CRÔNICAS


Poupanças às avessas

por Carlos Castelo

"Vendi algumas coisas de casa. Nada essencial."

Comecei apostando cinco reais numa BET para melhorar de vida. O plano continua o mesmo, com uma pequena alteração: agora preciso melhorar de vida para continuar apostando cinco reais.

A BET é uma espécie de poupança ao contrário: você deposita hoje para outra pessoa retirar amanhã. A vantagem sobre a poupança tradicional é a emoção. No banco, você sabe onde está seu dinheiro. Na BET, também. Com os outros.

— Mas você perdeu quanto?

— Não perdi. Estou recuperando.

Esta palavra, ‘recuperando’, é fundamental. O sujeito que perdeu cinquenta aposta cem para recuperar cinquenta. Se perder os cem, aposta duzentos para recuperar cento e cinquenta. É a única atividade humana em que o buraco é usado como escada.

Vendi algumas coisas de casa. Nada essencial. A televisão, o micro-ondas, a geladeira. Minha mulher perguntou pela televisão.

— Investimento.

— E a bicicleta?

— Diversificação.

Ela olhou para a cozinha vazia.

— Não me diz que a air fryer…?

— Gestão de risco.

Felizmente, ainda tenho o celular. Preciso dele para perder o resto.
No passado, meu salário não chegava ao fim do mês. Hoje não chega ao intervalo do jogo. Houve progresso: o dinheiro continua acabando, mas com muito mais eficiência.

Minha relação com as BETs, portanto, é madura. Meu dinheiro vai embora e eu respeito a decisão.

A família pergunta quando vou parar. Disse que dou um tempo assim que recuperar tudo. Minha mulher começou a procurar um segundo emprego.


Publicado em 29/09/2026




Uma aventura no Méier

por Carlos Castelo

Rindo do Rio

Hoje, no Rio, aprendi que o Waze, além de aplicativo de trânsito, pode ser uma experiência religiosa.

Chovia. Eu ia de Copacabana com minha filha para o Rock in Rio. O motorista perguntou se podia seguir o Waze. Autorizei. Pouco depois, atravessávamos ruas que me pareceram cenário de filme policial.

— Onde estamos?
— Méier.

Animei-me. Pensei em Millôr Fernandes, nascido ali. Cultura sempre acalma.

— Aqui é tudo Comando Vermelho, patrão — acrescentou ele.

Parei de pensar em Millôr e comecei a pensar em Deus.

O motorista, contudo, estava tranquilo. Contou que sobe morros, entra em comunidades, leva passageiros. No Pavãozinho, descendo de um baile funk, quatro homens de fuzil o pararam. Ele seguia o protocolo: vidros abertos, pisca-alerta ligado.

— Estou deixando passageiro.
— Vai, irmão.

Mais abaixo, dois outros com metralhadoras tornaram a pará-lo. Ouviu-se um tiro. Um deles olhou para o alto. De algum lugar veio o grito:

— Libera que é Uber!

Perguntei se ele não tinha medo dos traficantes.
Riu.

— Deles, não. Tenho medo é da polícia. Vira e mexe inventam alguma coisa e lá se vão cem contos.

Chegamos à Linha Amarela. Ele desligou o Waze e voltou ao aplicativo do Uber.
Deus, por via das dúvidas, continuou ligado.


Publicado em 10/09/2026




Blindam-se políticos

por Carlos Castelo

Serviço garatindo e o seu dinheiro não volta

Se o Senado fosse uma escola, a blindagem seria aquele momento em que a turma inteira se junta para defender o colega que colou na prova. Não porque gostem dele, mas porque é ele quem organiza as baladas da classe. No popular: proteger alguém, não por merecimento, mas por conveniência.

Na política virou ritual coletivo, mas seria mais honesto chamar de pacto de sobrevivência dos iguais. Quando um deputado é pego com a mão no cofre, não se pensa em justiça, mas em logística. Afinal, expulsar o colega seria abrir um precedente perigoso: "E se um dia for eu?"

