CRÔNICAS


iLuta de classes

por Carlos Castelo

Marx e os smartphones

A Apple conseguiu fazer uma coisa que Marx, apesar do esforço, não fez: instalar a luta de classes no bolso da calça.

Atualizei meu iPhone para o iOS 27 e fui informado de que existe uma coisa chamada Apple Intelligence. Fui avisado, note-se. Ter acesso é outro assunto.

Meu aparelho é um iPhone 13. Logo, pertenço à classe 13.

Posso telefonar, fotografar, mandar mensagens, consultar mapas e desempenhar outras funções braçais, perfeitamente adequadas ao meu estrato social. Inteligência artificial, porém, é privilégio das classes superiores.

A aristocracia começa mais acima.

Há, portanto, uma nova pirâmide social: na base, os miseráveis do iPhone 10; um pouco acima, a pequena burguesia do 12; depois nós, remediados do 13, ainda iludidos pela aparência de prosperidade. No topo vivem os proprietários dos modelos mais recentes, criaturas que já não digitam: delegam.

A genialidade da Apple foi abolir a propriedade como símbolo de riqueza. Não importa mais possuir um aparelho caro. É preciso possuir o caro correto.

O sujeito paga uma pequena fortuna e, dois anos depois, descobre que não comprou um smartphone, mas um título provisório de respeitabilidade.

A antiga luta de classes ao menos tinha fábricas, barricadas e alguma dignidade dramática. A nova se resolve numa loja, com cartão em doze vezes.

Não existe obsolescência programada. O que há é humilhação programada. E vem com atualização gratuita.


Publicado em 22/10/2026




Comunicado aos sem-luz

por Carlos Castelo

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas.

Prezado cliente,

Sim, sim, nós sabemos. Você está há mais de uma semana sem energia elétrica. Tempo suficiente para um reality show terminar, um pão mofar, ou para você repensar todas as suas escolhas de vida, principalmente a de confiar que a luz voltaria em instantes.

Em primeiro lugar, queremos expressar nossas mais sinceras desculpas. Sabemos que nada apaga a frustração de abrir a geladeira e ser recepcionado por um bafo morno de iogurte azedo e carne em processo de mumificação.

Mas, sejamos justos: há benefícios inegáveis em passar dias e dias à luz de velas.

Durante esse longo apagão, você não gastou um centavo com ar-condicionado, micro-ondas, ferro de passar ou aquele chuveiro 220V. Parabéns! Seu bolso agradece.

Ao escurecer, você pôde olhar para o céu e contemplar as estrelas (quando não estava ocupado tentando espantar um enxame de mosquitos com a mão). Mas é a natureza batendo à sua porta.

Sem internet, sem séries, sem TikTok, sua família finalmente voltou a se falar. Ou brigar. Mas, tudo bem, isso também é afeto. A vida sem eletricidade é muito mais eletrizante. Quem precisa de Netflix quando se pode brincar de “qual comida vai feder primeiro na geladeira”?

Você reaprendeu a viver. Tomar banho com lanterna na boca, cozinhar usando fósforo, inventar jogos como “onde está a extensão que explodiu?”. Isso é sobrevivência, isso é lúdico!

Sem luz, tudo desacelera. Você medita. Você pensa. Você contempla a parede. Pensa mais um pouco. Começa a conversar com uma berinjela. O nome disso é crescimento pessoal.

Sabemos que nada devolve o seu peru de Natal ou a sua sanidade, mas acredite: estamos trabalhando duro para restabelecer o serviço o mais rápido possível, ou pelo menos antes de você decidir virar ermitão e se mudar para uma caverna.

Agradecemos sua paciência, compreensão e por ainda não ter nos processado.

Com afeto,

SUA Concessionária de Energia Elétrica.
Onde energia pode faltar, mas carinho não.


Publicado em 16/12/2025




Biografias Possíveis: Romero Britto

por Carlos Castelo

Nada se perde, tudo se transforma em Suvinil e souvenir.

Dizem que o talento nasce do sofrimento, da miséria, da dor existencial. Mas Romero Britto, ao que tudo indica, nasceu de uma overdose de luminosidade. Sua biografia, se escrita em tons pastéis, não seria fiel à verdade: deve ser contada em magenta, ciano e uma quantidade indecente de amarelo gritante.

Natural de Recife, onde as sombras têm medo de aparecer, o pequeno Romero começou sua carreira desenhando em papelão, talvez por falta de tela. Ou porque já pressentia o espírito lavosieriano que o acompanharia ao longo da vida: "Nada se perde, tudo se transforma em Suvinil e souvenir."

Com o tempo, Britto entendeu que a arte podia ser uma ponte entre o sublime e o comercial. Picasso dizia que demorou uma vida para pintar como uma criança; Britto fez o caminho inverso. E ainda vendeu sua marca para executivos da Disney. Sua estética conquistou aeroportos, consultórios odontológicos, churrascarias e o coração de quem acha que alegria é algo que deve ser pendurado na parede.

