CRÔNICAS


Deus, pátria e obtusidade

por Carlos Castelo

Besta é tu

Você é burro. Isso mesmo. Burro. Porque viu um país tropeçar uma vez e concluiu que o erro foi não ter caído com força suficiente.

Você é burro porque votou em miliciano. Não por engano, distração ou erro de digitação. Votou acordado, de banho tomado, documento no bolso e convicção no olhar.

Você é burro porque confundiu brutalidade com coragem. Todo orangotango derruba uma cadeira. Nem por isso o convidamos para redigir a Constituição.

Você é burro porque acredita que um homem se torna estadista quando aprende a dizer “Deus”, “família” e “liberdade” na mesma frase. Um papagaio bem treinado consegue o mesmo.

Você é burro porque tinha memória e preferiu usá-la como enfeite.

Você é burro porque já conhecia o método: os gritos, as ameaças, os inimigos imaginários, a conspiração como explicação. Conhecia também os personagens. E mesmo assim comprou ingresso para a continuação.

Você é burro porque lhe disseram que o Brasil corria perigo. E você votou no perigo.

Você é burro porque transformou ressentimento em programa de governo. Não gosta de jornalista, professor, artista, universidade, vacina, juiz, ambientalista, intelectual.

Você é burro porque chamou sua raiva de voto de protesto. Incendiou a própria casa como forma de reclamar do condomínio.

Você é burro porque preferiu quem confirma seus preconceitos a quem poderia contrariá-los. Queria um presidente; escolheu um álibi.

Você é burro porque imaginou que destruir a mesa melhoraria o jantar.

Você é burro, enfim, porque lhe deram uma urna (esse modesto instrumento de civilização) e você a utilizou como nossos ancestrais usavam uma pedra.

Com uma diferença: nossos ancestrais evoluíram.


Publicado em 05/10/2026




26 de dezembro

por Carlos Castelo

25 de dezembro foi um espetáculo. Mas e o dia seguinte?

O dia 25 de dezembro foi um verdadeiro espetáculo. A manjedoura parecia o camarim de uma turnê do Paul McCartney: flashes celestiais, visitação VIP dos Reis Magos, e um bebê que brilhava mais que árvore de Natal de shopping. Mas, no dia 26, sem anjos cantando nem estrelas guiando, o clima era outro. Mais de segunda-feira modorrenta.

Maria acordou despenteada, com feno por cima da túnica, e as clássicas olheiras de recém-parturiente.

José era carpinteiro, só que nunca tinha visto um berço “monte-você-mesmo” estilo TokStok. E, para ser sincero, já estava arrependido da viagem inteira: devia ter reservado aquela pousada com banheiro conjugado, mesmo sem vaga para burros.

Falando em animais: ninguém preparou a família para o zoológico que era aquela cena. Um boi roncava alto encostado na parede, em sono profundo, sonhando com a aposentadoria. As galinhas, nervosas, ciscavam em volta do menino como se fossem seguranças particulares com penas. Um gato insistia em subir na manjedoura, talvez numa tentativa de ser o segundo mais adorado do recinto.

Gaspar, ainda em clima de ceia de Natal, resolveu dar banho em um camelo com mirra. Resultado: o bicho agora cheirava a vovó rica e se recusava a deitar no chão.

Melchior tentava organizar a bagunça:

- Em verdade, vos digo: isso aqui tá parecendo festival gospel alternativo: muita fé, pouca estrutura.

Baltazar, com mais presença de espírito, apareceu com pão e tâmaras. Tentou ajudar a embalar o bebê, mas foi ignorado solenemente por ele, que só dormia no colo da mãe.

Do lado de fora, os pastores debatiam se deveriam cobrar ingresso para entrar. Afinal de contas, estavam ali desde o dia anterior e era justo fazer algum denário comercializando selfies do recém-nascido.

- Milagre ou não, isso aqui virou ponto turístico — disse um deles, tentando convencer José a instalar um food truck com o nome “Sabor de Salvação”.

Foi quando o anjo reapareceu. De ressaca. Estava com um manto amarrotado e olhos de quem viu todos os séculos passarem de uma vez. Disse apenas:

- Avisa lá que começou o Novo Testamento, mas ninguém vai entender direito por uns dois mil anos.

E evaporou com um suspiro.