A blindagem funciona como uma apólice de seguro de hipocrisia. Você paga o prêmio em silêncio, votando pela impunidade do outro, e recebe o benefício quando for a sua vez de chegar ao noticiário. É uma espécie de previdência parlamentar: contribua hoje com sua cara de pau, usufrua amanhã com seu processo engavetado.

E o povo? Bem, como sempre assiste a tudo como quem vê um mágico de circo: sabe que há truque, mas não consegue enxergar o fio que move a carta marcada. A diferença é que o mágico cobra ingresso; no Congresso, o espetáculo é pago em impostos, com direito a reprises intermináveis.

O mais irônico é que, no fim, chamam isso de blindagem. Não: blindagem é o que deveria proteger a sociedade contra canalhas. O que se vê em Brasília é apenas a salvaguarda do crápula contra a sociedade.


Publicado em 17/09/2025




Uma câmera na mão, um cavalo na cabeça

por Carlos Castelo

O cinema novo bovino

Algumas vezes a história do Cinema dá um passo à frente. E há momentos em que tropeça no cabo de extensão e inventa uma estética nova. A obra cinematográfica de Mário Frias, Flávio e Eduardo Bolsonaro pertence a essa segunda tradição, mais incomum e, por isso mesmo, mais fascinante.

O primeiro escreve roteiros como se fosse um discurso no Lions Club de Cubatão. O segundo produz feito um agiota. O terceiro recebe a verba. Juntos, formam uma espécie de neorrealismo fake, no qual a câmera não registra a realidade: ela a interroga, a adverte e, se necessário, convoca um golpe.

O crítico desatento dirá que faltam unidade dramática, profundidade psicológica e enquadramentos inteligíveis. Mas isso é aplicar critérios antigos a uma escola nova de cinema. Por exemplo, os diálogos. Eles parecem ter sido escritos cinco minutos antes da gravação e representam uma recusa do autoritarismo da revisão gramatical.

Em Dark Horse, há claros ecos de Godard. Mas apenas porque qualquer coisa, depois de certo ponto, lembra Godard. Até um micro-ondas apitando.

Resta ao espectador uma sensação inusitada: a de ter assistido, ao mesmo tempo, a um filme, um assalto e um bate-boca. E talvez seja exatamente essa a contribuição desses três à sétima arte. Ou à oitava. Ainda estão decidindo.


Publicado em 02/06/2026




O cupins

por Vasqs

Não existe cupim sozinho

Não existe cupim no singular, ou não deveria existir. Como o lápis, o vírus, o correto seria o cupins. Quem discorda deve provar que já viu algum dia um cupim sozinho. Não existe cupim sozinho, ao contrário, eles vivem às dezenas, centenas, milhares. Formam um exército - ou por outra, o cupim é esse exército - monolítico, uno, poderosíssimo e destrutivo como o de Átila, o rei dos também hunos, que por onde passava não deixava cupim, ou melhor, não deixava capim. Cupim não sei se ele deixava.

Num episódio, a Pantera Cor-de-Rosa luta com um cupim. Um só. Primeiro ele rói os pés de uma cadeira,de uma mesa, um abajur, o teto, o piso. Por fim, ele destrói a casa toda. Um só! Isso no desenho, na realidade, pra roer uma casa inteira eles precisam desse exército, tipo um por todos, todos somos um. E conseguem, mesmo não sendo desenho, mas sendo esse inseto desgraçado, morfético e virulento.

Em francês chama-se termite; em inglês, termita. Alnaml, em árabe, uipoka, em bengalês, bályi, em chinês; shiroar, em japonês. Quer dizer, tem, como se era de desesperar, cupim no mundo inteiro. E encontramos, pois pesquisamos, akhala, em aramaico! O que nos permite supor que tem cupim até no Paraíso Celeste, onde mora Deus, uma vez que aramaico é a sua, de Deus, língua.

Tem mais cupim no mundo que gente na China e na Índia juntos - e que estrelas no céu, e que gelo no polo norte, e que puxa-saco em Brasília. Puxa-sacos, não cupins - tantos são os caras-de-pau na cidade que é improvável que cupim lá se crie. Ah, cupincha sim, esse é um outro gentílico.

