CRÔNICAS


Flávio pega o primeiro jatinho que vê e chega aos EUA sem escalas, sem passaporte e sem explicações

por Carlos Castelo

Direto de Porto Iguazú

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou, na madrugada desta terça-feira, aquela que já é considerada a mais audaciosa travessia a pé da história da fronteira tríplice, superando inclusive a de turistas que tentam levar caixas de whisky do Paraguai. Segundo testemunhas, o parlamentar atravessou a Ponte Tancredo Neves caminhando em passo acelerado, de óculos escuros, boné puxado sobre os olhos e um sobretudo que, na opinião de um camelô local, "denunciava a fuga mais do que um cartaz luminoso".
Fontes da aviação regional afirmam que um jatinho branco, sem identificação visível e com um adesivo de "Deus, Pátria e Família" parcialmente raspado na fuselagem, aguardava numa pista de pouso a poucos quilômetros dali. A aeronave decolou às 4h12, rumo ao norte, e pousou em solo americano horas depois. Controladores de voo relataram que o piloto, questionado sobre o plano de voo, respondeu apenas: "Turismo. Só turismo."
Em Brasília, o clima foi de perplexidade. Assessores do gabinete do senador informaram que ele estava "em agenda reservada", expressão que, segundo especialistas em eufemismos políticos, já foi usada para justificar desde cirurgias até a compra de terrenos em Miami. Um funcionário, sob condição de anonimato, afirmou que Flávio deixou na mesa um bilhete com os dizeres "volto já", sem especificar o ano.
A Polícia Federal informou que acompanha o caso e que já descartou a hipótese de sequestro, uma vez que, nas palavras de um delegado, "ninguém é sequestrado com tanta bagagem". O Itamaraty, por sua vez, divulgou nota lamentando o episódio e destacando que o senador cruzou a fronteira "com cordialidade, sem atropelar ninguém na ponte e agradecendo ao guarda argentino em portunhol fluente".
Nos Estados Unidos, autoridades locais disseram ainda não ter recebido nenhum pedido formal sobre o caso, mas confirmaram que um brasileiro de boné e sobretudo foi visto numa loja de conveniência na Flórida comprando um mapa, um carregador de celular e uma camiseta com a inscrição "I ♥ Freedom".
Nas redes sociais, internautas já batizaram o episódio de "Operação Pé na Ponte". A hashtag #CorreFlavio chegou aos trending topics em menos de uma hora, seguida de perto por #ExplodePassaporte.
Até o fechamento desta edição, o senador não havia se manifestado. Seu último post nas redes sociais, publicado às 3h58 da madrugada, trazia apenas a foto de uma ponte e a legenda: "Caminhada matinal. Bom dia, patriotas!"


Publicado em 27/10/2026




Uma câmera na mão, um cavalo na cabeça

por Carlos Castelo

O cinema novo bovino

Algumas vezes a história do Cinema dá um passo à frente. E há momentos em que tropeça no cabo de extensão e inventa uma estética nova. A obra cinematográfica de Mário Frias, Flávio e Eduardo Bolsonaro pertence a essa segunda tradição, mais incomum e, por isso mesmo, mais fascinante.

O primeiro escreve roteiros como se fosse um discurso no Lions Club de Cubatão. O segundo produz feito um agiota. O terceiro recebe a verba. Juntos, formam uma espécie de neorrealismo fake, no qual a câmera não registra a realidade: ela a interroga, a adverte e, se necessário, convoca um golpe.

O crítico desatento dirá que faltam unidade dramática, profundidade psicológica e enquadramentos inteligíveis. Mas isso é aplicar critérios antigos a uma escola nova de cinema. Por exemplo, os diálogos. Eles parecem ter sido escritos cinco minutos antes da gravação e representam uma recusa do autoritarismo da revisão gramatical.

Em Dark Horse, há claros ecos de Godard. Mas apenas porque qualquer coisa, depois de certo ponto, lembra Godard. Até um micro-ondas apitando.