No fim do dia, Maria olhou o filho dormindo — finalmente — enquanto uma cabra comia o lençol do bercinho.

- Acho que vamos precisar de um plano de saúde – desabafou.

José concordou.

E Maria completou:

- E de uma babá, pelo amor de Deus.


Publicado em 23/12/2025




O melhor amigo do Tio Sam

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

Nosso Estado great again

de uma coisa só depende:

é Tarcisius of Freitas,

the America’s best friend.


Publicado em 04/01/2026




Terno não ganha Copa

por Carlos Castelo

Por mim, a CBF deveria proibir paletó

Sou contra técnico da seleção brasileira usar terno. Não é uma posição estética. É estatística.

Olhemos o retrospecto. Sempre que um mister brasileiro resolveu parecer executivo de multinacional na beira do campo, a taça fez reunião em outro endereço. O futebol tem dessas superstições que os números não explicam, mas insistem em confirmar.

Tite desfilou uma elegância impecável em duas Copas. O terno caiu muito bem. A seleção idem. Felipão voltou em 2014 vestido como um chefe de Estado pronto para uma cúpula internacional. Acabou presidindo a mais traumática partida da história recente do futebol brasileiro. Dunga também flertou com o figurino social e foi para casa antes do previsto. Luxemburgo, e seus costumes escuros, nem chegou a estrear em Copa.

Enquanto isso, o Felipão de 2002 parecia pronto para conferir o gramado de um centro de treinamento, e não a passarela de Milão. Agasalhão, simplicidade, pentacampeonato.

Coincidência? Não sei. Mas o torcedor brasileiro é uma criatura que prefere uma crendice que funciona a uma lógica que fracassa.

Por mim, a CBF deveria proibir paletó em Copa do Mundo. O uniforme oficial do treinador teria de incluir moletom, tênis confortável e pronto.

Porque, se aparecer de terno italiano, já sabemos quem vai acabar vestido de luto. É evidente: há roupas que combinam melhor com cerimônias de premiação. E outras, infelizmente, com cerimônias de eliminação.


Publicado em 15/07/2026




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Implicâncias e o Sarney

por Vasqs

Na fila do caixa, um sujeito parecido com o Sarney

No supermercado, na fila do caixa, um sujeito parecido com o Sarney - aquele mesmo, que acha que a eternidade é aqui ou que confunde imortalidade acadêmica com imortalidade física, e, espertinho, vai ficando.

Bigodão e óculos, o sósia, ou já seria a reencarnação antecipada do próprio, comprou 400g de panetone e pagou por esse naco a bagatela de $120 reais! Impressionante a cara de pau de quem vende um panetone de 400g a $120 reais. Impressionante a estupidez de quem compra.

Talvez seja importado, o panetone, talvez seja da Suíça, se é que lá também fazem panetone. E pagou , o Sarney, à vista! No pix. Pensei: tipo esnobe, tá é ostentando - sim, só pode ser um panetone da Suíça. Comeria sozinho, quatro pessoas numa familia daria nem pra sentir o gosto. Ou seria mimo pra amante, uma amante que fosse rechonchuda, que estivesse de dieta e que morasse sozinha com 4 gatos que odiassem panetone, mesmo suíço.

Saí. Saí, passei pela feira - era sábado e sábado é dia de feira - e encontrei quem?, o Sarney, de novo, pasmem, agora frente à banca de pastel empapuçando-se num voluptuoso de pizza, iscas de orégano e queijo grudadas no bigodão.

Achei estranho. Era estranho. Vá lá que pastel de feira virou iguaria, a julgar pelo preço, pela hora da morte até pra reencarnados. Mesmo assim, vá entender o Sarney: de um panetone suíço pra um pastel de feira!... o que viria em seguida, uma pamonha? Depois um geladinho de groselha, depois um saquinho de pipoca?

E vá entender um panetone de 400g a $120 reais, mesmo suíço.

E vá entender a ostentação, mesmo a protzerei, a ostentação suíça.

Vá entender a humanidade.

Vá entender um sósia do Sarney em pleno século 21.


