CRÔNICAS


Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

INFÂNCIA

- O vovô morreu.

- Tá. Acabando essa fase do game, eu vou lá.


Publicado em 19/04/2026




Até que o Exército da Salvação os separe

por Carlos Castelo

Pensata sobre gêneros e identidades

O mundo tem evoluído numa velocidade espantosa no que tange às questões de gênero e identidade. E, por causa disso, em meio ao burburinho habitual do Fórum da Comarca de Cachoeira, o Excelentíssimo Juiz Hermenegildo Pompeu de Albuquerque Neto recebeu uma petição que o fez questionar sua carreira jurídica.

A requerente, Dolores Esmeralda dos Santos Silva, de 47 anos, professora aposentada e colecionadora de móveis antigos, solicitava formalmente autorização para contrair núpcias com uma cadeira Luís XV, fabricada em 1847, em madeira de mogno com incrustações de marfim e estofada em veludo bordeaux.

Homem de considerável experiência, o magistrado havia presidido casamentos entre pessoas de idades díspares, uniões entre indivíduos de diferentes credos e até mesmo cerimônias envolvendo cônjuges que se comunicavam através de memes. Mas aquilo era território inexplorado.

"Meritíssimo", dizia a petição, "a requerente manifesta profundo e sincero amor pela referida cadeira, com a qual mantém relacionamento estável há sete anos. O móvel em questão proporciona à suplicante o conforto emocional, físico e espiritual que jamais encontrou em relacionamentos convencionais com seres humanos."

O juiz ajustou os óculos. A argumentação era, reconhecia ele a contragosto, sólida. Citava precedentes de outros países onde objetos inanimados haviam sido reconhecidos como parceiros legítimos, invocava o princípio da dignidade humana e do livre arbítrio, e ainda anexava laudos psicológicos atestando a sanidade mental da requerente.

Na audiência, Dolores compareceu acompanhada por dois carregadores que transportaram a cadeira. O móvel possuía uma elegância incontestável. Curvas sinuosas, brilho acetinado na madeira, nobreza nas proporções. Tudo conspirava para fazer daquela peça um exemplar notável da arte moveleira francesa.

"Vossa Excelência", declarou a requerente com voz firme, "eu e Bartira" - pois assim se chamava a cadeira - nos completamos".

"Ela me oferece estabilidade e eu lhe dou o cuidado e a manutenção que merece. Nosso relacionamento é baseado no respeito mútuo, na confiança e no amor incondicional."

O promotor público, Dr. Augusto Severo, tentou argumentar sobre a impossibilidade legal da união, mas foi interrompido por Dolores, que brandiu uma pasta repleta de documentos comprobatórios: certificados de autenticidade da cadeira, laudos de restauração, apólices de seguro e até mesmo um testamento deixando todos os seus bens para o móvel.

Percebendo-se diante de um dilema, o juiz pediu um intervalo para reflexão. Em seus aposentos, contemplou a situação com a filosofia resignada de quem já havia visto de tudo na vida forense.

Ao retornar, proferiu uma decisão salomônica: "Considerando que o amor é o mais nobre dos sentimentos humanos, e que a Constituição garante a todos o direito à felicidade, defiro parcialmente o pedido. Autorizo a celebração de uma cerimônia simbólica de união, sem efeitos legais, mas com pleno reconhecimento do vínculo afetivo entre Dolores e Bartira."

E assim, três dias depois, o Cartório de Cachoeira assistiu à mais inusitada cerimônia de sua história. Dolores, radiante em seu vestido de noiva, pronunciou os votos diante de uma cadeira que, em sua imobilidade, aceitava com grandeza a nova condição de cônjuge.

E, no final, até que fez todo sentido. Todo casamento é assim mesmo: um sentado, o outro carregando o peso.


Publicado em 09/12/2025




Natal sob nova administração

por Carlos Castelo

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade.

Na remota vastidão branca da Lapônia, onde as renas pastam em silêncio, algo mudou. Ninguém sabe ao certo quando ocorreu. Talvez tenha sido durante uma reunião sindical dos duendes que durou 19 minutos e terminou com três demissões, um grito de “You’re all fired!” e a substituição de Santa Claus por outro Papai Noel de extrema-direita.

O novo chefe movia-se não por trenó, mas em um jato dourado com a frase “Make Christmas Great Again” estampada nas laterais. Era um homem corpulento, com uma cabeleira suspeita que desafiava as leis do bom gosto. Falava alto, dizia muitos palavrões, prometia brinquedos (só para quem merecesse) e garantia que só ele poderia proteger o Natal dos inimigos: os pinguins, os elfos veganos e as crianças choronas.