Em Miami, encontrou seu paraíso. Abriu ateliê, virou ícone pop, e logo suas obras começaram a se multiplicar como gremlins. Há quem diga que, se você deixar uma tela branca e uma lata de tinta ao lado de uma reprodução de Britto, no dia seguinte ela acordará autografada.

A arte de Britto é tão otimista que pode fazer um deprimido sair cantando É Preciso Saber Viver diante de seus quadros. O mundo pode estar em ruínas, mas, enquanto houver um Britto emoldurado na recepção de um banco ainda haverá a esperança de que os assaltos serão animados.

Críticos o acusam de superficialidade, de transformar o cubismo em cubo mágico. Mas ele responde com um sorriso Pantone 102 C: “a arte deve fazer as pessoas felizes”.

Hoje, Romero Britto é um símbolo da arte globalizada, da estética prêt-à-pendurar, do otimismo como produto de exportação. E, se um dia inventarem o Paraíso dos Artistas, é provável que ele pinte as nuvens de bolinhas, borde uma cachoeira multicolorida nas auréolas e transforme o inferno num happy hour coloridíssimo e com drinks tropicais.

Em essência, se o mundo é cinza, sempre haverá alguém disposto a vender-lhe um pedaço de satisfação: em edição ilimitada, numerada, e ao lado de um bichano gargalhando.


Publicado em 16/10/2025




Poesia, justo no domingo?

por Carlos Castelo

Suspiros poéticos e macarronada com frango

NEXO

Que poema sem nexo
O poeta ficou perplexo
O crítico pediu anexo

Entrou em cena o sexo
Tudo ficou complexo
Cheio de circunflexos

Côncavo no convexo
Nada de forma fixa
Meu Deus, que paradoxo!


Publicado em 12/07/2026




Os sonhos do Lupércio

por Vasqs

Imaginou e pôs em prática um plano sui generis

Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol.
Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamaram a polícia, e ele, o Lupércio, foi parar na delegacia. Batata! Como ele queria, foi entrevistado pelo delegado.
O delegado disse bom dia, como vai? e ele respondeu que tudo bem.
– Cafezinho?
– Obrigado, não.
– Seu nome?
– Lúcio Lupércio.
– Profissão?
– De tudo um pouco.
– Ovos em várias cestas... muito bem! Formado?
– Fiz o primeiro ano do colégio e parei.
– Por quê?
– Muito trabalho, dr. Um dia eu completo.
– Ótimo. Casado?
– Com a Lena Lenita, um anjo de mulher. Somos do mesmo signo!
– Não diga, eu também! Quer dizer, eu e minha mulher somos Peixes.
– Nós somos Sagitário. Março; ela 5, eu 18.
– Belo signo, vão viver eternamente juntos.
– É mesmo?
– É o que dizem os astrólogos.
– Nunca brigamos, fomos feitos um para o outro.
– Tá vendo? Nós também. Filhos?
– Duas. Laura Lúcia e Lídia Lair. A mais nova 5, a mais velha 8.
– Ah, mocinhas! Moram onde?
– Comigo.
– Onde?
– No Cambuci. Casinha simples, sabe?, herança de papai. Comprou com dificuldade, 30 anos pagando.
– Lar doce lar! Tão bom ter uma casa.
- Tem até jardim. Minha mãe que fez, rosas de todo tipo.
– Gosta?
– Eu que cuido, mamãe aprendia na TV, com a Xênia, lembra da Xênia?, e me ensinava. Faço até enxertos.
– Que cor prefere?
– Qualquer uma. Me comove a beleza que traz a primavera com a florada do ipê amarelo.
– Lindo, né? Também tem o branco.
– Sim, com aquela atmosfera nórdica.
– A igualdade é branca!
– A paz é branca.
– Algum sonho?
– Ser entrevistado.
– Está realizando!
– Nem acredito. Também queria apresentar um de jornal de TV.
– Mesmo? Que nem o Tralli?
– Que nem o Bonner. Eu e a Lena Lenita apresentando o Jornal Nacional, aquela elegância, aquele jogral, aquele boa noite!...
– E ela?
– Quem?
– A Lena Lenita, também sonha com isso?
– Não, o dela é ser aeromoça.
– Ah, as mulheres!, sempre sonhando alto... Bom, acho que nosso tempo acabou.
– Passou rápido.
– Volte sempre.
– E a velhinha?
– Impertinência de velha. Dá-se um jeito.
– Obrigado,dr.
– Ah, só mais uma coisa: o que acha da polícia de São Paulo?
– Bom...
Corta!
Não foi nada disso. O delegado nem quis saber do Lupércio, mandou ele direto pra cadeia, aos berros.
Dois cascudos: “E se fosse sua avó?, e se fosse sua tia?!”. E um pé na orelha: “E se fosse sua mãe?!”.
Após três dias vendo o sol nascer com quatro lados iguais e paralelos dois a dois, foi solto com a advertência: “Na próxima, pega um mês na penitenciária e vai apanhar até ficar mais inchado que um bauicú-de-chifre”.
Em casa, encontrou a Lena Lenita, bico de garça, comprido e pontiagudo.
Pegou um mês dormindo no sofá. Um mês de abstinência.