Publicado em 11/12/2025




O Retrato Oval de Dorian Trump - um terror trash

por Vasqs

No retrato, os cabelos de taturana bezerra

O Salão Oval da Casa Branca tem na parede um retrato também oval. Lá está Dorian Trump , no retrato e no Salão, nele e diante dele. Nele, no retrato, os cabelos de taturana bezerra, os braços cruzados, o peito inflado, varonil, jaz onipotente, olhar perseverante alcançando o porvir - tão próximo, tão logo ali.

Diante dele, do retrato, ele próprio, olhar lânguido, estúpido, apaixonado, beato, admirando-se , devaneando-se .

Nesse momento, no clímax do êxtase narcísico, uma repentina fagulha, deflagrada de dentro pra fora, do mais remoto do seu lúgubre e teratológico abdômen, faz com que Dorian Trump comece a girar como uma broca na ponta da furadeira e a expelir seus monstros interiores. Daquele corpo banhoso e excrescente emanam , como hologramas, o Conde Drácula, o Abominável Homem das Neves, Jack, o estripador, Fredy Kruegger, Adolf Hitler, o Monstro sem o Médico, Joseph Mengele, Netanyahu, Belzebu, etc... que volatilizam-se ao teto do Salão em grotesca, frenética e sinistra coreografia.

Por fim , emerge o coronel Kurtz , direto do coração das trevas, e junta-se aos outros declamando em voz cavernosa seu mantra lamentoso : o horror, o horror...

Então, um súbito colapso, um esgotamento, uma freada abrupta , estremece e arranca Dorian Trump pra outra faixa do espectro eletromagnético do universo, e ele, imediata e metamorfosicamente , incorpora outro personagem: o Incrível Homem que Derretia.

E derreteu, derreteu ,derreteu, até que não sobrou mais que um montinho insignificante, gosmento, alaranjado e fedorento como um miasma.

Enquanto o retrato na parede , por sua vez, permanecia fix, intacto, pétreo e indestrutível.

Ou não.

Entra no Salão o faxineiro Edgar Wilde, abstraído, faceiro, rotineiro, empurrando o carrinho com as tralhas e assobiando Oh querida Clementina.

Sente o cheiro, vê o montinho, aproxima o carrinho, puxa pá e vassoura, recolhe e joga no lixo.

Vira-se e sai. Enquanto faz esse movimento percebe o retrato na parede. Um sorrisinho malicioso brota no seu rosto como quem acaba de ter uma ideia igualmente maliciosa. Olha em volta, a certificar-se de que está só. Vira-se de costas pra o retrato, arria as calças e solta um pum na direção do retrato.

Sai, caminha dois metros, ouve um barulho surdo, clank!, e depois um estilhaço.

Volta, aproxima novamente o carrinho, recolhe os cacos, recolhe o quadro abalroado e joga tudo no lixo.

E sai, agora mais faceiro que entrou, cantarolando uma canção que ele mesmo compôs:
Sou um homem sério
tralalala
Cumpridor dos meus deveres de ofício
tralalala...tralalala...


Lá fora a atmosfera parecia mais límpida e descansada.

Um suspiro fundo e monumental se ouviria do mais profundo da alma ora abrandecida e agradecida do planeta.

Um raio brando de sol banha e ilumina a cidade.


Nota: Tempos depois, a OIT conferiu ao nosso heroi o título justo de O Faxineiro do Século.


Publicado em 11/08/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Sábado quente à noite

por Nelson Moraes

Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela.