A primeira medida executiva foi a construção de um muro de gelo ao redor da sua oficina. “Eles estão nos roubando brinquedos!”, proclamava, sem especificar quem era “eles”. Os duendes, sempre muito silenciosos e acostumados com jornadas de 16 horas em troca de chocolate quente, foram obrigados a usar gravatas vermelhas e a jurar fidelidade ao novo mandatário da Lapônia toda manhã, ao som de uma versão rearranjada do Jingle Bells com batidas de tambor militar.

Crianças do mundo inteiro começaram a receber presentes incomuns: tacos de golfe, filtros fator cenoura, latinhas de Coca zero. As listas de bonzinhos e malcriados foram abolidas. Agora existia apenas uma lista: “Quem me aplaudiu mais alto”.

A caridade natalina foi rebatizada de Ajuda Patriótica de Dezembro e passou a incluir cláusulas de fidelidade perpétua. Quem recusasse recebia uma visita do chefe, em pessoa, com direito a sermão sobre porque as chaminés podem ser portas de entrada ao comunismo nos lares.

Enquanto isso, o Polo Norte via sua estabilidade afundar como trenó em avalanche. Protestos pipocavam: renas grevistas, duendes exilados, e até um grupo dissidente de bonecos de neve formou um comitê. Mas o novo líder permanecia com mão de ferro, garantindo que ninguém jamais administrou o Natal tão bem quanto ele.

O frio, antes símbolo de paz e lareira, agora soprava com um suspiro de perplexidade. O espírito natalino, coitado, estava encolhido num canto, com medo de ser deportado.

E assim, sob a aurora boreal tingida de ouro artificial, o mundo seguia seu final de ano, em choque, tentando entender se aquilo era Natal ou só um golpe de Estado com sinos e panetone.


Publicado em 25/12/2025




Frankenstein, Einstein, Epstein

por Carlos Castelo

Sobre a pronúncia

Aprendi a pronunciar Frankenstein com a segurança de quem nunca foi corrigido: Frankenstêin. Falava assim desde criança, com aquela confiança de quem não sabe que está errado justamente porque nunca encontrou ninguém que soubesse o certo. É um estado de graça, esse. Mas não para sempre.

Um dia, alguém me corrigiu. Frankenstáin, disseram. Eu aceitei. Anotei mentalmente. Pensei: agora eu sei como funciona. "stein" se lê "stáin". Simples e definitivo.

Einstein chegou logo depois para confirmar: Ainstáin. Perfeito. O padrão se sustentava. Eu tinha, finalmente, uma regra. Foi com essa paz interior que pronunciei Epstein.

Eu articulei Epstáin com a tranquilidade de um homem que aprendeu com os próprios erros, que é a forma mais nobre de aprender.

Um colega me esperou terminar. Depois me corrigiu: Epstín. Como se a vogal fosse um privilégio que eu ainda não tinha merecido.

Fiquei um momento em silêncio, considerando minhas opções.
Frankenstein e Einstein me ensinaram que "stein" se lê "stáin”. Epstein me ensinou que não existe lição. Existe humildade.

Então desisti. Comecei a chamar todo mundo de Zé.


Publicado em 14/04/2026




Uma noite na caserna

por Vasqs

Por que um comunista colocaria um gato no armário?

Escalados pra fazer a vigília naquela noite, os recrutas Abílio e Pederneiras mantinham os olhos fixos na janela da guarita. Súbito, ouviram um barulho forte, que veio não de fora, mas de dentro do quartel, do escritório ao lado.

Espingarda em punho, os dois correram, atravessaram o corredor, a porta do escritório, e entraram. Entraram abaixados, cuidadosos, pé ante pé, olhos e ouvidos arregalados. Procuraram sob as mesas, cadeiras, armários, e pronto, ...era dali, de um dos armários, que vinha o barulho, alguma coisa que se mexia dentro.

Abílio aproximou-se lentamente e perguntou: quem está aí? Sem resposta, a porta entreaberta, ele puxou com cuidado com a ponta da espingarda. Foi então que um vulto saltou sobre ele, plóft! Parecia 3 quilos de massa de pastel, que bateu, arranhou sua cara e saiu, miando, desembestado, na velocidade de um coelho.

Como coelho não arranha e pastel não mia, só podia ser um gato. Um gato que em poucos segundos tinha vazado pela janela e já se embrenhava no meio do mato, no meio da noite.