Publicado em 14/10/2026




Flagrantes 2

por Vasqs

Um late pro outro...

Dois cachorros se encontram na praça. O pequeno rosna pro grande, o grande rosna pro pequeno, um late pro outro. O grande morde o pequeno, de leve, mas o bastante pro pequeno uivar de dor. O dono rosna pro outro dono, o outro rosna de volta. Um late pro outro 5 minutos . Os dois espumam no canto da boca.
Noutros tempos, melhores, homens brigavam por causa de mulher.

*

Hora do almoço, lanchonete cheia, todo mundo faminto, de boca no lanche.
Numa das mesas, o menino grita: mãe, quero fazer cocô!

*

No elevador.
Ela tinha os cabelos bem divididinhos, o mesmo tanto de um lado e de outro. Só uma mechazinha pendida pra o lado contrário. Ele disse: seus cabelos estão bem divididinhos, o mesmo tanto de um lado e de outro, só uma mechazinha pendida pra o lado contrário.
Ela respondeu: e o que você tem com isso?

*

Esse negócio de estar conectado não é novo. Só um pouco diferente: o sujeito entrava on-line, era atropelado pelo trem e pronto, tava conectado. Com o Além.

*

Aviso na escada rolante: "DEIXE A ESQUERDA LIVRE"
Conte comigo.


Publicado em 20/10/2025




Os destaques da Grécia Antiga

por Vasqs

O homem é um animal ridículo

Platão
Dono da célebre frase: "O homem é um animal bípede e implume". Frase desmoralizada no dia em que Clóvis Bornay pisou, ou pousou, pela primeira vez na passarela da Sapucaí com 767 plumas multicoloridas, parecendo um pato mandarim gigante.

Aristóteles
Disse com razão: "O homem é um animal ridículo". O que diria hoje se visse um exemplar da mesma espécie fantasiado de: " Ganho- R$45 mil-mais - 30 -penduricalhos- com - o - suor - do -meu trabalho- e -daí?".

Diógenes
Cínico. Seu mais conhecido gesto de cinismo foi sair de lanterna acesa, em pleno meio-dia, procurando um homem com quem pudesse passar quatro noites de farra momesca dentro de um barril.

Pitágoras
Foi o mais famoso compositor de samba- enredo da Grécia Antiga. Manja "A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa"? É dele.

Os pré-socráticos
Também conhecidos como pré-carnavalescos. Tales achava que a origem de tudo era a água. Anarímenes achava que era o ar. Para Anaximandro o princípio era o infinito, o nada. Mas no carnaval eles paravam com essa frescura e iam juntos desfilar na ala das baianas da Mangueira peloponesa.

Demócrito
Previu a existência do átomo, que explicava assim: "É piquinininho, piquinininho, menor que um confetinho".Para ele tudo era movimento: a cor, o cheiro, o som, o rebolado, a chuva, o suor e a cerveja. Seu mais profundo pensamento filosófico foi: "Malandro que é malandro vai pro carnaval vestido de malandro pra dizer que é só fantasia".

Zenão
Pertenceu ao Bloco dos Estoicistas. Pra eles, os deveres e obrigações estavam acima de tudo e por isso só tiravam férias em dinheiro. Eram obcecados pela escala 6x1. No carnaval eles saíam com blusas de lã sob um sol de 40°. Zenão inventou a filosofia Zen, depois negou. Jogou no Guarani, no Corínthians e no Atlético Mineiro.

Sócrates
Criou a maiêutica, método que consiste em se chegar à verdade através de perguntas e respostas:
-O que é carnaval?
-É rebolar o corpo rebolando a alma até deixar a bichinha esquecida da vida, das injustiças e das contas a pagar.
-Vai sair de quê nesse carná?
-Adivinha? De "Cálice de Cicuta"!
-Jura?
-Verdade.

Assim, Sócrates chegava à verdade. E todo mês de fevereiro ele dizia a seus discípulos : "Hoje, gatos, tudo o que sei é que nada sei, nem adianta perguntar que é carnaval ".

Heráclito
Para Heráclito a lei fundamental do universo são as contínuas transformações: "nascer, crescer, cair de quatro na orgia e, então, até pode, declinar e morrer". "Nada é estável, dizia, nunca podemos tomar banho à fantasia duas vezes na mesma piscina."

Nota: texto publicado no finado Jornal da Tarde, no carnaval de 1987, quase ontem. Revisado e adaptado neste.


Publicado em 14/02/2026




Anedota judaica

por Nelson Moraes

Se eu estiver certo...

