CRÔNICAS


Ludismo

por Carlos Castelo

Sobre IA em cartuns

Dizem que, lá no início do século XIX, durante a Revolução Industrial, um sujeito chamado Ned Ludd decidiu que máquinas eram más companhias. Seus seguidores (os famosos luditas) saíam à noite quebrando teares como quem protesta contra spoilers de série: com paixão, mas atrasados para impedir o inevitável.

Avançamos dois séculos e cá estou eu, roteirizando cartuns (@meus_castoons), trabalhando com uma IA que desenha melhor do que eu jamais desenharia. Escrevo o roteiro, ela ilustra (conforme minhas indicações), e juntos produzimos algo que faria um ludita pedir um martelo na hora.

Alguns colegas torcem o nariz, como se cada traço digital fosse um golpe mortal na Arte (com A maiúsculo). Imagino-os marchando rumo a computadores equipados com Chat GPT na mesma energia com que os ingleses marchavam contra teares mecânicos.

Talvez o erro não seja usar máquinas, mas subestimar a inevitabilidade delas. Infelizmente, o fantasma de Ludd ainda ronda. Só que agora a bronca é contra a IA.


Publicado em 28/04/2026




Ninfas e veneráveis senhores

por Carlos Castelo

O jornalismo por assinatura no Brasil virou um espetáculo de auditório.

O jornalismo por assinatura no Brasil virou um espetáculo de auditório: falso e coreografado para parecer espontâneo.

O noticiário conta duas alas principais: a das ninfas do teleprompter e a dos patriarcas da passagem de pano.

As ninfas possuem rostos jovens, dentes que brilham mais que o próprio estúdio e anunciam guerras, corrupção e pedofilia com o mesmo timbre que usariam para sugerir um novo sabor de iogurte. A tragédia é apenas uma pausa incômoda entre dois closes perfeitos. O importante não é o conteúdo, mas a prova de que a maquiagem sobreviveu a mais um bloco.

Na outra ponta, os veneráveis senhores: vozes graves, sobrancelhas arqueadas, ares de sabedoria. São os sacerdotes da contextualização. Diante de uma traição à pátria, explicam que “é preciso entender as complexidades do processo”; frente a uma censura explícita, murmuram que “é uma adaptação necessária às circunstâncias”. São como tapeceiros de luxo: o escândalo entra manchado de lama, sai perfumado e dobrado com fita de seda.

Assim, o jornalismo televisivo deixou de ser o cão de guarda da democracia para virar um poodle tosado em pet shop de shopping. Não morde, apenas abana o rabo quando o dono da emissora acena com um biscoitinho. O espectador, por sua vez, não parece incomodado. Liga a TV para ser embalado, não desafiado. Quer ver sorrisos simétricos e ouvir justificativas confortáveis. E isso o jornalismo de hoje entrega com eficiência cirúrgica.

O resultado é simples: em vez de notícia, recebemos anestesia; no lugar de análise, maquiagem; ao contrário de jornalismo, novela mal escrita.

E é nesse cenário de novelas mal ajambradas que o cinema brasileiro decidiu dar sua contribuição. O diretor Bruno Barreto, talvez inspirado pela dramaturgia ensaiada dos telejornais, resolveu que o país precisava de mais uma cinebiografia. E qual personagem escolhido para virar drama de duas horas? Miriam Leitão. Sim, a musa dos editoriais mornos de economia

E não será qualquer Miriam Leitão. Será uma Miriam Leitão interpretada por Sônia Braga. Aquela mesma, de “Gabriela”, de “Dona Flor”, de “Aquarius”. A atriz que entusiasmou Hollywood e Cannes agora vai colocar um tailleur bege e se emocionar ao falar de taxa Selic. É como chamar o Tom Cruise para estrelar um tutorial do imposto de renda Pessoa Física.

Se a ideia era criar empatia, Barreto acertou em cheio: afinal, nada como transformar uma jornalista que representa a voz mais conservadora da elite econômica em protagonista trágica. Porque todo país precisa de seus heróis. Uns têm Mandela, outros têm Gandhi, o Brasil terá Miriam Leitão.

E já imagino a divulgação do longa:

— Do diretor de Dona Flor e Seus Dois Maridos, vem aí Miriam Leitão e Seus Dois Indexadores.


Publicado em 07/10/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

GAROTA DE ITAQUERA

Olha que mina mais foda
Jogando essa bunda
Tão cheia de marra
Rebola sem medo
Num puta balanço
Espetacular

Ela não anda, ela quica
O rêgo pra fora
Depois, ela empina
E, quando ela passa,
Geral fica olhando
Ela é de matar

Ah, mas se ela soubesse
As treta que ela provoca
Até o DJ enlouquece
Quando vê essa dança maluca
Fode geral
Nossa cuca

Cada bundada é um soco
Sem freio, sem culpa
Ela mostra os peito
Provoca muvuca
Mas ela não liga
Quer mais é dançar


Publicado em 12/04/2026




Marketing médico

por Carlos Castelo

Novas tendências

Na minha cândida opinião, os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro praticam menos medicina do que uma espécie de alquimia ideológica. Uma mistura de cloroquina e diagnósticos passados de modo afetado e grandiloquente.