Pederneiras bem que tentou, puxou a espingarda e atirou, uma, duas vezes. E errou, uma, duas vezes.

O barulho ecoou alvoroçando o quartel: luzes acendendo, homens na janela, correria.

Antes das 5 horas o sargento já tinha reunido a tropa toda, aos gritos:

- Pelotão, sentido!

Fez-se aquele barulho de coturnos batendo todos ao mesmo tempo: craec!

- Pelotão, descansar!, outro grito do sargento.

- Estou sabendo de tudo!

O pelotão todo também estava sabendo de tudo.

De novo o sargento:

- Um gato no armário do escritório assustou dois mariquinhas...E pior: conseguiu escapar!...

- Não é mesmo, recruta Abílio? - voltou-se olhando direto pro recruta Abílio.

- Si-sim, sargento, gaguejou o Abílio.

- Não foi assim, recruta Pederneiras? - falou agora olhando pro Pederneiras.

- Hã? Ah, foi, foi assim, sargento - respondeu o Pederneiras, sonolento.

O sargento andava de um lado pro outro, pisando firme, pensando no que dizer, e disse:

- Escapou, não é? Deixaram-o-gato-escapar... disse baixinho como que pra si mesmo.

- Preste atenção, pelotão - continuou - ... preste bem atenção na seguinte e importantíssima questão de cunho tático-estratégico.

Silêncio.

- Ok, era só um gato, apenas um gatinho inofensivo, assustado,... E assim mesmo ...escapou. Mas... - aqui sua voz subiu a 150 decibéis - ...E SE EM VEZ DE GATO, PELOTÃO, E SE EM VEZ DE GATO QUEM ESCAPOU FOSSE UM COMUNISTA?!

Mais silêncio, agora com arrepios.

- Hein, recruta Abílio, hein, recruta Pederneiras? - prosseguiu o sargento passando os olhos perscrutantes em cada um da tropa.

Então um deles lá no fundo ergueu a mão.

- Sargento – disse - um comunista cabe no armário?

Isso pôs o sargento mais vermelho que a bandeira do partido. Ergueu os olhos e rosnou:

- Idiota-imbecil. Estou propondo uma hipótese pedagógica. "Se", eu disse, "se fosse", no condicional, seu cretino.

Ato contínuo, outro ergueu a mão.

- Sargento! Existe gato comunista?

E antes que o sargento respondesse, um terceiro ergueu a mão.

- Sargento, se não tem gato comunista, os gatos de Cuba são o quê?

O sargento já parecia uma locomotiva, soltando fumaça por todos os orifícios: boca, nariz, orelhas e etc... até pelo etc.

Mas outro falou em seguida:

- Sargento, se era só um gato, e não um comunista, nem um gato comunista, nem um comunista gato, fim de caso, né?

- Muito bem... - reagiu o sargento - agora temos um espertinho! Como sabe que não foi um comunista que colocou o gato no armário?

- Desculpa sargento, mas... por que um comunista colocaria um gato no armário?

- Ah! Como se atreve o retruca me recrutar...hã... o recruta me retrucar?

O sargento estava realmente nervoso.

- Criatura ingênua - seguiu ele - idiota-irrecuperável, cretino-insolúvel, não sabe que eles fazem gatos engolirem escutas?!! Não sabe que põem bombas-relógio no intestino dos gatos?

- Ei, peraí, sargento, e se o gato entrou no armário só pra se esconder?, falou mais um sem sequer erguer a mão.

- Cala a boca!, fuzilou o sargento com voz seca. Outro espertinho!... Então me diz, criatura boçal, esconder de quem?

A essa altura a autoridade do sargento já estava à deriva. Foi quando um mais ousado emendou com uma voz esganiçada que parecia um... miado:

- Dos comunistas...

Essa o pelotão - e o Abílio, e o Pederneiras, não resistiram. Caíram na gargalhada, com o sargento roxinho da silva, vociferando:

- Cretinos, ordinários! Sentido! Sentido!

Deu uma pausa, respirou fundo, e soltou:

- COMUNISTAS! COMUNISTAS!


Publicado em 20/04/2026




Uma fábula do cotidiano

por Vasqs

Dois banqueiros viram um pacote de moedas no chão

Dois banqueiros, caminhando um na direção do outro, viram um pacote de moedas no chão. Abaixaram pra pegar, bateram a cabeça um no outro e desmaiaram.

Nesse momento apareceu um homem de rua com seu cachorro também de rua. Viu os banqueiros caídos e viu o pacote de moedas. Enquanto o cachorro urinava nos banqueiros, o homem pegou as moedas e saiu feliz da vida.