Não, a anedota judaica que se segue não é uma parábola sobre a dificuldade de tentar trazer à razão – através de evidências sólidas, dados comprovados e lembranças factuais incontestáveis – uma parcela numerosa e arraigada (aliás, “raiz” tem um pouco a ver com o tema da anedota; lê até o fim) da opinião pública, o que até o momento se vem se mostrando infrutífero (“fruto” também tem a ver. Aguenta aí).

Alan Uterman conta que certa vez o célebre rabi Simeon Ben Eleazar, em confronto com autoridades talmúdicas a respeito de certa passagem no Tanakh (o conjunto de livros que formam a Bíblia hebraica), vendo que jamais demoveria os teimosos, retrógrados e intransigentes interlocutores com argumentos pautados pela mais pura lógica, partiu pro tudo ou nada.

– Se eu estiver certo – disse, apontando a janela –, que aquela árvore ali fora se mova pra provar.

Os demais olharam a árvore e em seguida entreolharam-se, até o que o mais velho dos rabis, dando de ombros, e pra terminar logo aquilo, concedeu não sem um tom de preguiçoso escárnio:

– Que seja.

Lentamente a árvore começou a se desenraizar, andando uns cinquenta centímetros pro lado.

Silêncio pesado, arrastado. Então o rabi mais velho deu um tapa na mesa:

– E desde quando eu vou aceitar opinião de árvore nessa discussão?!?


Publicado em 05/10/2026




Mineiríssima franqueza

por Nelson Moraes

Se eu fosse você tirava umas férias dessas crônicas

Cada vez mais me convenço de que um texto presta ou não presta dependendo só das circunstâncias. Tem essa história aí do Fernando Sabino e do Otto Lara Resende (causos de política, literatura e alcova do século vinte que não envolvam o Otto deveriam ser banidos da memorabilia da crônica brasileira. E censor é a mãe).
Dizia o Sabino que, no dia seguinte à publicação de uma de suas crônicas semanais no Jornal do Brasil, recebeu um telefonema do Otto:
- Olha, se eu fosse você tirava umas férias dessas crônicas. A de ontem estava de amargar.
Suscetível ao parecer dos amigos, ainda mais expresso com tal e mineiríssima franqueza, o Sabino suspendeu sine die a condição de cronista semanal. Avisou ao jornal que tiraria um ano sabático, passou a dedicar-se a outros projetos – consta inclusive que chegou a esboçar o roteiro de O Encontro Marcado pro Joaquim Pedro de Andrade dirigir, mas a versão carece de fontes –, e a vida foi seguindo.
Muito tempo depois ele volta, sentindo-se revigorado, e reassume seu espaço semanal no JB. Semanas, meses, semestres voando e um dia, tchans – deu branco. A crônica sairia no dia seguinte e não lhe ocorria assunto algum. Mexe na gaveta, remexe, e ele dá com aquela, a danada, vilipendiada pelo Otto. Não pensou muito. Nas palavras dele, “tapei o nariz, mandei para o jornal e fosse o que Deus quisesse”.
Dois dias depois adivinha quem liga pra ele?
- Ei, queria te parabenizar – disse o Otto. – Voltou em grande forma, viu? A crônica estava ótima.
Sem saber o que dizer, borbulhando de indignação e pensando no tempo todo em que se impusera a sanção da mordaça por conta da opinião do outro, o Sabino soltou os cachorros. Que aquela era a mesma que o Otto execrara, que por causa dela ele achou que não soubesse mais escrever, que isso, que aquilo etc etc.
E o Otto, sereno:
- Uai. Agora eu gostei muito. Ou ela melhorou ou eu piorei.


Publicado em 21/02/2026




O dia em que o palhaço chorou

por Nelson Moraes

Afinal não era qualquer comédia

Existem maneiras e maneiras de se lidar com o Holocausto. Por exemplo, se você for um comediante judeu chamado Joseph Levitch e estiver ancorado por uma carreira consagradíssima, você se dá um salvo-conduto pra fazer até... uma comédia, certo?

Não pra Jerry Lewis.

Afinal não era qualquer comédia. Não era qualquer filme de Jerry Lewis. No começo dos anos 70 ele suspirou fundo, criou coragem e deu início à produção de um projeto (financiado, escrito, dirigido e estrelado por ele) que vinha guardando havia anos, temeroso até então – convenhamos – das esperadas reações: era nada menos que a história de um palhaço judeu, Helmut Doork, preso num campo de concentração por haver esculhambado Adolf Hitler, e cuja função no cárcere seria entreter e distrair as crianças enquanto elas eram levadas às câmaras de gás. O filme se chamava “O dia em que o palhaço chorou”.

Àquela altura Jerry imaginava que seu histórico no showbiz lhe permitiria explorar esse, digamos, tão peculiar pathos da tragédia histórica, ainda que – ou principalmente – formatado pelo humor amargo. E tocou em frente. Por motivos presumíveis as coisas foram desandando: dificuldade com as locações, briga com o estúdio, desentendimentos com o elenco, problemas de saúde do próprio Jerry (que confessou ter mandado goela abaixo toneladas de Xanax) e cobertura meio insidiosa, ainda que abafada, da mídia especializada no decorrer das filmagens. No fim das contas, com o material em mãos, ele tomou a decisão de não lançar o filme. Acabou doando tudo – fragmentos, negativos e fitas de áudio – pra Biblioteca do Congresso Americano, a ser disponibilizado exclusivamente pra pesquisa acadêmica.