O curioso é que a cada nova internação, o paciente parece gozar de uma saúde péssima: “quadro instável”, “responde sofrivelmente ao tratamento”. Tudo isso para um ex-paraquedista com histórico de atleta.

Não seria mesmo o caso de uma investigação? Não apenas sobre os laudos, mas sobre o teatro que se faz em torno deles. Por que sempre no momento político exato? Por que esses boletins tão pessimistas que mais parecem notas oficiais da ONU sobre Gaza?

O Brasil carece urgentemente de vergonha. E, no mesmo pacote, de um prontuário sobre o Messias que não seja redigido pelo marqueteiro de campanha.


Publicado em 08/01/2026




Apelidos

por Vasqs

Todo mundo vai ter apelido um dia

O garoto ia jogar. Time da vila versus time de outra vila. A familia toda veio pra assistir. O pai, a mãe, a vó, o vô, outra vó, outro vô, e a tia.

Mal começou o jogo, o garoto meteu um drible no adversário e fuzilou pro gol.

- Goooool, gritaram todos da familia, e levantaram e até fizeram ôla. E gritavam: Sardinha! Sardinha! Sar-di-nha!

Sardinha era como chamavam o Gersinho, que desde bebê tinha sardas nas bochechas.

O garoto no campo estacou, olhando espantado pra familia. Passaram a bola pra ele e ele nem viu. Outro gritou, presta atenção !

A familia continuava eufórica: Sardinha, Sardinha!

Até perceberem o garoto parado no meio do campo. Que foi? Que houve com ele? Por que olha assim pra gente?

O garoto ergueu o braço, fechou ainda mais a cara, fechou a mão erguendo apenas um dedo e apontou pra família.

Em casa, chuva de repreensões.

- Onde aprendeu isso?!, diz a mãe.

- Gesto obceno!, diz o pai.

- E pros próprios avós!, diz a tia horrorizada. Pros seus próprios pais! Pra titia que te tanto te ama!

- Eu nem sei o que é isso, diz uma avó.

- Nem eu, diz a outra.

- Mas que é feio, é, dizem as duas.

O Gersinho, que até então só ouvia, finalmente falou.

- Agora todo mundo vai me chamar de Sardinha!

E tinha razao. Em pouquíssimo tempo o time, o bairro, a escola, o clube, a internet, todos o chamariam de Sardinha.

- E dai?, ralhou a mãe. No fim todo mundo vai ter apelido um dia. E você teve sorte, o seu até que é bem simpático.

A mãe continuou.

- Quer ver? Qual era seu apelido, papai?, falou voltando-se pro pai.

- Bom...resmungou o velho pego de surpresa. Hã... acho que era... Orelha...

Todos estranharam.

- Tá vendo, Gersinho? E o seu, seu Nelson?, quis saber do sogro.

- Bom...é... era... acho... Cuecão.

- Cuecão?!, espanto geral.

E depois pro marido:

- Agora você, Zé Antonio, qual era o seu apelido?

- Hein? Ah, eu... eu não tinha apelido...

- Tinha sim que eu sei, cortou a esposa. Pode falar.

- Hum... tenho mesmo que falar, Doralice?

- Se não falar eu falo.

- Tá bom. Era... ham, limpou a garganta,... era Zé Bunda.

O menino segurou pra não rir. A mãe segurou pra não rir. Todos seguraram pra não rir.

O Zé Antonio fez todos prometerem não espalhar.

- Eu não espalho, falaram juntas as avós.

- Nem nós, né, seu Nelson?, falou o pai com o apoio do sogro.

- Sou um túmulo, garantiu a tia.

E a Doralice também: segurei até aqui...

E virando-se pro Gersinho:

- Tá vendo? Sardinha parece um poema perto desses aí. Você tá no lucro.

- E as mulheres, não têm apelido?, protestaram os homens.

- Temos, mas são todos delicados e carinhosos.

Com essa, estava decretado o fim da reunião. Ademais já era tarde, cada um pra sua casa.

- Agora o mundo inteiro vai saber, resmungou descrente o Zé Antonio quando todos se foram.

De fato, apesar das promessas, dois dias foram suficientes. No terceiro, logo cedinho, tocou a campainha.

Era o cunhado.

Foi entrando e já dizendo em alto e bom som:

- Cadê o Zé Bunda?, hahaha!

Dessa vez foi o Zé Antônio que estacou. Fechou a cara, fechou a mão, ergueu o braço na direção do cunhado, e antes que completasse o gesto o Gersinho entrou na sala:

- Epa! E isso aí, pai, não é obceno?!


PS: A quem perguntasse quanto foi o jogo, os moleques da vila respondiam: 1x0, gol do Lambari. Ou: 1x0, gol do Cascudo. Ou: 1x0, gol do Pirarucu...
Ou ainda: 1x0, gol do filho do Zé Bunda, hahaha.


Publicado em 28/04/2026




O pudim

por Vasqs

As estradas não eram assim tão lisinhas...