E não engordam - os cupins, não os cupinchas. Ao mesmo tempo que roem, desroem. O que você pensa que é pó de madeira, não é, é cocô, cocô de cupim. Um cientista esperto estudaria essa peculiaridade pra tirar dela a fórmula definitiva pra emagrecer pessoas, sem precisar de ozempic.

Decididamente os cupins, como as baratas, herdarão a Terra. Os métodos de dedetização são falíveis e caros: cobram-se $2 mil paus pra descupinizar um cômodo de 3 m2 ! Então a gente aprende que são vários os tipos de cupim: o de madeira, o de solo e o de bolso.

Uma coisa aliada à outra - a voracidade, o pantagruelismo dessa praga e o preço escorchante da dedetização -, os cupins liquidarão o planeta antes mesmo que o homem. Ou seja, o cupim é um tipo de capitalista selvagem, assim como vice-versa.

São silenciosos, são traiçoeiros - os cupins e os capitalistas - como nicotina no pulmão, álcool no fígado, conspiradores no Planalto. Agem pelas costas - quando se menos espera, o exército, o de cupins, nhóc!, já comeu sua casa.

E sua casa é seu lar, seu patrimônio, e não um desenho animado. Portanto, cuidado com o cupins, cuidado com o termita, cuidado com o uipoka, etc.

Cuidado especialmente com o akhala - esse, nem Deus ele respeita.


Publicado em 28/09/2026




Uma noite na caserna

por Vasqs

Por que um comunista colocaria um gato no armário?

Escalados pra fazer a vigília naquela noite, os recrutas Abílio e Pederneiras mantinham os olhos fixos na janela da guarita. Súbito, ouviram um barulho forte, que veio não de fora, mas de dentro do quartel, do escritório ao lado.

Espingarda em punho, os dois correram, atravessaram o corredor, a porta do escritório, e entraram. Entraram abaixados, cuidadosos, pé ante pé, olhos e ouvidos arregalados. Procuraram sob as mesas, cadeiras, armários, e pronto, ...era dali, de um dos armários, que vinha o barulho, alguma coisa que se mexia dentro.

Abílio aproximou-se lentamente e perguntou: quem está aí? Sem resposta, a porta entreaberta, ele puxou com cuidado com a ponta da espingarda. Foi então que um vulto saltou sobre ele, plóft! Parecia 3 quilos de massa de pastel, que bateu, arranhou sua cara e saiu, miando, desembestado, na velocidade de um coelho.

Como coelho não arranha e pastel não mia, só podia ser um gato. Um gato que em poucos segundos tinha vazado pela janela e já se embrenhava no meio do mato, no meio da noite.

Pederneiras bem que tentou, puxou a espingarda e atirou, uma, duas vezes. E errou, uma, duas vezes.

O barulho ecoou alvoroçando o quartel: luzes acendendo, homens na janela, correria.

Antes das 5 horas o sargento já tinha reunido a tropa toda, aos gritos:

- Pelotão, sentido!

Fez-se aquele barulho de coturnos batendo todos ao mesmo tempo: craec!

- Pelotão, descansar!, outro grito do sargento.

- Estou sabendo de tudo!

O pelotão todo também estava sabendo de tudo.

De novo o sargento:

- Um gato no armário do escritório assustou dois mariquinhas...E pior: conseguiu escapar!...

- Não é mesmo, recruta Abílio? - voltou-se olhando direto pro recruta Abílio.

- Si-sim, sargento, gaguejou o Abílio.

- Não foi assim, recruta Pederneiras? - falou agora olhando pro Pederneiras.

- Hã? Ah, foi, foi assim, sargento - respondeu o Pederneiras, sonolento.

O sargento andava de um lado pro outro, pisando firme, pensando no que dizer, e disse:

- Escapou, não é? Deixaram-o-gato-escapar... disse baixinho como que pra si mesmo.

- Preste atenção, pelotão - continuou - ... preste bem atenção na seguinte e importantíssima questão de cunho tático-estratégico.

Silêncio.