Décadas depois o plot seria reprocessado de forma adocicada em outras produções, como “A vida é bela”, de Roberto Benigni, ou “Jacob the liar”, com Robin Williams. Consta que em 1979 o ator e dublador Harry Shearer (conhecido por dar voz a diversos personagens de “Os Simpsons”) teve a oportunidade de conferir o copião, e saiu chocado, não pela premissa, mas pela realização: “timing equivocado”, “tempo de comédia desperdiçado”, “narrativa constrangedora”, “soluções desencontradas” etc. Questionado hoje, Shearer desconversa. Mas não nega.

Por razões contratuais nunca devidamente esclarecidas Jerry estipulou que o filme só poderia ser liberado de fato pra exibição pública em, ora vejam, 2026 – só que basta uma rápida pesquisa ao que se tem atualizado a respeito dessa declaração pra ficar claro que é pura nuvem de fumaça. O que temos são trechos no YouTube (digite “The Day The Clown Cried” e confira alguns takes, reportagens e documentários) e ponto final.

O porquê de Jerry ter escolhido justamente 2026 pode estar envolto em imponderáveis penumbras interpretativas, como também ser resultado de um exercício sarcástico de assombrosa premonição, se levarmos em conta o contexto, os humores e as aberrações que marcam a ambiência global hoje, onde o filme nem chamasse tanto a atenção assim. Talvez tenha sido sua última piada.


Publicado em 15/08/2026



AGENDA

Livro
Culpa dos infernosO cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral

O cartunista J. Bosco inverte a lógica do mal em sua sétima obra autoral, O Diabo tem as Costas Largas, mostrando como as mazelas sociais nascem das escolhas humanas através de cartuns premiados e inéditos.
O livro conta com 62 páginas coloridas e reúne dezenas de cartuns, muitos deles inéditos e outros já premiados em salões de humor ao redor do mundo.
A proposta de J. Bosco é inverter a lógica tradicional do imaginário popular. Em vez de apontar para o diabo como o culpado externo por todos os males, o artista explora como o “mal” nasce das escolhas humanas cotidianas. Através do humor, a obra aborda temas espinhosos como corrupção, racismo, violência, devastação ambiental e fanatismo, transformando o personagem central em um observador irônico da nossa sociedade.




Revista
Nova edição da FenamizahJá está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan.

Já está disponível a 83ª edição da Fenamizah, publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan. Você pode ler a edição online aqui ou baixar o exemplar em pdf aqui.




Livro
VizungaObra-prima de Colin retorna em volume inédito pela editora Veneta.

Criado por Flavio Colin (1930–2002) e publicado originalmente em tiras diárias, entre 1964 e 1966, na Folha de S. Paulo, Vizunga é um dos pontos mais altos na história dos quadrinhos brasileiros. As tiras reúnem histórias do pescador e caçador Parcival de Carvalho, o Vizunga, e misturam elementos da cultura gráfica popular brasileira com o modernismo, em narrativas cheias de aventura, ironia e crítica social. Vizunga retorna em um volume inédito pela editora Veneta.




Revista
Fenamizah em edição especialEdição especial dos mestres do cartum mundial

A Fenamizah apresenta uma edição especial com 100 páginas em homenagem aos mestres do cartum mundial, apresentando trabalhos de Steinberg, Ziraldo, Mordillo, Hoffnung, dentre outros. Leia online ou baixe o pdf




Jornal
Novo vôo do GrifoO jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango de Edgar Vasques.,

Saiu o novo número do Grifo, publicação de humor e política editada pelos cartunistas da Grafar (Grafistas Associados do RS). Publicado desde outubro de 2020, o jornal apresenta um vasto material de charges e textos combativos, destacando neste número 51 o cinquentenário de Rango, antológico personagem criado por Edgar Vasques em plena ditadura militar.




Livro
Mortadelo e Salaminho estão de voltaOs agentes da T.I.A. agora com duas HQs em uma única edição

A Figura Editora ouviu o público, e o segundo volume de Mortadelo e Salaminho chega com dose dupla de HQs do genial Francisco Ibáñez. Isso mesmo, são duas aventuras dos agentes da T.I.A. em uma mesma edição de 96 páginas!




Cards
Heróis & HeroínasHomenageando os grandes artistas da música brasileira

No intuito de homenagear personagens históricos da música brasileira, o caricaturista e ilustrador Eduardo Baptistão e Geraldo Leite, músico e radialista, lançam Heróis & Heroínas da Nossa Música, um caixa contendo 52 cards, com as caricaturas e mini biografias dos artistas de MPB, Samba, Choro, Bossa-Nova, etc. Além disso cada card acompanha um QR Code com playlist de cada artista, preparada por Geraldo Leite.




