jura que os respeita. Quando deixam de acatá-los, chamam isso de firmeza. É uma palavra bonita para dizer “mudei de ideia sem avisar”.

O mais curioso é que todos afirmam agir em nome da cordialidade. Nada supera a delicadeza de um gesto hostil acompanhado de um sorrisinho. É como oferecer uma sobremesa flambada a alguém depois de incendiar sua sala de jantar.

Chamam isso de política externa. Eu chamaria de briga de condomínio com passaporte diplomático.


Publicado em 05/08/2026




Desabafo ou A ética sacripanta dos marqueteiros

por Vasqs

Arcabouço mercadológico projetado

Passei por um funcionário de um supermercado, devidamente uniformizado, encostado num poste - ele, não eu; eu, se passava, não poderia estar encostado num poste - amassando, ele, um copinho de água e me disse boa tarde. Mais à frente, uns 10 metros, outro, esse fumando, também me desejou boa tarde.

Minha vontade foi de mandá-los se ferrar - reajam, seus bundões submissos! - mas sou daqueles sensíveis às humanidades, ademais era um domingo e puta que pariu como é foda que um sujeito tenha que trabalhar num domingo e ainda ter que dizer boa tarde a quem passa! - apenas respondi educadamente boa tarde.

Então me lembrei dos marqueteiros, essa gente de palha, que, ao contrário, pouco se dá às humanidades, tampouco se lixa que trabalhem os empregados, não seus filhos, não suas esposas, não seus netos, aos domingos, feriados, nas madrugadas, estejam eles sãos, de perna quebrada ou com febre de 40°.

Nos supermecados e lojas é até comum ver os empregados, obrigados pela fecunda criatividade dos marqueteiros, a usar touquinhas de Papai Noel, quando da época do Natal. Já vi, juro, até vestidos com orelhinhas de coelho, nas proximidades da Páscoa.

Tem quem vista seu cachorrinho com roupinhas graciosas, lençinhos do time de futebol, sapatinhos,... Mas cachorrinhos são bichos, pode-se fazer com eles o que quiserem, até comer - os bichos, não os cachorrinhos. Os bezerrinhos, carneirinhos, cabritinhos, porquinhos, afinal , já nascem e são criados pra isso, pra materializar receitas saborosas que existem antes mesmo de eles nascerem.

Empregados são empregados, mas não são bichos, não são cachorrinhos, embora os marqueteiros nunca considerem essa hipótese.

Torcedores, encapsulados na sua paixão e na sua inocência, pagam uma fortuna pra ser outdoor ambulante, tipo homem-placa, comprando e vestindo e saindo por aí com a camisa do clube, que traz estampada a marca de um produto em letras garrafais. O próprio clube é hoje um grande produto, e o jogador creditado nas costas, também.

E vestem, os torcedores e também os "pagãos ", os que não torcem pra nada, roupas, calçados e bonés do clube, e de um banco, e de uma marca de desodorante, e não cobram um centavo pelo tempo de uso, ao contrário, pagam, e caro: uma camisa do clube predileto não sai por menos que $300.

Não xingaria ninguém, os funcionários do supermercado cumpriam ordens, que sorrissem e cumprimentassem como papagaios, qualquer um que passasse, mesmo que não fossem fregueses, um dia poderiam ser, em potencial já eram. O comportamento era mais uma obra brotada do cérebro iridescente e da ética sacripanta dos marqueteiros, e, por assim dizer, parte do arcabouço mercadológico projetado por eles.

Um dia vão trabalhar, os funcionários, como cosplay de garrafa de refrigerante, de lata de sardinha, de pote de iogurte, de tubo de detergente contaminado.Todos sorrindo e dizendo boa tarde.

Não xingaria ninguém, a não ser essa gente pulha, chamada marqueteiros, que vive de burlar as leis abolicionistas e de humilhar em nome do pai, do filho e do lucro santo.

Pergunto o que o marqueteiro acharia de ver a mãe, a dele, como boneco biruta, braços erguidos, rebolando a bunda na frente da borracharia.

Nada, ele responderia. Eu vendi ela faz tempo.