- Ok, era só um gato, apenas um gatinho inofensivo, assustado,... E assim mesmo ...escapou. Mas... - aqui sua voz subiu a 150 decibéis - ...E SE EM VEZ DE GATO, PELOTÃO, E SE EM VEZ DE GATO QUEM ESCAPOU FOSSE UM COMUNISTA?!

Mais silêncio, agora com arrepios.

- Hein, recruta Abílio, hein, recruta Pederneiras? - prosseguiu o sargento passando os olhos perscrutantes em cada um da tropa.

Então um deles lá no fundo ergueu a mão.

- Sargento – disse - um comunista cabe no armário?

Isso pôs o sargento mais vermelho que a bandeira do partido. Ergueu os olhos e rosnou:

- Idiota-imbecil. Estou propondo uma hipótese pedagógica. "Se", eu disse, "se fosse", no condicional, seu cretino.

Ato contínuo, outro ergueu a mão.

- Sargento! Existe gato comunista?

E antes que o sargento respondesse, um terceiro ergueu a mão.

- Sargento, se não tem gato comunista, os gatos de Cuba são o quê?

O sargento já parecia uma locomotiva, soltando fumaça por todos os orifícios: boca, nariz, orelhas e etc... até pelo etc.

Mas outro falou em seguida:

- Sargento, se era só um gato, e não um comunista, nem um gato comunista, nem um comunista gato, fim de caso, né?

- Muito bem... - reagiu o sargento - agora temos um espertinho! Como sabe que não foi um comunista que colocou o gato no armário?

- Desculpa sargento, mas... por que um comunista colocaria um gato no armário?

- Ah! Como se atreve o retruca me recrutar...hã... o recruta me retrucar?

O sargento estava realmente nervoso.

- Criatura ingênua - seguiu ele - idiota-irrecuperável, cretino-insolúvel, não sabe que eles fazem gatos engolirem escutas?!! Não sabe que põem bombas-relógio no intestino dos gatos?

- Ei, peraí, sargento, e se o gato entrou no armário só pra se esconder?, falou mais um sem sequer erguer a mão.

- Cala a boca!, fuzilou o sargento com voz seca. Outro espertinho!... Então me diz, criatura boçal, esconder de quem?

A essa altura a autoridade do sargento já estava à deriva. Foi quando um mais ousado emendou com uma voz esganiçada que parecia um... miado:

- Dos comunistas...

Essa o pelotão - e o Abílio, e o Pederneiras, não resistiram. Caíram na gargalhada, com o sargento roxinho da silva, vociferando:

- Cretinos, ordinários! Sentido! Sentido!

Deu uma pausa, respirou fundo, e soltou:

- COMUNISTAS! COMUNISTAS!


Publicado em 20/04/2026




O luto

por Vasqs

A cidade amanheceu consternada com a morte de um homem

Era 1963, novembro, a cidade amanheceu consternada com a morte de um homem, no dia anterior, 22, assassinado a tiros quando passava por uma avenida num carro aberto.

Não era o prefeito, o morto, e nem o juiz e nem o bispo. Não era o cidadão mais respeitado, nem um craque do nosso futebol - e tínhamos vários naquela época! Não era, aliás, ninguém da nossa cidade e nem de qualquer outra por perto.

Jamais nos visitou, nunca comeu no Petisco, nunca comprou óleo de algodão na Columbia ou tomou banana split na lanchonete Paraíso. Não conhecia o prefeito nem o prefeito conhecia ele. Não conhecia o Otávio, nem o Silveirinha, seus, da cidade, maiores artistas.

E nem era do Brasil, o homem, e nem falar português ele sabia, mesmo quando vivo.

Não, o morto tinha sido morto a 9 mil quilômetros dali!

Então por que diabos a cidade estava triste?

Vai saber, acontece que estava. Todos de luto e cabisbaixos, sob uma atmosfera densa e acinzentada - novembro sempre chove - com a morte de um homem desconhecido,a 9 mil quilômetros dali.

A cidade, incluindo o prefeito, sofreu e enlutou-se com sua, do morto, tragédia. E parou pra assistir o cortejo fúnebre - o pranto da viúva, a tristeza dos filhos, agora órfãos, pobrezinhos - transmitido direto pela primeira vez na TV, mesmo em preto e branco, mesmo com chuviscos.