Revista
Fenamizah de fevereiroEsta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

Já está disponível pra download a edição de fevereiro de 2025 da revista eletrônica Fenamizah (edição 76), editada por Aziz Yavuzdoğan. Esta edição conta com a participação de 117 cartunistas e escritores de 39 países diferentes, incluindo cartunistas e escritores de renome mundial.
A revista eletrônica Fenamizah é publicada todo mês em plataformas digitais, oferecida gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo, sem nenhum propósito comercial.
Você pode baixar a edição de fevereiro gratuitamente clicando aqui.




Exposição
Quadrinhos no PompidouReunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos.

Em 29 de maio foi aberta a exposição “Bande dessinée, 1964 - 2024”, no Centro Georges Pompidou, em Paris. A mostra pretende oferecer um diálogo inédito entre os 3 principais centros de expressão da banda desenhada: a criação europeia, os mangas asiáticos e os quadrinhos americanos. Reunindo fundamentos, surpresas e raridades, a exposição é uma verdadeira celebração dos quadrinhos. A exposição vai até novembro.





Revista
Nova edição da FenamizahPublicada gratuitamente em plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo.

A edição de dezembro da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 106 caricaturistas e escritores de 35 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de novembro aqui. Ou ler a revista online nos sites Calameo ou Fliphtml5.





Jornal
Nova edição do GrifoO acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista

No GRIFO 55, Jef Miola questiona “Que Congresso é esse?” (e nem tinha acontecido a barbárie contra Marina Silva). Essa postura agressiva e direitista não é exclusividade brasileira, mostram Luiz Faria analisando Trump, Tarso Riccordi questionando o “desprefeito” de Porto Alegre. Já Winckler aborda o acordo que China e América Latina estão costurando para superar a violência trumpista. Coisa que ficou bem ilustrada na capa do Eugênio Neves.




Livro
Quadrinhos & PublicidadeA evolução dos quadrinhos na publicidade em centenas de anúncios.

Em uma fascinante jornada que começa no final do século XIX e chega aos dias atuais, Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! mostra a evolução dos quadrinhos na publicidade no Brasil e no mundo, em centenas de anúncios.
Splash! Uma Breve História da Publicidade em Quadrinhos! é o resultado de uma pesquisa de quase vinte anos do ilustrador, diretor de arte e pesquisador Toni Rodrigues. O autor buscou, catalogou, apurou informações e recuperou imagens e arquivos considerados há muito perdidos em diversas fontes.




Livro
Cartuns EcológicosPlaneta em Risco" é o sexto livro do cartunista J.Bosco, trazendo 86 cartuns que abordam diversas formas de degradação do meio ambiente.

"Planeta em Risco" é o sexto livro do cartunista paraense J.Bosco, com mais de 40 anos de profissão, são 86 cartuns ecológicos, abordando diversas formas de degradação do meio ambiente, poluição dos rios e mares, desertificação, aquecimento global, extinção de algumas espécies marinhas, crise climática. Um livro com vasto material crítico, com linguagem universal, que nos leva a uma reflexão sobre o tempo de nossa própria existência.





Revista
Fenamizah de maioNova edição com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.

A nova edição da Fenamizah foi publicada, com trabalhos de 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes. Baixe o PDF aqui.
Você também pode acompanhar as novidades no site.
A Fenamizah e-magazine é publicada gratuitamente todos os meses na plataforma digital, com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer finalidade comercial.




Livro
Ebal – Uma História IlustradaA editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações ganha um livro.

Em 1934, Adolfo Aizen criou o Suplemento Juvenil, publicação que revolucionou os quadrinhos no Brasil e liderou o segmento na maior parte de seus onze anos de existência. Até que, em 1945, Aizen parte para um novo projeto e cria a sua Editora Brasil-América.
Finalmente a editora de quadrinhos que marcou época e conquistou corações, ganha um livro à altura de sua importância. Fartamente ilustrado, com imagens raras e textos elucidativos frutos de uma minuciosa pesquisa realizada por vários autores.




Livro
Tom & LauraO poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio.

A política brasileira pode ser chamada, às vezes, de uma grande cachorrada. É o que se vê nesta sensacional antologia de tiras em cores do publicitário, compositor e músico Carlos Castelo e do cartunista Bier. Um jeito irreverente, divertido e com sacadas geniais de observar o poder no Brasil - a partir do ponto de vista de um casal de vira-latas no cio. Morra de rir com este livrinho em formato de talão de cheques com a qualidade da Editora Noir.
Opiniões (sinceras) sobre a obra:
"Livrinho ingrato: prova de que o homem é o PIOR amigo do cão..." - Edgar Vasquez
"A tira é boa, mas tirem os cachorros" - Spacca
"Quem são Tom & Laura?" - Laerte
"Que cachorrada do Castelo e do Bier!" - Chico Caruso





Livro
A lírica visual de FaustoUm lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.