Até 1980 ainda era possível dar bom dia a cavalo em São Paulo, presencialmente. Ainda podíamos encontrá-los puxando carroças pelas ruas da cidade. Lembro de ter visto uma dessas carroças caminhando no elevado General Costa e Silva (aquele mesmo que usava, segundo o povo, ferradura nos sapatos), misturada a carros, ônibus, caminhões e poluição, tumultuando o trânsito.

No Nordeste também, os jegues ainda tinham serventia, hoje foram alforriados e substituídos por motos.

Mas nossa história é do interior. De um tempo em que tudo era mais rural e o cavalo e a carroça eram o único uber de que dispunham os cidadãos.

Era aniversário da vó ou um Dia das Mães. A família se reuniria pra um almoço, e cada um que levasse alguma coisa. Cada um quer dizer: os filhos casados, que moravam noutro lugar. Tia Santinha morava no sítio, então preparou um pudim, receita que só ela sabia fazer. Um pudim que, fosse hoje, seria tombado pelo Iphan, pelo Condephaat e pelo Conpresp, tão extraordinariamente delicioso que era.

E foram, ela carregando o pudim na forma e o tio Joaquim, o marido, dirigindo a carroça. As estradas não eram assim tão lisinhas, tão sinalizadinhas, tão asfaltadinhas, como são agora. Tinham buracos, pedras, saliências, valetas, formigueiros. E tinham surpresas. O bom carroceiro tinha que ter experiencia, conhecer os acidentes geográficos da estrada na palma da mão. Ora acelerar com reio na bunda do cavalo, ora puxar a rédea engatada na boca do animal, pra ele parar ou diminuir o ritmo.

E iam, pocotó, pocotó, levantando poeira. O tio controlando o cavalo, a tia equilibrando o pudim. De súbito, uma dessas surpresas atravessou a estrada. Um ratão do mato, que ia apressado em alta velocidade não se sabe pra onde. O que se sabe é que o cavalo assustou. Brecou, empinou, e foi um trabalhão pra domar o bicho, na rédea e na força. Tia Santinha por sua vez tentava aos gritos domar o pudim. O pudim chacoalhava feito doido querendo se desgrudar e saltar da forma. Vai ver também estava assustado.

Tio Joaquim, que tinha a força de um bom caboclo, sossegou o cavalo. Após uns 20 gritos de ôôôôaaa!, pôs tudo em ordem.

Ufa!, suspirou e olhou pra trás e viu a tia Santinha. A tia Santinha e o pudim, grudado na cara da tia Santinha.

Roncando de ódio ela limpava a cara. Cuspindo tudo, ela que sempre fora muito discreta, também cuspiu essa:

- Puta merda, Joaquim, como ocê dirigi mar uma carroça!

Tio Joaquim, calmo e espirituoso, respondeu:

- Puta merda, Santinha, como ocê dirigi mar um pudim!

E soltou uma gargalhada.

E.T.: não foi como gostaríamos, mas o pudim da tia Santinha no fim acabou tombado.


Publicado em 25/02/2026




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Dia de Reis

por Nelson Moraes

Estava então lá no presépio o casal com o menino...

Estava então lá no presépio o casal com o menino, quando o primeiro rei mago chegou.

– Seguinte – ele foi logo dizendo, pouco afeito a meias palavras – , eu sou um entrepreneur capitalista e trago ouro. O ouro que ergue nações, desperta a cobiça produtiva e resulta em desenvolvimento e abertura de nichos de mercado. Juntar seu nome ao meu – e agora ele falava diretamente ao menino – vai fazer de uma pequena enterprise um conglomerado planetário, abrindo fronteiras, catequizando povos, estabelecendo governos e ditando os rumos da economia mundial. Fui claro?

– Oquei, oquei – disse o pai do menino, recebendo o ouro e guardando em um canto do presépio. E pediu: – O próximo.

– Oi – disse compenetrado o segundo rei mago. – Eu sou de Humanas e trago incenso. O incenso que desperta estados de consciência e que faz da justiça igualitária o objetivo maior da existência, somada à fruição holística da aura que permeia o planeta. Seu nome aliado ao meu vai deter a marcha desenfreada da ambição e fazer da experiência humana uma prática de compartilhamento, resistindo a todas as formas de totalitarismo. Que tal?

– Sei, sei – disse o pai da criança, guardando o incenso e pedindo ao terceiro rei mago para entrar.

– Olá – disse o terceiro. – Eu trago mirra, e...

– Que diabo é mirra? – perguntou o pai do menino.

– É algo que não se explica tão resumidamente. Pra entender a mirra é preciso se distanciar, relativizar, adquirir um ponto de vista mais abrangente, que...

Mas aí o primeiro e segundo reis magos já estavam se atracando com o terceiro e rolando no chão. Finalmente deram uma carreira nele, e então voltaram ao presépio, tirando o pó da roupa e se justificando:

– Não levem a mal. É que no mundo de hoje não tem lugar pra isentão.

Moral: A presente dado não se pede a procedência


Publicado em 12/01/2026




AGENDA

Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.