Meu perfil do Facebook estava às moscas, como sempre ocorre no verão. Porque nas outras três estações nem as moscas aparecem. Eu ouvia uma playlist de Wynton Marsalis no Spotfy, enviada por Jack Fuinha, o único comentarista de meu perfil – quando de repente ela apareceu no Messenger: insinuante, cool, as bordas azuis e… ah, certo, eu descrevia o template do Messenger.
Mas então entrou lá aquela loura fantástica. “Meu marido sumiu”, disse a mensagem, complementando: “Agora passa no meu Instagram e deixa um like”. Acendi um cigarro e rumei ao Instagram dela. Chegando lá vi as fotos do marido desaparecido. Deixei um comentário: “50 dólares a hora, mais despesas”. Ela postou um emoticon com uma pequena lágrima, e eu teclei: “Meu coração é mole mas o bolso é duro, boneca. É pegar ou largar”. Ela postou um smilie (não sei se por causa da última frase ou do “duro”) e voltei então ao meu Facebook.
Encontrei o template todo desarrumado, como se o houvessem invadido e revirado (nada impediria de ser o próprio Facebook mais uma vez atualizando desnecessariamente o layout). Encafifei: já saberiam que eu estava no caso? Mandei um áudio de Whatsapp a Little Todd, meu fornecedor de memes e fofocas, perguntando o que ele saberia a respeito. Ele cobrou oito dólares adiantados e passou a dica: o Instagram da loura tinha um índice de engajamento altíssimo – o perfil dela era um dos mais seguidos da rede.
Acendi um cigarro e fui ao Google. Digitei o nome do marido desaparecido. No meio da pesquisa meu IP foi invadido por uma gangue de vírus com sotaque armênio, que ameaçou me formatar se eu não desistisse da busca. Acendi um cigarro e intempestivamente tomei a atitude tão temerária quanto inevitável: baixei a versão grátis mais recente do Norton.
Livre da máfia armênia, prossegui até descobrir, via Google: o marido desaparecido havia entrado para uma comunidade natureba no YouTube e não retornaria mais ao Facebook. Acendi um cigarro. Voltei ao Instagram da loura, onde, para minha surpresa, os stories a mostravam aos beijos e abraços com… Jack Fuinha.
Fora tudo armação dele, vingando-se porque eu nunca respondia a seus comentários. Ele na verdade era gestor de TI e fora quem providenciara o ataque dos vírus armênios. Sem falar do conluio com a loura do Instagram, sua amante.
E agora? Eu estava sem um tostão. Minha conexão era do pacote básico da Claro – quem pagaria pelos incontáveis minutos em busca do marido sumido? Jack e a loura enviaram um emoticon risonho com chifrinho, postando: “Contente-se em saber que a Enel pode cortar a energia antes da operadora cortar a conexão, old pal”.
Suspirei. Era uma noite quente, e a playlist de Wynton Marsalis travou. Acendi um cigarro e acessei o site da Organização de Combate ao Enfisema.


Publicado em 05/10/2025




O dia da corte do bobo

por Nelson Moraes

Mas naquele ano foi diferente

Sim, era uma tradição naquele reino. Uma vez por ano a corte era toda do bobo: o rei abdicava simbolicamente e entregava a coroa ao bobo, que se sentava ao trono e era convertido no supremo mandatário do reino por 24 horas. Suas ordens tinham que ser executadas – exceto execuções, menos pra evitar o trocadilho do que pra neutralizar a possibilidade de uma mortandade sem precedentes em um reino já pequeno: havia que se pensar nos impostos.

Tirando isso, valia tudo.

Claro que os "decretos" baixados pelo bobo, no decorrer de sua efêmera gestão, não passavam de pura bufonaria, ou mesmo algum trote com a família real e seus assessores: ele podia ser bobo mas não era bobo. Ficou célebre, por exemplo, a ocasião em que ele anunciou que, a título de homenagem, passaria o dia de seu governo fantasiado de quem mandava de verdade no reino – e apareceu vestido de rainha. Ou quando encenou um golpe de estado, assumindo o trono com a armadura do general do Exército junto com seu cavalo de pau e discursando: "Apesar de ter de dividir o trono com esse animal, ao menos me vanglorio: sou um cavalo ventríloquo!"

Mas naquele ano foi diferente.

Ao raiar do dia, quando lhe foi oferecida a coroa, o bobo, pra surpresa geral, recusou.

– Como assim? – perguntaram.

– Não, ué. Não quero a coroa.

– Então... Não vai ter Dia da Corte do Bobo?

– Claro que vai. Só não quero que mude nada. O rei continua reinando, eu continuo bobo. Só isso.

Ninguém entendeu. Mas como – pelo menos naquele dia – seu desejo era uma ordem, assim foi. Num clima meio embaraçoso, o rei sentou-se ao trono. Baixou seus decretos de forma não muito espontânea, que foram obedecidos de maneira um tanto constrangida. O monarca nunca tinha se sentido tão vulnerável, entregue, postiço. Assim passou-se aquele dia, que pareceu ter 72 horas.

Quando soaram as badaladas matinais do dia seguinte, a primeira medida do rei foi certificar-se de que o Dia da Corte do Bobo havia realmente terminado.

E mandou executar o bobo.


Publicado em 25/02/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.