CRÔNICAS


Ludismo

por Carlos Castelo

Sobre IA em cartuns

Dizem que, lá no início do século XIX, durante a Revolução Industrial, um sujeito chamado Ned Ludd decidiu que máquinas eram más companhias. Seus seguidores (os famosos luditas) saíam à noite quebrando teares como quem protesta contra spoilers de série: com paixão, mas atrasados para impedir o inevitável.

Avançamos dois séculos e cá estou eu, roteirizando cartuns (@meus_castoons), trabalhando com uma IA que desenha melhor do que eu jamais desenharia. Escrevo o roteiro, ela ilustra (conforme minhas indicações), e juntos produzimos algo que faria um ludita pedir um martelo na hora.

Alguns colegas torcem o nariz, como se cada traço digital fosse um golpe mortal na Arte (com A maiúsculo). Imagino-os marchando rumo a computadores equipados com Chat GPT na mesma energia com que os ingleses marchavam contra teares mecânicos.

Talvez o erro não seja usar máquinas, mas subestimar a inevitabilidade delas. Infelizmente, o fantasma de Ludd ainda ronda. Só que agora a bronca é contra a IA.


Publicado em 28/04/2026




Museu do Fútil

por Carlos Castelo

Investigação solene das coisas fúteis

Se espera grandeza, não entre. Aqui guardamos o insignificante: a poeira que permanece no tapete, a trinca esquecida do copo, o vazio monumental do elevador que para no quinto andar. É a ciência do detalhe prescindível: com estatísticas rigorosas, métodos exigentes para conclusões que não levarão a nada.

Hoje: O POTE DE MARGARINA VAZIO.

Entre os exemplos de nosso acervo, poucos desafiam tanto o pensamento quanto o pote de margarina vazio. À primeira vista, só um plástico oco. Mas, em nossa interpretação, ele representa a tensão permanente entre abundância e ausência, consumo e descarte, pão e não-pão.

No pote pode não haver nada. Mas esse nada não é qualquer nada. É um vazio preservado para não se confundir com restos amarelados e gordurentos. Curiosamente, limpar o oco exige mais esforço do que lidar com algo material: o vazio, quando higienizado, dá trabalho redobrado.

Catalogadores do supérfluo não chegaram a um consenso sobre as origens dos potes de margarina vazios. Alguns afirmam que, no passado, consolidaram sua função como embalagens improvisadas de parafusos, botões e pregos soltos. Mas há controvérsias. Alguns peritos preferem acreditar que os usavam como bebedouro para gatos ou até como vasos.

No fim, o pote de margarina vazio revela uma lição inesperada: como grandes personagens da História, não é preciso ter conteúdo para ser estudado com seriedade. Basta uma embalagem e uma atenção especial que qualquer tralha se transforma em objeto de reflexão.


Publicado em 27/09/2025




Eldimardo

por Carlos Castelo

Sobre nomes e nomes

Segundo dados do IBGE, os nomes mais comuns no Brasil são Maria e José. Mas só existem cerca de 20 pessoas registradas com o nome de Eldimardo.

Não me lembro bem a razão, mas, certa vez, escrevi uma crônica usando este nome no meu personagem central. Tive problemas. Um homônimo não gostou de ser exposto em texto público. Especialmente porque na minha narrativa, ele, para ser um mané, tinha que passar dezessete vezes pela fila do trouxa.

Pois bem, o Eldimardo real, dono de RG, CPF e perfil no Facebook, resolveu me contestar. Disse que jamais entrara numa fila dessas.

Passei a visualizar o Eldimardo verdadeiro tentando provar inocência. Ele contratando testemunhas, advogados, pedindo imagens de câmeras de segurança, e até convocando peritos para analisar que não cometera as burradas da minha história.

E acreditam que ainda tive que me desculpar com o indivíduo apelando para o recurso do animus jocandis? Ou seja, não importa se há 20, 200 ou 2 milhões de Eldimardos. Se você inventar um personagem com esse nome, algum deles vai aparecer para reclamar.


Publicado em 05/11/2025




Natal sob nova administração

por Carlos Castelo

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade.

Na remota vastidão branca da Lapônia, onde as renas pastam em silêncio, algo mudou. Ninguém sabe ao certo quando ocorreu. Talvez tenha sido durante uma reunião sindical dos duendes que durou 19 minutos e terminou com três demissões, um grito de “You’re all fired!” e a substituição de Santa Claus por outro Papai Noel de extrema-direita.