Resta ao espectador uma sensação inusitada: a de ter assistido, ao mesmo tempo, a um filme, um assalto e um bate-boca. E talvez seja exatamente essa a contribuição desses três à sétima arte. Ou à oitava. Ainda estão decidindo.


Publicado em 02/06/2026




Nove Profissões para Eduardo Bolsonaro no Brasil

por Carlos Castelo

Se um dia retornar ao Brasil, Dudu enfrentará um mercado de trabalho desafiador

Se um dia retornar ao Brasil, Eduardo Bolsonaro enfrentará um mercado de trabalho desafiador: perdeu o emprego de deputado e provavelmente perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal. Resta ao filho 03 reinventar-se profissionalmente, tarefa hercúlea para quem tem como principal qualificação no currículo ser filho de Mito.

1. Influenciador Digital de Teorias da Conspiração
Afinal, já tem a experiência. Bastaria migrar do X-Twitter para o TikTok e trocar "fraude eleitoral" por "a terra é plana".

2. Comentarista Político da RedeTV às 3h da Manhã
Horário nobre para quem quer falar muito sem que ninguém ouça.

3. Dublê de Donald Trump em Festas de Aniversário Infantil
"Olha mamãe, o tio laranja!" Especialidade: assustar crianças de 6 anos e perder debate para palhaços.

4. Consultor de Relações Internacionais para Tiozões do WhatsApp
Inclui módulo avançado: "Como ser recebido em embaixadas que você não sabe localizar no mapa".

5. Ator Coadjuvante em Novelas da Record
Sempre no papel de filho mimado que vive às custas do papai. Nem precisaria decorar texto, só ser ele mesmo.

6. Segurança de Estacionamento de Shopping
O cargo perfeito para quem passou a vida dando carteirada: só que agora a carteirinha vem com apito e colete refletivo.

7. Testador de Detectores de Metais em Aeroportos
Considerando a quantidade de armas que a família tem, ele já poderia começar no emprego como coordenador da área.

8. Professor de Oratória
Aulas práticas de como transformar qualquer discurso em constrangimento internacional.

9. Herdeiro Profissional
Essa ele já exerce há décadas. É a única que realmente domina.


Publicado em 03/01/2026




A lógica do prejuízo

por Carlos Castelo

Sobre BETs

Entrei nas BETs para ganhar dinheiro depressa. Deu certo: a grana saiu correndo e eu nunca mais consegui alcançá-la. Chamam isso de jogo responsável. Faz sentido. O jogo foi responsável por tudo o que me aconteceu depois.

Comecei apostando nos favoritos. Perdi. Concluí que favoritismo era armação. Passei então aos azarões, porque ninguém desconfia de quem já entra desacreditado. Perdi de novo. Foi quando entendi que, nas BETs, a lógica só serve para explicar o prejuízo depois.

Minha família disse que eu precisava dar um tempo. Achei um conselho ótimo e parei. De atender o telefone. O gerente do banco sempre me ligava dizendo: “Senhor, precisamos conversar.” Uma delicadeza incomum ameaçar alguém com tanta educação.

Descobri então um guru das apostas que garantia um método infalível. Se era infalível, por que vendia o método em vez de apostar? Fiz essa pergunta. Para descobrir a resposta, comprei o curso. Até hoje, não recebi nem uma coisa nem outra: nem a resposta, nem meu dinheiro de volta.

Tive que colocar mais fichas na mesa. Agora aposto até na previsão do tempo. Quando acerto, foi estratégia. Quando erro, foi o El Niño que não respeitou as regras.

Mas sigo otimista: basta mais uma fezinha para recuperar tudo. Posso, sim, ter chegado ao fundo do poço. Mas já apostei quanto tempo levo para sair daqui. Dessa vez, vou quebrar a banca.