Publicado em 17/08/2026




A Copa de 58, a Bossa Nova e o Quase

por Vasqs

João Gilberto prepara-se para bater o pênalti!

Ao contrário do que se diz, tudo acontece por acaso. E quando acontece, quase não acontece. As coisas são o que são, mas quase não são. Isto é, se o espermatozóide que o gerou, amigo, tivesse parado pra amarrar o cadarço, babau, você não seria você. Seria outro mais bonito, ou feio que nem o Erling Haaland, mas não você. Quer dizer o seguinte: um sopro pra um outro lado qualquer pode mudar completamente o rumo de uma história. Uma aragem diferente poderia, por exemplo, ter levado o João Gilberto a nascer em Três Corações e o Pelé a nascer em Salvador. Pensou?! Talvez isso mudasse tudo, talvez mudasse nada e estaríamos do mesmo modo lembrando sempre da Bossa Nova e da Copa de 58, essas duas joias da cultura nacional geradas no ano santo de 1958.

Mas, e se mudasse... quase tudo?

- Atenção torcida brasileira! João Gilberto prepara-se para bater o pênalti! Silêncio no Maracanã. Ele caminha lentamente para a bola, olha pro goleiro, vai bater, ...
- Psiii!
- Que foi, Tião?
- Ele quer silêncio absoluto. Tá apontando pra arquibancada, parece que tem um sujeito mastigando lá em cima!
- Que imprudência!
- Pronto, agora sim, o silêncio foi restabelecido.
- João Gilberto toma posição, o juiz apita, lá vai ele...Epa, parou de novo!
- Ele quer o apito dissonante, Valdir!
- O juiz apita de novo, agora vai. João afasta-se, segue para a bola, atenção!, dá uma paradinha, o goleiro cai....É gooo...
- Psiii! , narra baixo.
- Gol! A bola passou pela linha e foi parar no fundo da rede. Gol! A torcida bate palmas, pede bis. João Gilberto deixa o gramado, não dá entrevistas. Que enorme ingratidão. Volta pra clausura do apartamento. Termina o espetáculo, a tardinha cai...
- Psiii!
- Porra, Tião, não enche o saco!

UPI - Nova Iorque. O ídolo da bossa-nova, Edson Arantes, o Pelé, apresentou-se ontem no Carnegie Hall, onde cantou desafinado Chega de Saudade pela milésima vez. A platéia canarinha foi ao delírio. Pelé se emocionou. Chorou ao se lembrar dos tempos de Ipanema e dedicou a canção às criancinhas sentadas na calçada de canudo e canequinha fazendo bolinhas de sabão. Foi mais uma vitória do escrete bossa nova na luta pelo reconhecimento da nossa música lá fora. Os concertos seguirão por toda a semana. Música na veia todos os dias. Amanhã será a vez de Mané Garrincha. Depois virão Didi, Váva, Nilton Santos,...


Publicado em 12/07/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026




Perdeu, otário!

por Nelson Moraes

Agora o crime organizado vai ter gabinete.

– Perdeu! Perdeu, otário! Vai passando, rapidão!
– Calma. Leva, mas não atira. Eu tenho esse celular, o relógio e cinquenta reais na carteira, que...
– “Não atira?” E eu lá tô armado, ô vacilão? Tu viu algum berro aqui comigo? Tô só falando pra tu passar!
– Er. Passar o quê?
– Vergonha, raiva, arrependimento! E rapidão, porque se deixar pra depois tu esquece!
– Esqueço o quê?
– Tu viu que a Câmara aprovou a PEC da Blindagem?
– Ah, sim.
– “Ah, sim”? “Ah, sim?” Agora o crime organizado vai ter gabinete lá dentro, gozar de impunidade, sem ninguém incomodar, e tu me vem com “Ah, sim”?
– Sabe como é, né.
– Sei como é não, otário. Me explica!
– Er. Sei lá.
– Ah, desisto. Tu já esqueceu mesmo. Vai circulando então, mané. Vaza, vaza! E ó: não olha pra trás, hein!
– Por quê?
– Tu já não enxerga um palmo adiante do nariz, se olhar pra trás aí é que fudeu.


Publicado em 21/09/2025




AGENDA

Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.