O novo chefe movia-se não por trenó, mas em um jato dourado com a frase “Make Christmas Great Again” estampada nas laterais. Era um homem corpulento, com uma cabeleira suspeita que desafiava as leis do bom gosto. Falava alto, dizia muitos palavrões, prometia brinquedos (só para quem merecesse) e garantia que só ele poderia proteger o Natal dos inimigos: os pinguins, os elfos veganos e as crianças choronas.

A primeira medida executiva foi a construção de um muro de gelo ao redor da sua oficina. “Eles estão nos roubando brinquedos!”, proclamava, sem especificar quem era “eles”. Os duendes, sempre muito silenciosos e acostumados com jornadas de 16 horas em troca de chocolate quente, foram obrigados a usar gravatas vermelhas e a jurar fidelidade ao novo mandatário da Lapônia toda manhã, ao som de uma versão rearranjada do Jingle Bells com batidas de tambor militar.

Crianças do mundo inteiro começaram a receber presentes incomuns: tacos de golfe, filtros fator cenoura, latinhas de Coca zero. As listas de bonzinhos e malcriados foram abolidas. Agora existia apenas uma lista: “Quem me aplaudiu mais alto”.

A caridade natalina foi rebatizada de Ajuda Patriótica de Dezembro e passou a incluir cláusulas de fidelidade perpétua. Quem recusasse recebia uma visita do chefe, em pessoa, com direito a sermão sobre porque as chaminés podem ser portas de entrada ao comunismo nos lares.

Enquanto isso, o Polo Norte via sua estabilidade afundar como trenó em avalanche. Protestos pipocavam: renas grevistas, duendes exilados, e até um grupo dissidente de bonecos de neve formou um comitê. Mas o novo líder permanecia com mão de ferro, garantindo que ninguém jamais administrou o Natal tão bem quanto ele.

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade. O espírito natalino, coitado, estava encolhido num canto, com medo de ser deportado.

E assim, sob a aurora boreal tingida de ouro artificial, o mundo seguia seu final de ano, em choque, tentando entender se aquilo era Natal ou só um golpe de Estado com sinos e panetone.


Publicado em 25/12/2025




Apelidos

por Vasqs

Todo mundo vai ter apelido um dia

O garoto ia jogar. Time da vila versus time de outra vila. A familia toda veio pra assistir. O pai, a mãe, a vó, o vô, outra vó, outro vô, e a tia.

Mal começou o jogo, o garoto meteu um drible no adversário e fuzilou pro gol.

- Goooool, gritaram todos da familia, e levantaram e até fizeram ôla. E gritavam: Sardinha! Sardinha! Sar-di-nha!

Sardinha era como chamavam o Gersinho, que desde bebê tinha sardas nas bochechas.

O garoto no campo estacou, olhando espantado pra familia. Passaram a bola pra ele e ele nem viu. Outro gritou, presta atenção !

A familia continuava eufórica: Sardinha, Sardinha!

Até perceberem o garoto parado no meio do campo. Que foi? Que houve com ele? Por que olha assim pra gente?

O garoto ergueu o braço, fechou ainda mais a cara, fechou a mão erguendo apenas um dedo e apontou pra família.

Em casa, chuva de repreensões.

- Onde aprendeu isso?!, diz a mãe.

- Gesto obceno!, diz o pai.

- E pros próprios avós!, diz a tia horrorizada. Pros seus próprios pais! Pra titia que te tanto te ama!

- Eu nem sei o que é isso, diz uma avó.

- Nem eu, diz a outra.

- Mas que é feio, é, dizem as duas.

O Gersinho, que até então só ouvia, finalmente falou.

- Agora todo mundo vai me chamar de Sardinha!

E tinha razao. Em pouquíssimo tempo o time, o bairro, a escola, o clube, a internet, todos o chamariam de Sardinha.

- E dai?, ralhou a mãe. No fim todo mundo vai ter apelido um dia. E você teve sorte, o seu até que é bem simpático.

A mãe continuou.

- Quer ver? Qual era seu apelido, papai?, falou voltando-se pro pai.

- Bom...resmungou o velho pego de surpresa. Hã... acho que era... Orelha...

Todos estranharam.

- Tá vendo, Gersinho? E o seu, seu Nelson?, quis saber do sogro.

- Bom...é... era... acho... Cuecão.

- Cuecão?!, espanto geral.

E depois pro marido:

- Agora você, Zé Antonio, qual era o seu apelido?

- Hein? Ah, eu... eu não tinha apelido...