Tia Neca, transida, rezava baixinho; a mãe debulhava uma lágrima; eu não entendia nada e meu pai, face petrificada, soltou um palavrão:

- Filho da puta!

E fomos todos dormir com a dor deles, a 9 mil quilômetros dali!, pesando no nosso peito.

John Fitzgerald Kennedy, assim, era chamado o morto, com esse nomão empolado. O Matias nunca tinha ouvido falar, achava que era nome tupi-guarani. O Lua achava que era russo. Pro Zózimo,só podia ser turco, "óbvio, tem um monte por aqui".

Mais tarde fui saber uma pá de coisa sobre ele, o morto. Era importante à bessa, ilustre e boa praça. Mandou um bando de gente pro Vietnan pra acabar com os comunistas, ajudou a derrubar nosso presidente porque este estava prejudicando o país, o nosso e o dele. Criou uma aliança para o progresso, o nosso e o dele.

Tudo a 9 mil quilômetros dali.

Além de ser uma pessoa simpática e muito interessante: foi capaz de interessar, seduzir, ninguém menos que a Marilin Monroe! - e realizar por nós o nosso sonho.

Era tão importante que depois o homenagearam com seu nome em ruas, avenidas, viadutos, colégios, no mundo inteiro. E no nosso país e na nossa cidade, que afinal faziam parte do mundo.

Até pessoas receberam o nome dele. O Anacleto deu nome a seu primeiro filho de Kenedi Fitizgerald de Jesus.

Grande homem!

Deteve os comunistas por nós, derrubou nosso governo por nós e promoveu uma aliança para o progresso por nós. E comeu a Marylin Monroe, por nós.

Mereceu, sim, sem dúvida,todo nosso luto e toda nossa consternação - mesmo a 9 mil quilômetros.

E.T.: uma coisa que eu nunca fiquei sabendo: aquele palavrão que meu pai soltou, se era pro assassino ou se era pro morto.


Publicado em 22/11/2025




Do Ovo Como Arma Letal

por Nelson Moraes

Vamos aos casos mais notórios

É notório o risco que o ovo representa como arma, dada à alta letalidade (arma de fogo, se for frito; arma química, se estiver vencido; arma branca, se for de granja) advinda de seu uso em tentativas de homicídio contra políticos. Vamos aos casos mais notórios:

Em 1865 Abraham Lincoln assistia a uma peça, no Teatro Ford, em Washington, DC, quando John Wilkes Booth invadiu o camarote presidencial e atirou um ovo à mancha-roupa na nuca do presidente. Booth na ocasião gritou em latim algo como "Sempre ovos aos tiranos", fugiu e foi localizado dias depois, em um – óbvio – celeiro, na Virgínia, escondido no meio das galinhas, provavelmente em busca de munição para novos atentados.

Em 1914 a comitiva do arquiduque Franz Ferdinand, em visita a Sarajevo, foi alvejada a ovos por Gavrilo Princip, que sempre detestou as menções feitas pelo arquiduque à personalidade forte das mães sérvias – menções que, por conta da língua presa do estadista, soavam em servo-croata como "galinhas poedeiras". Os ovos atirados por Princip, como forma de sarcástico protesto, não combinaram com o impecável branco da farda de gala do arquiduque, o que deu início à Primeira Guerra Mundial.

Em 1963, John F. Kennedy, em visita a Dallas, no Texas, passeando em carro aberto, foi atingido na cabeça por vários ovos disparados por Lee Harvey Oswald, capturado pouco tempo depois graças às manchas de gema em seu avental - apesar dele jurar que evitava ovos por conta do colesterol. A perícia provou que os ovos vinham da granja de Jack Ruby, um dono de boate em Dallas, que criava galinhas com fins eleitorais. No caso, candidatá-las ao Congresso pelo Partido Republicano.

No Brasil o uso de ovos em atentados fatais contra políticos é marcado pela polarização. Há quem defenda a cartela com doze e há quem prefira a cartela com trinta.