Publicado em 30/07/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




Um beijo ardente

por Vasqs

A vida dele virou um inferno

O empresário e a jovem secretária amante beijam-se ardentemente no quarto de luxo de um hotel evidentemente de luxo também. Findo o beijo, ele leva as mãos à boca, sentindo algo estranho. Que foi, ela diz, não gostou? Ele corre pro banheiro, olha-se no espelho, abre a boca e lá está: um vão, uma janela, onde deveria estar um dente, um pré-molar tipo ostentação, de ouro 24k!

Assustado, sempre protegendo a boca, corre de volta pro quarto, abaixa-se, procura no chão, embaixo da cama, debaixo dos lençóis... Que foi?, pergunta de novo a jovem secretária amante. Os dois se abaixam pra procurar juntos. Em vão. Ele tem um insight mesmo sem saber o que isso significa, e se pergunta: será?

Que foi?, ela quer saber outra vez de novo. Não é possível, ela diz depois de ele contar. Será?

Difícil seria explicar pra esposa, chegando o empresário às 2 da matina, sem um dente - e de ouro 24k! Caiu na rua, no bueiro, caiu na privada, um assaltante... ela, a esposa, não engoliria. Sua vida, a dele, viraria um inferno.

Abriu o jogo: minha jovem secretária, hã, amante, hã, engoliu.

Seu dente?! , exclama a esposa estupefata.
De ouro 24k, ele responde embaraçado.


Pediu perdão. Era íntegro. Momento de fraqueza. Mil promessas. Amava a esposa. Como a ninguém.

Inútil, em vão, outro vão. A vida dele virou um inferno.

A esposa processou a amante: garimpo ilegal, além do mais! Quero o dente - o pré-molar de ouro 24k! - de volta. Custe o que custar!

Não pelo valor, poderiam comprar uma dentadura inteira de ouro 24k. É questão de honra!, afirmou a esposa, peremptoriamente.

Processo de rico corre mais rápido que entregador de pizza. Contra pobre, é quase instantâneo. O juiz deu 24 horas pra jovem secretária amante desengolir o dente. Métodos, ele disse, existem aos magotes - juiz gosta de enxundiar o verbo.

Sentença cumprida, o dente foi devolvido são e salvo. A esposa guardou o agora suvenir no porta-joias. A essa altura o empresário já tinha reposto o dente, dessa vez mais modesto, de acrílico. Até porque, obviamente, um dente que passou pelo que passou o pré-molar de ouro 24k, entrando por onde entrou , saindo por onde saiu, quem teria coragem de usar?

O beijo da jovem ex-secretária ex-amante marcou pra sempre, como uma nódoa de cajú, o cuore do empresário.

A esposa passou o resto da vida conjugal tentando um beijo daquele pra agradar o marido. Em vão. A vida toda arrancou dinheiro dele, mas nunca conseguiu arrancar sequer um incisivo.

O caso ficou conhecido como O Beijo de Lingote. A jovem ex-secretária ex-amante, ganhou fama como A-Garimpeira-do Pré-molar-de-Ouro-24k. Coitada.


Publicado em 20/07/2026




Tipo assim

por Vasqs

Naquele instante em que você esquece que vai morrer

1
"A grande questão do século 21, pontificava o Saulo, o genro metido a intelectual, é a distopia".
Tia Nélia, entrando na sala , se meteu:
- Magina, eu uso diabo verde, funciona que é uma maravilha.

2
PEC dos 10 Mandamentos, art° 11:
"Serão permitidos todos os pecados sexuais".
£1 : "Desde que abunde o respeito".

3
"Proteja seu celular e sua carteira", avisa o autofalante do metrô.
"E quando for ao Congresso também, proteja seu celular, sua carteira, seus rins e sua alma".

4
Sempre quis uma mulher linda e deslumbrante, nunca pôde ter. Achou uma no Shope, por um precinho bem acessível. Comprou. Com 5% de desconto, no pix.