- Tinha sim que eu sei, cortou a esposa. Pode falar.

- Hum... tenho mesmo que falar, Doralice?

- Se não falar eu falo.

- Tá bom. Era... ham, limpou a garganta,... era Zé Bunda.

O menino segurou pra não rir. A mãe segurou pra não rir. Todos seguraram pra não rir.

O Zé Antonio fez todos prometerem não espalhar.

- Eu não espalho, falaram juntas as avós.

- Nem nós, né, seu Nelson?, falou o pai com o apoio do sogro.

- Sou um túmulo, garantiu a tia.

E a Doralice também: segurei até aqui...

E virando-se pro Gersinho:

- Tá vendo? Sardinha parece um poema perto desses aí. Você tá no lucro.

- E as mulheres, não têm apelido?, protestaram os homens.

- Temos, mas são todos delicados e carinhosos.

Com essa, estava decretado o fim da reunião. Ademais já era tarde, cada um pra sua casa.

- Agora o mundo inteiro vai saber, resmungou descrente o Zé Antonio quando todos se foram.

De fato, apesar das promessas, dois dias foram suficientes. No terceiro, logo cedinho, tocou a campainha.

Era o cunhado.

Foi entrando e já dizendo em alto e bom som:

- Cadê o Zé Bunda?, hahaha!

Dessa vez foi o Zé Antônio que estacou. Fechou a cara, fechou a mão, ergueu o braço na direção do cunhado, e antes que completasse o gesto o Gersinho entrou na sala:

- Epa! E isso aí, pai, não é obceno?!


PS: A quem perguntasse quanto foi o jogo, os moleques da vila respondiam: 1x0, gol do Lambari. Ou: 1x0, gol do Cascudo. Ou: 1x0, gol do Pirarucu...
Ou ainda: 1x0, gol do filho do Zé Bunda, hahaha.


Publicado em 28/04/2026




Um pingadinho e um pingadão

por Vasqs

Deveria haver lei contra isso...

1
"Coração, quem tem precisa cuidar", diz um anúncio. Não entendi essa. Coração todo mundo tem, exceto o Homem de Lata, o Hitler, o Netanyahu e o Trump. E o Adermazinho.
- Você vai me deixar por aquela sirigaita, safado? Você nâo tem coração, Ademarzinho!

2
Um sujeito vinha na calçada com uma camisa igual a minha. Nada discreta: listras largas, brancas, verdes, azuis, podia ser vista a 1 km. Dois na mesma rua, mesma calçada, mesmo dia, mesma hora, mesma camisa, é um desaforo! A camisa representa o gosto, a sensibilidade, o caráter e a personalidade de cada um. Não é possível que dois sujeitos no mundo tenham o mesmo gosto, sensibilidade, caráter e a mesma personalidade. Nem um par de clones teria.
"Olha uma dupla sertaneja sambista!", alguém deve ter pensado, rido, debochado.
Que vergonha.

No ônibus, mocinha parecida com a Marisa Monte. Não cantava igual, Marisas Montes nascem a cada 105 anos e 3 meses. Nem devia cantar, talvez nem soubesse quem é, mas era parecida, e se sabia quem é deveria orgulhar-se muito dessa sorte.

O que não é sorte é encontrar um sujeito na mesma rua, etc, com a mesma camisa que a sua, e que não era sambista, não era sertanejo, não se parecia com o Zeca Pagodinho, nem com o Xitãozinho. E nem com a Marisa Monte. E muito certamente nem sabia cantar. Tipo do chato, inconveniente. Deveria haver lei contra isso, uma lei que punisse um cara que se aproximasse de outro usando a mesma camisa sem ser uma dupla sertaneja. Iria pra cadeia e lá vestiria camisa e calça igualzinha a todo mundo, pra ver o que é bom.

Ponto.

Em tempo: a favor dele, vamos admitir: o cara tinha bom gosto.


Publicado em 05/11/2025




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Nobel da Paz de 2025

por Nelson Moraes

Trump faz biquinho

- Trump faz biquinho por não ter levado o Nobel da Paz de 2025.

- Trump faz biquinho maior ainda ao lembrar que Obama levou em 2009.

- Trump faz biquinho incomensuravelmente maior ao descobrir que foi Marco Rubio quem indicou María Corina Machado pro Nobel da Paz de 2025.

- Indústria do biquinho nos EUA tem alta de 3.7% na Bolsa de Nova York, o maior índice da série histórica.


Publicado em 11/10/2025




AGENDA

Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.