No caminho foi abordado por um policial, que quis saber que alegria era aquela sendo ele um homem de rua, e antes de o homem explicar, encheu ele de porrada e lhe tomou o pacote.

No distrito, o delegado, observando a expressão de alegria do policial, também quis saber que porra de alegria era aquela. Demitiu o policial por suposto roubo, pegou as moedas pra ele e levou pra por no cofre do filhinho - pra quando ele crescesse pudesse comprar um Porsche e sair pelas avenidas a 150 km por hora e dane-se quem estiver na frente.

O delegado entrou em casa com um sorrisão indisfarçável e então foi a esposa que quis saber que diabo de sorrisão era aquele. Tomou as moedas do delegado e dane-se o filhinho e dane-se o Porsche do filhinho, nem ela tinha um. Ligou pro "avião" e pediu 30 g de farinha, que a vida não tá fácil, mesmo pra mulher de um delegado.

O "avião" chegou num minuto, entregou a farinha e levou a grana pro traficante chefe. O chefe, que não cheira farinha mas cheira grana de qualquer distância, pegou as moedas e aplicou tudo nos bancos dos banqueiros lá na Faria Lima.

Fim.

Nota: a primeira parte dessa história é fake. Banqueiros não se abaixam pra pegar moedas. Banqueiros têm capachos que fazem isso por eles. Seja um empregado puxa-saco ou um presidente idem do Banco Central.

Então, quem trombou e desmaiou não foram os banqueiros, infelizmente. Foram os capachos, que depois foram mijados pelo cachorro e bem feito pra eles.

Moral: banqueiros nunca perdem, se perdessem não seriam banqueiros. Seriam, talvez, homens de rua com seus cachorros também de rua.


Publicado em 16/01/2026




Foi só isso

por Nelson Moraes

Categorizando as falas de Flávio Bolsonaro

Deixem de leviandades apressadas, categorizando as falas de Flávio Bolsonaro como entreguistas. Eu explico tudo.
Na primeira vez em que o pai foi a Washington, falar com Trump, em 2019, chovia bastante no aeroporto e por isso Jair arregaçou a barra da calça até quase o joelho. Entrou na limusine e foi levado à Casa Branca, sendo recebido por Trump na entrada. Nesse momento o americano, ao perceber que o distraído colega brasileiro se esquecera de recompor a parte inferior da vestimenta, alertou:
- Já pode abaixar as calças.
Ao que Jair, entre surpreso e embevecido, obtemperou:
- Aqui mesmo...?
Desde então o resto da família pegou gosto. Foi só isso.


Publicado em 31/03/2026




Esqueçam Truman, Nixon, Bush...

por Nelson Moraes

Depois de Stephen Colbert agora foi a vez de Jimmy Kimmel

Depois de Stephen Colbert agora foi a vez de Jimmy Kimmel, que em seu talk show só tinha comentado o óbvio: a turma do MAGA vem dando nó em goteira pra classificar o assassino de Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um deles, e buscam tirar proveito político disso. Qual a novidade?
Sob pressão da Casa Branca, a ABC suspendeu o programa por "tempo indeterminado" (jóia rara de eufemismo) e Trump celebrou: "Excelente medida. Já caíram Colbert, Kimmel, e ainda faltam Jimmy Fallon e Seth Meyers" - com a objetividade de quem passa uma lista a um sniper.
Esqueçam Truman, Nixon, Bush ou quejandos. Esses - em variados graus de inépcia/vilania - foram líderes que de certa forma gerenciavam as consequências das próprias decisões. Trump passa longe: raso, unidimensional, incapaz de nuances e cercado de, esses sim, larápios calculistas (Rubio, Vance, Bannon yada yada yada) empenhados em - turbinados pelo bovino entusiasmo do chefe - passar o rolo compressor por sobre qualquer agenda progressista que implique em pluralidade de conceitos ou discussão de ideias.
Esse é o ponto: o atual poder executivo norte-americano, ao reservar pra si a prerrogativa de neutralizar vozes dissonantes, em solo pátrio e fora dele (tocou o sino?) - e à revelia dos poderes institucionais efetivamente detentores das respectivas competências - rasga todo o legado liberal e democrático da nação que um dia, duzentos e tantos anos atrás, no nascedouro, se pretendeu iluminista.
A "história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada" preconizada por Shakespeare vem sendo encenada de forma ávida no Salão Oval. E pensar que ainda faltam três anos pras cortinas desse palco se fecharem.


Publicado em 21/09/2025




AGENDA

Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.