Fausto Bergocce é cartunista, ilustrador e multiartista visual, com obras que transitam entre o desenho, a pintura, a colagem e a fotografia, integrando aos cartuns, tiras e charges muito desses conhecimentos. Seu novo livro, Simples Cartum, é um lírico passeio gráfico indo do humor à poesia visual.




Livro
O humor de VasqsPapo Gaio de Maritacas

Vasqs vai lançar seu novo livro de humor, Papo Gaio de Maritacas, pela editora Converso. O lançamento será no dia 29 de novembro, das 14h às 17h, no Mi & Mo Gato Café (rua Coronel Oscar Porto, 400), próximo ao metrô Brigadeiro.




Revista
Nova edição da FenamizahEm sua 82ª edição, a revista eletrônica Fenamizah apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes.

Esta 82ª edição da revista eletrônica Fenamizah, publicada por Aziz Yavuzdoğan como editor-chefe e com a participação voluntária de cartunistas e escritores de renome mundial, apresenta 128 cartunistas e escritores de 40 países diferentes. Baixe seu exemplar em PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.




Livro
Relicário de afetosTudo com humor, lirismo e ironia

Carlos Castelo, reconhecido por sua verve humorística e seu olhar afiado para o humano, reúne em seu novo livro, Museu de Musas, letras e poemas escritos ao longo de décadas. São declarações tardias, confissões improvisadas, bilhetes que nunca foram entregues. Musas reais ou inventadas, passageiras ou perenes, todas reunidas neste espaço de palavras que ora se parece com um quarto de pensão, ora com um altar pagão.




Revista
Edição de janeiro da FenamizahJá está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan .

Já está disponível a 75ª edição da "Fenamizah", publicação turca de humor editada por Aziz Yavuzdoğan, com participação de 115 cartunistas e escritores de 36 países diferentes. A “Fenamizah E-Magazine” é publicada mensalmente na plataforma digital com a participação voluntária de artistas de todo o mundo. É publicado gratuitamente, sem qualquer finalidade comercial. Baixo o PDF aqui ou leia online no Fliphtml5.





Humor ambientalA floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos

A floresta também pode ser defendida com traços e sorrisos, é o que mostra o livro Amazônia Meu Humor – 40 anos em defesa da Amazônia, de Paulo Emmanuel.
A obra reúne quatro décadas de cartuns dedicados à luta ambiental na região, em um registro histórico e artístico que transforma humor em resistência. Emmanuel, referência do humor gráfico na Amazônia, consolida no livro sua trajetória marcada pela crítica afiada e pelo olhar sensível sobre os desafios ecológicos da floresta.




Livro
Caricaturas de J.BoscoMúsica, cinema, literatura e caricaturas

O livro J.Bosco Caricaturas (formato 23 x 27 cm - 90 páginas) retrata algumas celebridades da música, cinema e literatura em traços preto e branco, uma homenagem ao estilo clássico da caricatura. São 75 desenhos, entre eles Lupicinio Rodrigues, Quenti Tarantino, e Ariano Suassuna, com apresentação de escritores e caricaturistas como, Miran (editor e diretor da revista Gráfica), Marko Ajdarik, Haroldo Gepp, Luciano Magno, Solda e Adriano Barroso. O livro faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação de J.Bosco no jornal O Liberal, de Belém do Pará, como chargista diário e caricaturista.




Revista
Fenamizah de julhoA edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah foi publicada.

A edição de julho da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. Editada por Aziz Yavuzdoğan e publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de julho aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Revista
Especial Dia das MulheresFenamizah comemora o Dia Internacional da Mulher com uma edição especial.

Comemorando o “Dia Internacional da Mulher”, foi publicado junto com a edição de março um álbum especial, “Women Cartoons - Fenamizah Extra”, incluindo cartuns, pinturas, ilustrações e escritos de 112 artistas profissionais e amadores de 34 países. Você pode baixar o PDF aqui ou ler online no site Fliphtml5.




Livro
Os Migonautas As aventuras bem humoradas de ursos viajando pelo espaço.

Os Migonautas é uma série de tirinhas criadas por Mig Mendes. Com bastante estrada, a tira começou como tira diária de jornal, publicada em O Fluminense de Niterói e outros diários. Nessa época (1991 - 1993) o título era O Urso no Espaço. Depois as tiras foram recriadas para redes sociais no final de 2015, com muito mais cor, desenvolvimento de personagens e arcos formando pequenas histórias. O volume 5 dos Migonautas está em campanha no Catarse.




Revista
Revista Fenamizah de marçoUma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah .

Uma nova edição da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 100 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 131 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de março aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
O horror segundo Carlos CasteloCastelo revela que além do humor também habita nele uma inquietante galeria de horrores.