5
A I.A. foi criada pra substituir o homem. Portanto, grande bosta.

6
Vovó Matilda descobriu que a eternidade existe antes de a gente morrer.
Ela disse: naquele instante em que você esquece que vai morrer, então você é eterno. Os jovens, por óbvio, nem pensam na morte, por isso são mais eternos que os velhos. Estes, também por óbvio, pensam, então...
Vixi!... muito complicada essa véia.


Publicado em 18/12/2025




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Mick Jagger entra num bar...

por Nelson Moraes

Droga! Perdi a aposta.

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção brasileira.
– Ih – diz o barman. – Perdi minha aposta.
– Apostou em quem? – pergunta o Mick.
– No Boston Celtics.
– Mas o Celtics não joga futebol.
– Pois é – arremata o barman. – A seleção brasileira também não.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção inglesa.
– Droga – diz o barman. – Perdi a aposta.
– Ué – diz o Mick. – A Inglaterra nem jogou ainda.
E o barman:
– É que eu apostei que o Keith Richards é que ia aparecer.

*******

O Mick Jagger entra num bar do MetLife Stadium, vestindo a camisa da seleção iraniana.
– Oba – diz o barman. – Ganhei a aposta.
– Como assim? – diz o Mick. – O jogo com a Nova Zelândia terminou empatado.
– Não – explica o barman. – Eu apostei que você não ia sair inteiro desse estádio hoje.


Publicado em 16/06/2026




Leitor quer é porrada

por Nelson Moraes

Murro no olho do autor dá mais engajamento

Quem ficou surpreso ao saber do barraco entre o Garcia Márquez e o Vargas Llosa, acontecido em 76 (donde deduzimos que a literatura diferenciada nem sempre consiste num soco no estômago do leitor: murro no olho do autor dá mais engajamento), é porque nunca soube de outros casos, tão mais cabeludos quanto abafados, também envolvendo literatos.

Por exemplo, o beliscão nos mamilos que o Machado de Assis tomou do Gregório de Mattos, e que fez o Bruxo do Cosme Velho sair dando pulinhos em ziguezague pela calçada do Forte de Copacabana gritando “Bof quoi, dis donc, fait chier!”. Segundo fofocas, o fato de nunca terem sido contemporâneos – com quase um século e meio dividindo os dois – deve ter sido a causa do desentendimento: se já nunca tinham se falado antes do incidente, aí é que não voltaram a conversar.

Outro caso foi o demorado pisão no pé que Ernest Hemingway tomou de F. Scott Fitzgerald, num baile em Fresno. Segundo Hemingway, foi porque Fitzgerald não suportava os “therefore” que ele tinha enfiado indevidamente em “O Sol Também se Levanta”. Segundo Zelda Fitzgerald, foi porque Hemingway tirou Fitzgerald pra dançar. E segundo Fitzgerald, o décimo-quinto Martini estava ótimo e ele não se lembra de mais nada.

Houve também o caso de Fernando Pessoa, que uma vez se trancou no banheiro de uma tabacaria no Ribadouro, em Lisboa, e quem encostou o ouvido na porta acompanhou o tenso diálogo que culminou em Alberto Caieiro enfiando o dedo no olho de Ricardo Reis.

Como não se lembrar também de Lord Byron e Mme. de Stäel, que chegaram a trocar cusparadas, tufos de cabelo e pedaços de unha – e tudo isso por correspondência?

Por fim, não pode ser esquecido o caso de Norman Mailer, que, depois de ter se pegado com um crítico literário do New York Times – e também escritor –, foi a um bar com um míssil Tomahawk BGM-109 enfiado nas costas. Quando os amigos, depois de vários rodeios, com muito jeitinho apontaram o fato, ele teria virado um gole de bourbon e dito: “Vocês precisavam ver como o outro ficou.”

Voltando lá no início, há quem diga que na briga do Vargas Llosa e do Garcia Márquez tinha uma mulher no meio. Felizmente ela se desviou bem na hora.


Publicado em 01/07/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.