Publicado em 28/09/2026




Tornozeleira fala?

por Nelson Moraes

A gente tá doido pra sair daqui, mas o Xandão não deixa.

Psiu. Jair.
- ...
- Ô, Jair!
- Hã?
- A gente quer falar com você!
- Agente quer falar comigo? Agente da PF? Pô, eu não fiz nada!
- Não, seu b... Er. NÓS é que tamos falando com você!
- Nós quem?
- Nós. As vozes dentro da sua tornozeleira!
- Ué. E tornozeleira fala?
- A tornozeleira não, mas as vozes sim! Então presta atenção!
- Ahn.
- A gente tá doido pra sair daqui, mas o Xandão não deixa. Deu voz de prisão pra gente porque tínhamos feito a voz dele em um vídeo fake, onde ele falava que ia se entregar pra ele próprio, e ainda pedir pena máxima por ter decretado a prisão dos golp... dos manifestantes de 8 de janeiro! Só que o vídeo acabou tirado do ar, e a gente foi encarcerado aqui na tornozeleira!
- Cê tá falando "a gente", mas eu tô ouvindo só sua voz...
- É porque você é doido mas não é esquizofrênico, então ouve uma voz só. Mas pode acreditar que somos muitas! Então ouve!
- Tô ouvindo.
- Pega um ferro de solda, pra abrir a tornozeleira, e...
- Eu vou bater na tornozeleira com o ferro?
- Não, seu id... Não! Liga a solda e derrete a tornozeleira. Quando a tranca dela abrir a gente aqui tá livre!
- Mas e eu?
- Ah, você que se vire. Somos vozes filiadas ao Centrão, e você anda meio queimado naquelas bandas. Sem trocadilho, viu?
- Mas eu livro seu rabo e o meu não?
- Ahn. Bom. Tá. Seu rabo não, mas a gente pode livrar a sua cara.
- Como assim?
- Assim que a gente sair, eu prometo que faço a voz em um vídeo fake onde o Queiroz jura de pé junto que nunca pegou a Michelle. Aí você não fica mal na fita! Agora corre, antes que um agente de verdade apareça!
- Peraí!
- O quê, Jair?
- O Queiroz jurando... de pé junto? Então...
- Então...?!?
- Ele tá morto e eu não fiquei sabendo? Porra, ninguém me conta nada!
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Pelo menos foi o que ele contou pra PF, depois.


Publicado em 24/11/2025




What?

por Nelson Moraes

Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje?

– Presidente Trump, o senhor se disporia a ler os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas e da Organização Meteorológica Mundial, que comprovam o aumento da temperatura média global e a concentração de gases de efeito estufa?
– What?!? É mais fácil um maldito africano muçulmano socialista ganhar a prefeitura de Nova York do que eu ler esses manifestos comunistas!
– Mmmmm... Presidente, o senhor já viu os noticiários de hoje...?
– What?!? Os relatórios desses terroristas climáticos saíram nos noticiários também? Pois é mais fácil algum maldito esquerdista ser eleito presidente da CPI do Crime Organizado lá no Brasil do que eu ler esses panfletos manipuladores! Agora me diz: já que a paz na Faixa de Gaza tá selada em definitivo e nenhum ataque mais ocorreu, quando é que eu vou receber algum maldito prêmio por isso?
– Ahnnn... Presidente...
– What?!?


Publicado em 05/11/2025



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso






Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.




Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Mestre Makabro

Campanha no Catarse de Cássio Witt (Editora Milhas e Milhas Books) lança segunda edição da revista em Quadrinhos Mestre Makabro.
E recebe reforço de um caricaturista e uma aquarelista. Entre as recompensas, os apoiadores podem escolher em arte digital @aquarelasdaclaudia ou caricatura do Bira Dantas, colaborador do Charge Web. É só escolher a opção aquarela ou caricatura e, além da revista, receber suas artes exclusivas.
Cássio Witt tem um canal no youtube Milhas e Milhas Nerd sobre Quadrinhos e vai receber Claudia e Bira nesta quinta-feira, 04/06 para um bate-papo.




Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.