Há escritores que se especializam numa só faceta literária. Vivem e morrem na confortável casinha construída em torno de um único estilo. Não é o caso de Carlos Castelo, figura conhecida por sua trajetória múltipla. Jornalista, humorista, poeta, publicitário premiado e agora — para arrepio de muitos — autor de contos de horror.
Em Dentro de Mim Mora a Sombra, Castelo revela que, além do humor, também habita nele uma inquietante galeria de horrores. Com apresentação luxuosa assinada pelos escritores Bráulio Tavares e Gustavo Ávila, o livro chega como uma inesperada novidade. Quem diria que um dos criadores do icônico grupo Língua de Trapo, símbolo irreverente da São Paulo dos anos 80, também dominasse o sombrio e o macabro?
Inspirado em Edgar Allan Poe e Ambrose Bierce, escritores que transitaram habilmente entre o horror e o humor, Castelo reconhece que esses dois gêneros são como irmãos gêmeos univitelinos. Um provocando o medo, o outro o riso. E nessa coleção de histórias perturbadoras, o autor explora exatamente essa dualidade, mesclando folclore brasileiro, lendas urbanas e os dilemas mais sombrios da vida moderna.




Livro
A volta de MoebiusHá quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula.

Moebius é um autor muito prolífico com várias coletâneas e personagens. Suas histórias curtas publicadas da Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA), revolucionaram o mercado dos quadrinhos.
Há quase duas décadas fora de catálogo, o trabalho de Moebius finalmente volta pela editora Tábula em uma edição que reúne material consagrado, além de algumas histórias inéditas no Brasil.




Livro
Pária amada, Brasil!Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Carlos Castelo

Carlos Castelo lança seu novo livro, "PÁRIA AMADA, BRASIL - 99 aforismos sobre o Brasil & um sobre Portugal”, recheado de observações sarcásticas sobre o país. Uma seleção meticulosa das máximas mais incisivas e humorísticas de Castelo, com base em sua carreira como colunista dos jornais Estadão, Rascunho e O Dia. Castelo criou uma provocação divertida sobre a cultura, a sociedade e as peculiaridades brasileiras. Uma coleção de aforismos que oferece aos leitores uma mistura inusitada de ironia, sagacidade e observações agudas sobre o Brasil. - Tempos Crônicos





Livro
Níquel NáuseaFazendo 40 anos

Níquel Náusea, personagem imortal de Fernando Gonsales, está fazendo 40 anos. E a Z Edições apresenta esta coleção que irá reunir todas as tiras criadas por Fernando nessas quatro décadas.




Revista
Fenamizah de junho80ª edição da Fenamizah e-magazine

A 80ª edição da Fenamizah e-magazine está disponível para leitura online ou download. Editada por Aziz Yavuzdoğan, a nova edição conta com a participação voluntária de 130 cartunistas e escritores de 39 países diferentes.




Revista
Edição de abril da Fenamizah80 páginas com 137 cartunistas e escritores de 40 países diferentes

A edição de abril da revista internacional de humor Fenamizah (Mau humor, em turco) foi publicada. São 80 páginas nesta edição da Fenamizah e-magazine, cujo diretor editorial é Aziz Yavuzdoğan e da qual participaram 137 caricaturistas e escritores de 40 países diferentes.
A Fenamizah e-magazine é publicada mensalmente em plataforma digital gratuitamente com a participação voluntária de artistas de todo o mundo e sem qualquer propósito comercial.
Você pode baixar o PDF da edição de abril aqui. Ou ler a revista online no site Fliphtml5.




Livro
Histórias MínimasUm olhar afinado de Paulo Batista sobre detalhes do mundo cotidiano.

Um olhar afinado sobre detalhes do mundo cotidiano (que muitas vezes passam desapercebidos) disposto ao longo de oitenta páginas de pequenas HQs. É o conteúdo de Histórias Mínimas, novo livro do cartunista Paulo Batista, publicado pelo selo PB Editorial do próprio autor. “São temas que eu gosto de explorar como cronista do mundo do meu entorno”, diz o artista. Muitas dessas HQs e tirinhas foram publicadas no Instagram e páginas do Facebook identificadas com o mesmo título do livro. Agora editadas na sequência formam uma narrativa ainda mais interessante sob o traço delicado do cartunista. Para mais informações de como comprar o livro acesse aqui pelo Instagram ou Facebook





Livro
Cartografias do fimAntologia de contos inéditos sobre a crise climática

A revista literária Subtextos, referência na publicação de ficção contemporânea brasileira no ambiente digital, anuncia o lançamento de seu primeiro livro impresso: Cartografias do fim.
Organizada por Mariane Lima, a antologia reúne treze escritores que abordam a emergência climática a partir de perspectivas e linguagens distintas — do fluxo de consciência ao conto de terror, passando por narrativas intimistas, distópicas e experimentais. O resultado é um mosaico literário que dialoga com as angústias, paisagens e possibilidades de um planeta em transformação, oferecendo uma seleção plural capaz de atender a diferentes sensibilidades de leitura.
O projeto se viabiliza por meio de uma campanha de apoio que oferece diferentes recompensas aos participantes.